Economia
Tecnologia ajuda indústria a manter padrão do chocolate
Economia
Depois de dois anos de forte volatilidade no mercado internacional do cacau, a cadeia global começa a dar sinais de recuperação. Dados divulgados recentemente pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) mostram que o déficit global da safra 2023/24 foi revertido para um superávit estimado em 48 mil toneladas no ciclo 2024/25, com produção mundial projetada em quase cinco milhões de toneladas.
A retomada não elimina a necessidade de eficiência industrial. Segundo reportagem publicada pela Reuters, a Costa do Marfim, maior produtora mundial de cacau, projeta crescimento de 10,5% na safra 2025/26, podendo alcançar entre dois milhões e 2,1 milhões de toneladas. Ainda assim, o setor segue atento a fatores como clima, envelhecimento das lavouras e doenças que afetam os cacaueiros.
A pressão dos últimos anos também deixou marcas nos preços. Dados atualizados pela Trading Economics mostram que o cacau chegou ao recorde histórico de US$ 12.906 por tonelada em dezembro de 2024. Embora a cotação tenha recuado para a faixa de US$ 3.800 por tonelada em junho deste ano, o histórico recente reforçou a importância de processos capazes de reduzir perdas, preservar qualidade e garantir padronização na indústria de alimentos.
No Brasil, esse debate interessa diretamente a um setor de grande escala. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB) mostram que a produção nacional de chocolates passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.
É nesse contexto que processos pouco conhecidos pelo consumidor ganham importância estratégica. Segundo Renan Coelho, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, a qualidade final do chocolate não depende apenas da origem do cacau, mas também da capacidade da indústria de lidar com variações naturais da matéria-prima.
“O cacau é um produto agrícola. Ele muda conforme a região, o clima, o solo, a safra e as condições de cultivo. O consumidor, porém, espera encontrar sempre o mesmo sabor, a mesma cor e a mesma textura em uma marca de chocolate. A tecnologia ajuda a transformar uma matéria-prima naturalmente variável em um produto mais padronizado”, afirma Coelho.
Segundo o executivo, na prática, isso significa que a indústria consegue exercer maior controle sobre características como sabor, coloração e dispersão do cacau em diferentes aplicações alimentícias.
Estudo publicado na revista científica Food Science and Technology International avaliou diferentes agentes alcalinizantes utilizados no processamento do cacau e concluiu que a alcalinização altera propriedades como pH, cor e características sensoriais do ingrediente, influenciando diretamente sua aplicação industrial.
De acordo com o executivo da Katrium, a importância desse processo vai além da simples padronização industrial. “Ele permite que a indústria exerça maior controle sobre características sensoriais importantes para a experiência do consumidor, como sabor, cor e dissolução do produto”. Na prática, Coelho diz que a alcalinização permite reduzir a acidez natural do cacau, suavizar notas amargas ou adstringentes, intensificar tonalidades de marrom e melhorar a dispersão do pó em bebidas, massas e formulações industriais.
Um dos insumos químicos empregados nesse tipo de processo é o carbonato de potássio, utilizado pela indústria como agente alcalino e regulador de pH. Estudo publicado na revista Food Science and Technology International mostra que, entre diferentes sais alcalinos avaliados na alcalinização do cacau, o hidróxido de potássio apresentou a maior capacidade de elevar o pH, seguido pelo carbonato de potássio.
Para Coelho, a recuperação da oferta global de cacau não reduz a relevância da química aplicada aos alimentos. “Mesmo em um cenário de maior oferta, a indústria continua precisando de estabilidade, previsibilidade e controle. A função da química não é substituir a qualidade da matéria-prima, mas ajudar a preservar características importantes para o consumidor e para o desempenho industrial”, explica.
Além dos chocolates em barra, o especialista diz que o controle de pH e a padronização do cacau também são importantes para bebidas achocolatadas, sorvetes, biscoitos, coberturas, recheios e sobremesas lácteas. Nesses produtos, fatores como solubilidade, cor, sabor e textura precisam se manter estáveis em larga escala.
“Grande parte da inovação industrial acontece longe dos olhos do consumidor. Ele percebe o resultado no sabor, na aparência e na experiência de consumo. Mas, por trás disso, existe uma cadeia tecnológica que trabalha para garantir que o chocolate mantenha suas características mesmo quando o mercado da matéria-prima passa por oscilações”, conclui o diretor da Katrium.
Economia
QFC e Câmara de Comércio dos EUA Colaboram para Ampliar Investimento Transfronteiriço
DOHA, Catar e NOVA YORK, Sept. 28, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — O Qatar Financial Centre (QFC), um importante centro financeiro e de negócios onshore, e a Câmara de Comércio dos EUA assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para solidificar o envolvimento comercial e de investimentos entre o Catar e os Estados Unidos e para apoiar as empresas americanas que buscam se estabelecer expandir no Catar e em toda a região.
Com a parceria, as duas organizações irão se concentrar em áreas de interesse estratégico compartilhado, incluindo gestão de patrimônio e ativos, fintech, ativos digitais e tecnologia empresarial.
