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Receita libera consulta a lote especial de cashback do IR nesta quarta

Publicado em

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A Receita Federal abre às 9h desta quarta-feira (8) a consulta ao primeiro lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), modalidade chamada pelo órgão de ” cashback “. Ao todo, 3.551.101 contribuintes serão beneficiados nesta etapa, que soma cerca de R$ 460 milhões em restituições.

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

Quem recebe

O lote contempla pessoas não obrigadas a apresentar a declaração do Imposto de Renda de 2025 e, por isso, não enviaram o documento. Ainda assim, tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e passaram a ter direito à restituição.

Para identificar esses casos, a Receita utiliza informações disponíveis em suas bases de dados para gerar automaticamente uma declaração simplificada, sem necessidade de pedido prévio pelo contribuinte.

O valor da restituição é limitado a R$ 1 mil por pessoa.

Além de não estar obrigada a declarar o IR em 2025, a pessoa precisa ter mantido o CPF em situação regular e possuir uma chave Pix vinculada ao CPF até o fim de junho deste ano. Segundo a Receita, cerca de 500 mil contribuintes deixaram de receber o cashback este ano por não cumprir um desses requisitos.

Como consultar

A consulta poderá ser feita no portal da Receita Federal, por meio da página Consulta cashback , criada para o serviço de restituição automática, ou pelo aplicativo oficial da Receita.

Também será possível acessar a declaração gerada automaticamente na área “Meu Imposto de Renda”. O documento poderá ser conferido, complementado ou retificado antes da conclusão do processamento, caso o contribuinte identifique alguma informação que precise ser ajustada.

Pagamento

A restituição será depositada exclusivamente em conta vinculada à chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas bancárias comuns nem emissão de ordem de pagamento.

Quem tiver direito à restituição, mas não atender aos requisitos do lote automático, como não possuir chave Pix cadastrada até o prazo estabelecido, estar com o CPF irregular ou ter valor superior a R$ 1 mil para receber, poderá apresentar declaração de Imposto de Renda de exercícios anteriores para pedir a restituição.

A página Download do Programa de Imposto de Renda – Receita Federal traz instruções para o preenchimento online ou através dos programas geradores de declaração dos anos anteriores.

Lote separado

A Receita destaca que esse pagamento não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda 2026. O lote especial foi criado exclusivamente para contribuintes que não entregaram declaração por não serem obrigados.

Os contribuintes que apresentaram a declaração dentro do prazo continuam seguindo o cronograma tradicional de restituições. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.



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Leitura de ciclo orienta mercado de alto padrão no Nordeste

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O Nordeste apresentou o maior crescimento proporcional nas vendas de imóveis de alto padrão em 2025, com 1.946 unidades comercializadas e alta de 64,5% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Portal da Capital. A publicação também aponta a predominância de compradores locais e destaca a expansão do mercado em João Pessoa com novos lançamentos.

Com R$ 52,2 bilhões movimentados, o segmento passou a representar 29,4% de todo o valor negociado no mercado residencial brasileiro, conforme publicado pela Forbes. Em 2024, as 9.053 unidades vendidas no segmento representaram 3,6% do total do mercado. São considerados imóveis de luxo e superluxo aqueles com valores acima de R$ 2 milhões.

Felippe Nóbrega, corretor de imóveis, reforça que a região Nordeste deixou de ser vista apenas como destino turístico e passou a ser analisada como mercado de moradia, investimento, renda e preservação de patrimônio.

“O Nordeste está em um momento de consolidação. Na Paraíba, esse movimento é ainda mais evidente. João Pessoa combina qualidade de vida, crescimento econômico, segurança comparativa, expansão urbana e ainda um metro quadrado competitivo quando comparado a outras capitais consolidadas”, avalia o profissional.

Dados divulgados pelo portal Portas indicam que cidades do Norte e Nordeste concentraram seis das dez maiores altas de preços de imóveis residenciais em 2025. Entre os destaques estão Salvador (BA), com 16,25%, e João Pessoa (PB), com 15,15%. O preço de imóveis residenciais fechou 2025 com valorização de 6,52%, a segunda maior variação nos últimos 11 anos.

