Economia
Empreendimentos impulsionam economia de Gaspar (SC)
Economia
Nos últimos anos, Gaspar tem se consolidado como uma das cidades mais promissoras do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, impulsionada por investimentos públicos e privados. Recentemente, a prefeitura anunciou um pacote de obras que ultrapassa R$ 300 milhões, voltado para infraestrutura urbana, mobilidade e desenvolvimento econômico. Paralelamente, iniciativas do setor imobiliário vêm contribuindo para esse cenário de expansão ao gerar empregos diretos e indiretos, movimentando uma ampla cadeia produtiva.
Com mais de 16 mil m² construídos, três torres residenciais e 60 apartamentos, o Floratta Home Club, desenvolvido pela DS&M Group, é um exemplo de como um único projeto pode impulsionar a economia local e contribuir para a valorização urbana. Após dois anos de estudos sobre o mercado imobiliário local, o empreendimento saiu do papel para atender às tendências de moradia e às necessidades de desenvolvimento urbano.
“Criamos um empreendimento que une sofisticação, bem-estar e qualidade de vida, trazendo para Gaspar um conceito de Home Club até então pouco explorado no Vale do Itajaí”, explica Diego Schnaider, diretor de execução e finanças da DS&M Group.
O impacto econômico do empreendimento se estendeu por diferentes setores. Desde a aquisição do terreno até a entrega das chaves, a obra movimentou fornecedores locais e gerou empregos diretos e indiretos. Engenheiros, arquitetos, transportadoras, concreteiras, marmorarias, marcenarias, serralherias, vidraçarias, empresas de tecnologia e prestadores de serviços especializados participaram da execução.
“Buscamos priorizar empresas e profissionais da própria região sempre que possível. Quando uma empresa investe em mão de obra local e fortalece fornecedores da própria cidade, os recursos permanecem circulando no município, impulsionando o comércio e estimulando novos investimentos”, afirma Monisy de Sá Schnaider, diretora de estratégia e negócios da DS&M Group.
Além da movimentação da cadeia produtiva, o Floratta Home Club contribuiu para a valorização imobiliária e urbana de Gaspar. O Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento supera R$ 100 milhões, considerando que as unidades variam entre R$ 1,4 milhão e R$ 3,6 milhões. Esse volume financeiro evidencia a capacidade de um único projeto de fortalecer o mercado imobiliário local e atrair novos investimentos.
Segundo a diretora, com incidência de ISS sobre serviços da construção civil, ITBI nas transmissões imobiliárias e IPTU anual das unidades concluídas, a expectativa é de que a arrecadação de tributos também seja ampliada no município. “O que antes era um único terreno transforma-se em 60 imóveis que passam a integrar a base tributária do município, ampliando a arrecadação recorrente e fortalecendo a capacidade de investimento da cidade”, destaca.
Na visão da DS&M Group, a construção civil desempenha papel estratégico no desenvolvimento de municípios de médio porte. Cada empreendimento representa mais do que a construção de um edifício: gera empregos, aumenta a arrecadação de tributos, fortalece o comércio e contribui para a valorização urbana.
“Gaspar vive um momento importante de crescimento, impulsionado pelo fortalecimento da indústria, do comércio e da infraestrutura. A construção civil acompanha esse movimento, oferecendo novos empreendimentos que atendem às demandas da população e dos investidores, promovendo desenvolvimento de forma planejada e sustentável”, observa Schnaider.
O Floratta Home Club marcou uma nova fase para o mercado imobiliário da cidade, mas não é o único investimento da DS&M em Gaspar. A empresa lançou o Move Residencial, empreendimento que acompanha as transformações no comportamento de morar e investir. Com 96 unidades entre lofts e apartamentos de dois dormitórios, o projeto foi pensado para atender diferentes perfis de público, desde jovens profissionais e pequenas famílias até investidores em busca de rentabilidade.
“Mais do que ampliar a oferta imobiliária, o Move acompanha uma tendência mundial de moradias mais compactas, inteligentes e funcionais, alinhadas aos novos estilos de vida e às mudanças no comportamento do consumidor”, enfatiza Monisy.
Mesmo em fase de construção, o Move Residencial já alcançou 70% das unidades comercializadas, com valores entre R$ 360 mil e R$ 700 mil. O VGV estimado ultrapassa R$ 40 milhões, consolidando-se como mais um importante investimento privado para o desenvolvimento da cidade.
“Assim como ocorreu no Floratta, o empreendimento movimenta uma ampla cadeia produtiva, gerando empregos diretos e indiretos, fortalecendo fornecedores locais e impactando positivamente a economia da região”, conclui o diretor de execução.
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Economia
Economia digital impulsiona novas carreiras
Com o avanço da internet, das redes sociais e das plataformas digitais, o conceito tradicional de trabalho tem passado por uma transformação significativa nos últimos anos. A expansão da economia digital abriu espaço para novas formas de geração de renda, permitindo que profissionais atuem de maneira mais flexível, diversifiquem suas fontes de receita e conciliem diferentes atividades ao mesmo tempo.
