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Saúde: Sinop aplica R$ 163,4 milhões e supera meta de investimentos, com ampliação de atendimentos e estrutura da rede
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O resultado representa R$ 73,4 milhões aplicados acima do mínimo legal, demonstrando que a gestão municipal tem direcionado recursos próprios para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública e responder a uma das principais demandas da população: o acesso a uma saúde pública cada vez mais estruturada e resolutiva.
O percentual alcançado até agosto ganha ainda mais relevância por representar o desempenho registrado antes do encerramento do ano. O município ainda terá o último quadrimestre para contabilizar novos investimentos e despesas na área.
Na prática, os recursos aplicados em 2026 estão associados à ampliação de serviços, modernização de estruturas, aquisição de equipamentos e veículos e melhorias nas unidades que integram a rede municipal.
Entre as principais ampliações realizadas neste ano está a implantação do Núcleo de Atendimento Avançado (NAE), em fevereiro. A nova estrutura ampliou a oferta de atendimentos médicos multidisciplinares e consultas em especialidades médicas, realizadas por profissionais conveniados. Assim como ocorre no Centro de Especialidades Médicas (CEM), os atendimentos do NAE representam uma ampliação da capacidade do município de ofertar atendimentos especializados à população.
A estratégia acompanha a necessidade de fortalecer não apenas a atenção básica, mas também os serviços de média e alta complexidade, reduzindo gargalos e ampliando as possibilidades de atendimento dentro da própria rede municipal.
Outra frente de investimento em 2026 foi a ampliação da assistência farmacêutica. Desde julho, a farmácia do Centro Integrado de Atendimento (CIA) André Maggi passou a funcionar também aos sábados e domingos, das 7h às 13h. A medida beneficia especialmente pacientes atendidos na UPA e trabalhadores que encontravam dificuldades para retirar medicamentos durante os dias úteis.
A Secretaria de Saúde também implantou atendimento farmacêutico em seis Unidades Básicas de Saúde (UBS): Oliveiras, Palmeiras, Cidade Jardim, Alto da Glória, Camping Club e Gleba Mercedes. A descentralização permite que o cidadão concentre, em um mesmo local, etapas importantes do atendimento — como consulta médica ou de enfermagem e retirada da medicação — facilitando o acesso e aproximando a assistência farmacêutica dos bairros.
Os investimentos também alcançam a estrutura física da Secretaria de Saúde. Ao longo de 2026, unidades como as UBS Maria Vindilina I e II, Paraíso, Vitória Régia, Jacarandás e Oliveiras passaram por reformas e reestruturações. Também foram executadas melhorias na Central de Assistência Farmacêutica, no Laboratório Municipal de Análises Clínicas (Lamac), na Rede de Frios e na Vigilância Sanitária.
Outras intervenções estão em execução ou em diferentes etapas de contratação e implantação, incluindo as UBS Primaveras, América e Alto da Glória, o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), o CIA Jacarandás, a área de Endemias e a sede da Secretaria.
As intervenções contemplam reformas prediais, reestruturação de coberturas, adequações de acessibilidade, reconstrução de redes elétricas, melhorias de segurança e adequações de espaços para oferecer melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos servidores.
A estrutura da rede também foi reforçada com novas aquisições. Em 2026, o município adquiriu duas ambulâncias, com investimento de R$ 990 mil, além de uma Unidade Odontológica Móvel (UOM). Na área odontológica, foram adquiridas 10 cadeiras odontológicas e um aparelho de prótese dentária a laser. A rede também recebeu 34 aparelhos de eletrocardiograma e 13 monitores multiparamétricos, ampliando a capacidade de atendimento e diagnóstico das unidades.
Para o secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, os números refletem uma orientação da gestão municipal de ampliar continuamente os investimentos na área. “A legislação determina que o município aplique 15% em saúde, e nós já chegamos a 27,25%. São mais de 12% acima do mínimo. E o investimento não para por aí. Temos outras ações e obras importantes, além de programas como o FilaZero, em parceria com o Governo do Estado. O prefeito Roberto Dorner tem um olhar muito claro para a saúde e entende que investir na população é investir nas pessoas, que são o maior patrimônio que temos”, destacou.
O resultado consolida uma estratégia de ampliar investimentos próprios enquanto a Prefeitura avança simultaneamente na estrutura física, nos equipamentos, nos serviços especializados e na descentralização do atendimento.
Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
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