Para o corretor especialista, atualmente os fatores que mais influenciam o segmento de alto padrão são localização escassa, infraestrutura urbana, força das marcas, arquitetura autoral, experiência de moradia, potencial de valorização e leitura correta do ciclo.

“Esse ciclo é dividido em duas etapas. A primeira é a fase anterior ao lançamento, ou seja, o desenvolvimento do negócio, e isso inclui área, permuta, investidor, estruturação e entrada estratégica. A segunda é a fase da planta, onde entra o comprador final ou investidor tradicional, já diante de um produto formatado e validado pelo mercado”, explica Nóbrega.

Comportamento do consumidor

Conforme observa o especialista, o cliente de alto padrão no Nordeste se tornou mais técnico, exigente e seletivo nos últimos anos: “Antes, bastava boa localização e acabamento. Hoje o consumidor quer arquitetura, marca, experiência, segurança, conveniência, vista, serviços e liquidez”.

Felippe Nóbrega pontua que o Nordeste, e mais especificamente a Paraíba, tem sido vista por clientes e investidores locais e de outros estados como uma região que tem espaço de valorização relevante. Ele destaca que o consumidor está mais consciente do potencial de João Pessoa, enxergando a cidade para além de uma alternativa econômica.

“Muitos já percebem a cidade como um mercado emergente de alto valor. E é exatamente por isso que a leitura estratégica do ciclo passou a ser decisiva. Um bom serviço de corretagem de imóveis conecta o cliente certo ao momento certo, seja o investidor que entra na origem do negócio, seja o comprador final que entra na planta buscando patrimônio, estilo de vida e segurança”, afirma o especialista.

Para o profissional, no segmento de imóveis de alto padrão, os indicadores comportamentais são tão importantes quanto os econômicos para antecipar tendências. Ele enfatiza que o setor não responde apenas à renda, mas também ao desejo, ao estilo de vida e à percepção de escassez.

Entre os indicadores apontados pelo especialista estão crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), geração de emprego, renda, crédito, juros, infraestrutura, volume de lançamentos, velocidade de vendas, estoque, preço do metro quadrado, migração de famílias, busca por qualidade de vida, procura por segunda residência, envelhecimento da população, desejo por segurança, exclusividade, serviços e experiências.

Perfis de cliente e alinhamento estratégico

Felippe Nóbrega esclarece as principais diferenças entre o comportamento de um investidor focado em multiplicação de capital e o comprador final voltado ao estilo de vida. Segundo ele, o imóvel muda de acordo com o perfil do cliente e, por isso, a estratégia precisa acompanhar esse movimento.

“O investidor compra tese, tempo e melhor retorno. Ele quer entrar antes da percepção geral de valor, analisa risco, prazo, liquidez, margem, localização e potencial de saída. Já o comprador final olha vista, planta, acabamento, lazer, vizinhança, status, segurança e conforto familiar. A decisão é tomada por motivos diferentes. Um busca retorno, enquanto o outro busca experiência”, detalha o especialista.

Para os investidores, o profissional ressalta a importância do posicionamento antecipado para a multiplicação de capital. Segundo ele, uma entrada prévia proporciona uma posição estratégica dentro do ciclo, com os melhores retornos financeiros.

“A capacidade de ler contexto tornou-se o ativo mais escasso — e o mais valioso. No mercado imobiliário, a maior valorização normalmente está na origem do valor, ou seja, antes da absorção do mercado. É fundamental calcular o risco dessas operações, analisando qualidade da área, vocação do terreno, zoneamento, potencial construtivo, força da incorporadora, preço de entrada, prazo de maturação, liquidez futura e perfil do investidor”, conta Nóbrega.

O especialista salienta que a falta de alinhamento estratégico pode comprometer o resultado de uma operação imobiliária, e que o perfil, o prazo, o capital e o objetivo devem estar alinhados para que a transação seja eficiente. Segundo ele, a falta de alinhamento resulta em uma estratégia mal definida.

“O problema, muitas vezes, não está no imóvel. Um investidor de curto prazo não pode entrar em uma operação de maturação longa. Um comprador final não deve ser tratado como especulador. E um cliente conservador não deve assumir risco de fase inicial sem entender prazo, liquidez e variáveis do negócio”, conclui o profissional.

Para saber mais, basta acessar: @corretoremjoaopessoa



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