Para Vinicius Lino, CEO da Quantum Nutrition, indústria de suplementos alimentares, a economia digital vem alterando a lógica tradicional de carreira e trabalho. De acordo com o executivo, no lugar de trajetórias lineares e centralizadas em um único vínculo, há um movimento em direção a modelos mais flexíveis, distribuídos e orientados por oportunidades.
“O trabalho passa a ser cada vez mais relacionado à capacidade de converter competências, conhecimento ou audiência em geração de valor, independentemente de formatos formais. Isso impulsiona o surgimento de novas dinâmicas profissionais, como múltiplas fontes de renda, atuação por projeto e maior autonomia na construção de carreira”, detalha.
No entanto, o especialista destaca que essa mudança também transfere responsabilidades para o profissional. Segundo ele, a previsibilidade tende a ser menor, enquanto cresce a importância de competências como adaptação, consistência e leitura de mercado para sustentar estabilidade e evolução profissional ao longo do tempo.
Economia digital amplia modelos de renda e atuação
O surgimento de novas formas de monetização fora do emprego formal, conforme pontua Lino, está associado a uma combinação de fatores. A digitalização ampliou o acesso a ferramentas e reduziu barreiras de entrada, enquanto as redes sociais facilitaram a distribuição de conhecimento, serviços e audiência com diferentes públicos.
Além disso, o executivo reforça que mudanças no contexto econômico também contribuíram para que mais pessoas buscassem alternativas de renda, diversificando suas formas de atuação profissional. “Outro ponto relevante é o avanço de plataformas que permitem monetizar diferentes tipos de habilidade, desde a criação de conteúdo até a prestação de serviços especializados”, observa.
Como consequência, o especialista frisa que modelos alternativos de renda passaram a ocupar espaço, tanto como complemento financeiro quanto como atividade principal.
O Brasil, de acordo com levantamento da Nielsen noticiado pelo portal Consumidor Moderno, lidera o ranking mundial de influenciadores digitais no Instagram. A plataforma reúne mais de 10,5 milhões de perfis considerados influenciadores, cada um com cerca de mil seguidores. Além disso, aproximadamente 500 mil criadores de conteúdo no país ultrapassam a marca de 10 mil seguidores na rede social.
Já o relatório “Creators & Negócios”, divulgado pela Forbes, aponta que 31,44% dos criadores de conteúdo faturam entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, enquanto 28,73% recebem rendimentos mensais entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
A economia de criadores de conteúdo tem evoluído de forma consistente para um ecossistema progressivamente mais profissionalizado. O que antes era visto como uma atividade complementar passou a incorporar elementos típicos de uma operação profissional.
De acordo com o executivo, atualmente a atuação como creator envolve planejamento, consistência, análise de desempenho, posicionamento e diferentes estratégias de monetização, indo além da simples produção de conteúdo. “Além disso, a construção de audiência e influência passa a ser acompanhada por uma lógica de negócio, com monetização por meio de parcerias, vendas, afiliados e outros formatos”, afirma.
Autonomia profissional redefine expectativas de carreira
Nesse cenário, a valorização da autonomia profissional tem influenciado de forma significativa as expectativas das novas gerações em relação à carreira, identifica o CEO da Quantum Nutrition. Além da busca por estabilidade, observa-se um interesse crescente por maior controle sobre tempo, rotina e evolução profissional.
De acordo com o especialista, esse comportamento está diretamente relacionado às possibilidades abertas pela economia digital, que ampliaram as formas de atuação e trouxeram mais flexibilidade para a construção de trajetórias profissionais.
Como resultado, surge uma diferença de expectativa em relação aos modelos mais tradicionais, que tendem a oferecer previsibilidade, mas nem sempre acompanham o ritmo de mudança e personalização desejado por esses profissionais.
“A autonomia passa a assumir um papel mais central, influenciando escolhas de carreira e exigindo que empresas e modelos de trabalho se adaptem a uma dinâmica mais flexível e orientada ao indivíduo”, sintetiza.
Lino percebe ainda que a busca por múltiplas fontes de renda teve, em um primeiro momento, forte relação com cenários de instabilidade econômica e, ao longo do tempo, evoluiu para uma escolha mais estratégica dentro da construção de carreira.
“Com o avanço da economia digital, tornou-se mais viável estruturar diferentes formas de geração de renda, o que contribuiu para uma mudança de percepção sobre dependência financeira”, acrescenta.
Hoje, a diversificação tende a ser vista não apenas como uma resposta a riscos, mas também como uma forma de ampliar resiliência financeira e possibilidades profissionais, especialmente em um ambiente no qual novas possibilidades surgem com maior frequência.
Diversificação muda conceito de estabilidade financeira
Para Lino, o equilíbrio entre liberdade e segurança financeira tende a ser resultado de uma construção. Dentro da economia digital, esses dois elementos passam a coexistir a partir de uma abordagem mais estratégica da geração de renda.
A diversificação de fontes, conforme analisa o CEO, permite ampliar a flexibilidade e reduzir a dependência de uma única atividade, mas exige critérios claros de validação, consistência na execução e desenvolvimento de fontes mais previsíveis ao longo do tempo.
“Mais do que substituir segurança por autonomia, o que se observa é uma mudança na forma de construir estabilidade, que passa a ser baseada em múltiplas fontes de renda, adaptação e gestão ativa da própria trajetória profissional”, conclui.
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