Sinop
De Olho no Óleo: mulheres participam de oficina de produção de sabão no CRAS Paulista
Sinop
Durante a oficina, as participantes aprenderam técnicas para transformar óleo de cozinha usado em produtos de limpeza. A iniciativa apresenta uma alternativa para o reaproveitamento de um material que, quando descartado de forma incorreta, pode causar impactos ambientais e contribuir para problemas na rede de esgoto.
O coordenador do Cadastro Único da Prefeitura de Sinop, Ivan Altíssimo, destacou que a ação busca oferecer às mulheres atendidas pela Assistência Social uma possibilidade de geração de renda. “Essa ação é uma parceria com a Águas de Sinop, que a Secretaria de Assistência Social abraçou para capacitar as mulheres do Cadastro Único a desenvolver uma atividade em casa para ser uma fonte de renda. Hoje elas aprenderam a fazer sabão líquido e sabão em barra também. Assim, essas mulheres podem conseguir encontrar um meio de vender os produtos e trazer recursos para dentro de casa. Tivemos mais de 50 inscritas e, em breve, vamos levar a oficina para todos os CRAS, com a intenção de capacitar mais de 200 mulheres”, explicou.
A coordenadora de Responsabilidade Social da Águas de Sinop, Fabiana Nunes, explicou que o projeto também possui foco na conscientização sobre o descarte correto do óleo de cozinha. “O projeto De Olho no Óleo é um projeto de educação ambiental realizado pela Águas de Sinop, que tem o foco na geração de renda. Nós apresentamos o projeto à secretária Sinéia, que prontamente abraçou a causa. O óleo é o principal causador do entupimento da rede de esgoto quando descartado de forma incorreta. Essa iniciativa também é de conscientização, para mostrar à população de Sinop como utilizar o óleo como uma forma de geração de renda”, afirmou.
Segundo a coordenadora, a proposta une educação ambiental e capacitação. “Além da conscientização ambiental e das dicas de descarte, nós mostramos como é possível utilizar esse óleo para trazer renda para dentro de casa. Nós unimos o útil ao agradável: a conscientização sobre a forma adequada de utilizar a rede de esgoto e a geração de renda para as famílias. Nosso objetivo é fazer uma rotatividade por todos os CRAS para realizar essa oficina com as mulheres. Aqui é só o começo”, explicou.
Jéssica Montserrat, moradora do Jardim das Oliveiras, já frequenta outras atividades oferecidas pelo CRAS Paulista e foi uma das participantes da oficina. “É bem legal essa oficina. Eu tenho uma noção da minha avó fazendo, eu ajudando, mas é sempre muito bom aprender mais e poder tirar todas as dúvidas. E ajuda muito porque, querendo ou não, o sabão hoje em dia está um pouquinho caro. Então, sabendo fazer, além de ser sustentável, ajuda muito no custo financeiro também”, afirmou Jéssica.
A moradora também ressaltou a variedade de atividades disponíveis no CRAS e orientou outras famílias a procurar a unidade para conhecer os projetos. “Quem tiver interesse é bom procurar o CRAS, porque tem projetos para crianças pequenas, igual à minha menina, que faz aula de canto. Tem outros projetos de jiu-jitsu, capoeira, socialização com as mães e filhos, corte e costura também. Tem bastante projeto que ajuda a gente”, disse.
Novas oficinas devem ser anunciadas em breve nos demais CRAS do município, conforme a programação das equipes responsáveis pela ação.
Sinop
52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento
Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.
É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.
“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.
Uma cidade construída por quem acreditou
A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.
A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.
“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.
Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.
Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.
De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo
A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.
“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.
Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.
Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.
Uma história que continua sendo escrita
Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.
É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.
Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.
Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.
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