O MoU foi assinado durante uma mesa redonda executiva privada coorganizada pelo QFC e pela Câmara de Comércio dos EUA em Nova York, durante uma semana significativa de envolvimento internacional em torno do Fórum Econômico do Catar e da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). Como a primeira ativação do MoU, a mesa redonda contou com a participação de líderes empresariais seniores dos EUA no compartilhamento de perspectivas sobre o crescimento regional, a expansão transfronteiriça e as considerações regulatórias, econômicas e tecnológicas em evolução que moldam as decisões dos negócios.
O Sr. Mansoor Al Khater, Diretor Executivo do QFC, comentou sobre como o acordo se baseia em laços econômicos e comerciais de longa data entre o Catar e os Estados Unidos: “Esta parceria traduz a forte relação EUA-Catar em maiores oportunidades para empresas nos dois mercados. Ela irá criar mais canais de engajamento, nos ajudar a entender melhor as prioridades das empresas dos EUA e conectá-las de forma mais estratégica com as oportunidades no Catar.
“Temos uma base sólida com as mais de 350 empresas dos EUA que já fazem parte da plataforma QFC. Nosso objetivo é apoiar as empresas dos EUA que buscam se expandir na região, proporcionando a certeza regulatória, a conectividade e o ambiente de negócios de que precisam para crescer com confiança.”
O Sr. Khush Choksy, Vice-Presidente Sênior de Relações Internacionais com Membros e Oriente Médio, Ásia Central e Turquia, comentou sobre a importância da parceria: “O Programa de Negócios EUA-Catar da Câmara de Comércio dos EUA tem o orgulho de formalizar esta parceria com a Autoridade do Centro Financeiro do Catar. Este Memorando de Entendimento reflete nosso compromisso compartilhado de expandir o comércio, o investimento e o engajamento comercial entre os Estados Unidos e o Catar—para a criação de oportunidades tangíveis para as empresas nos dois mercados. Esperamos trabalhar em estreita colaboração com o QFC em programas conjuntos, diálogos comerciais e iniciativas que fortaleçam uma das relações econômicas bilaterais mais dinâmicas da região.”
Sobre o Qatar Financial Centre (QFC)
O Qatar Financial Centre (QFC) é um centro financeiro e de negócios onshore localizado em Doha, que fornece uma excelente plataforma para as empresas fazerem negócios no Catar e na região. O QFC oferece seu próprio ambiente jurídico, regulatório, tributário e de negócios, permitindo até 100% de participação estrangeira e 100% de repatriação de lucros, com a cobrança de uma alíquota competitiva de 10% de imposto corporativo sobre lucros gerados localmente. O QFC acolhe uma ampla gama de empresas de serviços financeiros e não financeiros.
Para mais informação sobre as atividades permitidas e os benefícios de se estabelecer no QFC, visite www.qfc.qa
@QFCAuthority | #QFCMeansBusiness
Sobre a Câmara de Comércio dos EUA
A Câmara de Comércio dos EUA é a maior organização empresarial do mundo que representa empresas de todos os tamanhos em todos os setores da economia. Nossos membros variam desde pequenas empresas e câmaras de comércio locais, presentes nas principais vias comerciais de todo o país, até importantes associações setoriais e grandes corporações. Há mais de 114 anos, defendemos políticas favoráveis às empresas, que as ajudam a gerar empregos e a impulsionar o crescimento da nossa economia.
Contato com a Mídia
QFC Corporate Communications
Rasha Kamaleddine | +974 55049647 | r.kamaleddine@qfc.qa
Fotos deste comunicado disponíveis em:
https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/c47fe05c-3c0f-4fe0-a910-9a7fd1e0bce2
https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/7bc7fddb-ed65-46bb-ab5c-b6f10f0fe847
https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/bf4fb98c-3701-45cd-bcd4-e9c061ad5723

GLOBENEWSWIRE (Distribution ID 9834850)
-
Primavera do Leste6 dias atrásPrimavera do Leste realiza Feirão da Empregabilidade para pessoas com deficiência
-
Diamantino5 dias atrásPrefeitura de Diamantino entrega materiais de construção a famílias atingidas pelo vendaval
-
Rondonópolis7 dias atrás1º Jogos Municipais Mirim de Xadrez Estudantil acontece na próxima quarta (30) em Rondonópolis
-
Primavera do Leste5 dias atrásPrimavera do Leste avança nas obras da nova Ciretran, que será a maior de Mato Grosso
-
Primavera do Leste6 dias atrásNOTA À IMPRENSA
-
Diamantino6 dias atrásPrefeitura de Diamantino convida população para apresentação do Plano Municipal de Agricultura Familiar e Indígena
-
Sinop6 dias atrásPrefeitura de Sinop realiza audiência pública sobre a LOA 2027
-
Várzea Grande6 dias atrásCCJ da Câmara reúne servidores e representantes sindicais para avançar com projetos dos PCCS — Câmara Municipal
