POLÍTICA
Presidente da Frente Evangélica defende investigação
Reeleito presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Senado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) defendeu a investigação dos alvos da denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República). Disse que a anistia deve ser para aqueles que não depredaram os prédios públicos no 8 de Janeiro e não estavam envolvidos no planejamento do golpe de Estado.
“A nossa posição é que a lei tem de ser cumprida. Nós acreditamos na justiça. Se ficar provado que houve crime, então alguém tem de ser condenado”, disse a jornalistas após a reunião da frente, no Salão Negro do Senado, na manhã desta 4ª feira (19.fev.2025).
Viana criticou a forma como o STF (Supremo Tribunal Federal) está lidando sobre os atos extremistas. “Tem muita gente que não foi pega aqui dentro, tem gente que foi pega lá na praça, que não depredou e que está respondendo o processo. Tem gente que foi presa em Minas Gerais dentro de ônibus, voltando de Brasília, não depredou”, declarou.
Mas reforçou a defesa de que os mentores da tentativa de golpe sejam punidos. “Quem incentivou essas pessoas para virem para cá? Essas tinham de estar presas. Quem foi pego aqui dentro quebrando tem de ser punido. A nossa visão é a seguinte: a denúncia seja feita, esclareça tudo para o país voltar a pacificar”, disse.
Viana afirmou que a pacificação se dará por meio da responsabilização dos mentores e da anistia de presos que não estiveram na cúpula do golpe e nem depredaram prédios públicos. “Se [a anistia] passar na Câmara, passa no Senado. Eu tenho muita tranquilidade sobre isso”, declarou.
Segundo denúncia da PGR, um líderes do plano golpista é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem Viana rompeu na eleição de 2022, quando concorreu para governador de Minas Gerais. À época, Bolsonaro o apoiou publicamente, mas fez acenos a Romeu Zema (Novo), que venceu a disputa. Isso levou o senador a migrar do PL ao Podemos.
Questionado quanto à anistia aos denunciados pela PGR, Viana disse esperar que eles respondam ao processo. “E que a gente fique sabendo se houve realmente algum tipo de tentativa. Nós precisamos confiar na PGR, confiar no Supremo. Apesar de que eu reclamo dos abusos que estão sendo cometidos, mas a gente tem que confiar na justiça. Se há uma denúncia, então vamos analisar. Apresentem-se as provas”, afirmou.
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