Sinop
Prefeitura reforça parceria com Corpo de Bombeiros e Sinop terá terceira viatura de resgate em operação simultânea
Sinop
A Prefeitura de Sinop fortalece a parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) para ampliar o atendimento de emergência à população. Com a ativação de uma terceira ambulância de resgate, o município passa a contar com três viaturas operando simultaneamente, reduzindo o tempo de resposta às ocorrências.
A parceria entre o Município e a corporação existe desde 2022, quando a Prefeitura passou a disponibilizar profissionais da área da saúde – médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem – para compor as equipes das ambulâncias do Corpo de Bombeiros.
O prefeito Roberto Dorner destacou que a iniciativa surgiu diante da necessidade de ampliar o atendimento e ressaltou a importância da união entre o Município, o Governo do Estado e as forças de segurança. “Foi em 2022 que tivemos a ideia, junto com o nosso glorioso Corpo de Bombeiros, e, graças a Deus, deu tudo certo. Agradecemos ao coronel de Cuiabá, toda a corporação e ao Governo do Estado, que estão sempre junto conosco, trazendo para nós mais uma ambulância para que tenhamos um atendimento melhor à nossa população”, afirmou.
Dorner ainda lembrou que Sinop foi pioneira na implantação desse modelo de parceria, que posteriormente passou a ser adotado em outras localidades. “Nós somos pioneiros nesse trabalho. Hoje o Estado todo está copiando, fazendo com que isso aconteça, e está dando um resultado muito grande”, completou.
Mais capacidade de atendimento
O comandante do 3º Comando Regional de Bombeiros Militar (3º CRBM), coronel BM Fernando Duarte, explicou que a Prefeitura disponibiliza profissionais da saúde para integrar as equipes das ambulâncias e destacou o avanço com a ativação da terceira viatura. “Essa parceria acontece desde 2022, quando a Prefeitura disponibiliza profissionais da saúde para compor as ambulâncias do Corpo de Bombeiros. Então, a gente tem ambulâncias aqui com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e hoje a gente avança ativando a terceira ambulância”, explicou.
Fernando Duarte destacou que a ampliação busca reduzir o tempo de resposta. “A gente está ativando para diminuir o tempo de resposta, diminuir aquelas ocorrências de duplicidade e poder atender melhor a população de Sinop. Mesmo com várias intervenções na área do trânsito, em virtude do crescimento do município e do fluxo de pessoas, o número de acidentes tem crescido”, explicou.
O comandante apresentou um panorama do crescimento da demanda. Segundo ele, o Corpo de Bombeiros projeta chegar a aproximadamente 6 mil ocorrências atendidas neste ano. “Estamos falando que três ambulâncias, cada uma dessas vai atender, em média, 2 mil ocorrências. É um número significativo, então precisamos ter uma equipe capacitada, uma equipe treinada e equipamentos de qualidade”, pontuou.
Investimento em pessoas
O secretário de Saúde, Érico Stevan, reforçou o pioneirismo de Sinop nessa parceria com os Bombeiros. “ É um projeto-piloto no Estado de Mato Grosso, que iniciou lá em 2022, e é uma referência hoje não só para Sinop, mas para Mato Grosso”, afirmou.
Érico acrescentou que a ampliação do serviço representa investimento na preservação de vidas. “Quando nós pensamos em pessoas, nós pensamos em vidas. Então, esse investimento está sendo feito e vai melhorar ainda mais. Essa parceria, esse apoio com o Governo do Estado, nesse momento aqui com o Corpo de Bombeiros, vai refletir realmente lá na UPA, lá no Hospital Regional, nas nossas UBSs, essa qualificação de atendimento, essa melhoria de atendimento que tornou referência no Estado”, destacou.
Ações preventivas para diminuição de acidentes
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, lembrou que, paralelamente ao fortalecimento do atendimento emergencial, a Prefeitura trabalha na prevenção dos acidentes por meio de investimentos em mobilidade urbana e segurança viária. “Nós sabemos que o Bombeiro faz o atendimento emergencial diante dos acidentes de trânsito, mas vale a pena lembrar os investimentos que estão sendo feitos pela Prefeitura e as melhorias na mobilidade urbana, para que a gente traga menos acidentes”, afirmou.
Entre as ações citadas está a implantação de novos semáforos em pontos estratégicos da cidade. Nesta semana, a Prefeitura iniciou a implantação de um equipamento no cruzamento da Avenida dos Tarumãs com a Avenida das Acácias, enquanto outros já foram instalados, como na Avenida das Figueiras.
“Além das parcerias com o Corpo de Bombeiros, os investimentos realmente na estrutura de trânsito vão fazer a diferença. É nisso que a gestão tem se planejado e tem investido”, concluiu Gonçalves.
Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
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