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Copa Paulinho Pará encerra disputas com finais de três categorias em Sinop

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Sinop

A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, encerrou, na tarde do último sábado (22), mais uma edição da Copa Paulinho Pará de Futebol Sete. As finais foram disputadas no complexo esportivo do Ginásio Olímpico José Carlos Pasa e definiram os campeões das três categorias da competição: Master, Feminino Adulto e Masculino Adulto.

A edição deste ano registrou recorde de inscrições. Foram 57 equipes no Masculino Adulto, mais de 16 no Feminino Adulto e 6 na categoria Master, novidade incorporada à competição para atender a uma demanda dos próprios atletas.

O responsável técnico da Diretoria de Esportes, Patrício Souza, destacou a participação das equipes e a consolidação da Copa Paulinho Pará no calendário esportivo do município. “Foi um grande sucesso. É uma copa tradicional do município de Sinop, composta por três categorias: masculino, feminino e a categoria nova que estamos trazendo, que é a Master. É uma categoria que o pessoal pedia muito e hoje trouxemos. É Sinop respirando o esporte, o futebol sete, engrandecendo o esporte do nosso município”, afirmou.

Na categoria Master, destinada aos atletas acima de 40 anos, o título ficou com a equipe Safra/Sinocar, que venceu a Hartmann na decisão. Autor de dois gols na final, Betinho Pereira comemorou a conquista e ressaltou a importância da criação da categoria para manter os atletas veteranos em atividade. “Foi um jogo truncado, duas equipes que se conhecem. Graças a Deus fomos coroados com a vitória, fiz esses dois gols e ajudei minha equipe. Há quantos anos estou nessa peleia, no ‘amadorzão’. Os veteranos não pararam e estamos aí. Cada vez o nível aumenta mais e nós seguimos dando alegria”, comentou.

Betinho, que também levou o troféu de artilheiro da competição, também destacou o significado especial da competição, que homenageia Paulinho Pará, nome que marcou o futebol de Sinop e de Mato Grosso. “É uma homenagem a um grande amigo meu que perdemos. Sempre participei e, enquanto tiver perna, vou participar, porque é uma competição sadia. Parabéns à Prefeitura pela iniciativa de realizar um campeonato homenageando um baluarte do futebol mato-grossense, que é o Paulinho”, acrescentou.

Na categoria Master – que abriu os jogos das decisões – o troféu de goleiro menos vazado ficou com Stefanelli, também da equipe Safra/Sinocar.

Pela equipe Hartmann, vice-campeã da categoria Master, Wagner Silva avaliou o equilíbrio da decisão. “A gente começou um pouco abaixo na partida, depois foi entrando no jogo. Tivemos muitas oportunidades para empatar e talvez virar, mas, no detalhe, eles fizeram o segundo. As duas equipes fizeram uma boa partida, um jogo digno de uma final”, avaliou.

O atleta também ressaltou a relevância da homenagem prestada pela competição. “Esse é um campeonato de grande importância, até em homenagem ao Paulinho Pará, ex-grande jogador de Sinop. Foi uma grande final, com dois times de ótima qualidade. Parabéns ao Safra, que saiu campeão. Agora, a expectativa é para os Jogos Olímpicos e buscar o título”, completou.

No Feminino Adulto, a Assif conquistou o título diante do Anjos do Norte, que ficou com o vice-campeonato. Já no Masculino Adulto, a equipe 4Rodas sagrou-se campeã, enquanto o Sem Fundamento/Sinocar encerrou a competição como vice-campeão.

A Copa Paulinho Pará – que contou com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura de Sinop no YouTube – integra o calendário esportivo do município e, além de incentivar a prática esportiva e proporcionar competição às equipes locais, preserva a memória de Paulinho Pará e sua contribuição para o futebol sinopense.

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52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento

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Sinop chega aos 52 anos de fundação celebrando uma trajetória marcada pela coragem de quem ajudou a construir os primeiros caminhos, pela força de uma população que escolheu a cidade para viver e pela capacidade de se reinventar diante dos desafios. Ao longo de pouco mais de cinco décadas, o município passou por profundas transformações e consolidou-se como uma das principais cidades de Mato Grosso, mantendo no planejamento uma das bases para o crescimento que continua redesenhando sua paisagem.

Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.

É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.

“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.

Uma cidade construída por quem acreditou

A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.

A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.

“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.

Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.

Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.

De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo

A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.

O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.

“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.

Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.

Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.

Uma história que continua sendo escrita

Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.

É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.

Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.

Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.

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