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Sinop é um dos 50 municípios do país selecionados para Pesquisa Nacional de Demanda Turística

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Sinop

Sinop está entre os 50 municípios das cinco regiões brasileiras selecionados para participar da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT), um levantamento de abrangência nacional voltado à identificação do perfil, dos hábitos de viagem, do comportamento de consumo e da percepção dos visitantes em relação aos destinos turísticos.

Para a diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, a seleção do município representa um reconhecimento da estruturação que vem sendo construída no turismo local e coloca Sinop em um grupo restrito de destinos que participarão de uma das principais pesquisas nacionais voltadas à compreensão da demanda turística. “Estar entre os 50 municípios selecionados em todo o Brasil é algo muito significativo para Sinop. A relevância fica ainda maior quando observamos que estamos ao lado de destinos turísticos já consolidados nacionalmente. Isso demonstra que Sinop está ganhando visibilidade e avançando na estruturação do turismo. Estamos falando de um município que tem uma vocação turística própria, especialmente relacionada ao turismo de negócios e eventos, à natureza, à pesca esportiva, ao turismo rural e às experiências ligadas ao nosso território. Participar dessa pesquisa nacional significa colocar Sinop dentro de uma agenda estratégica de produção de conhecimento sobre o turismo brasileiro”, destacou.

Em Sinop, a etapa de campo começa nesta quarta-feira (16), com entrevistas realizadas no Shopping Sinop e no Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo. Nos finais de semana, a coleta será estendida também para um parque aquático do município, ampliando os pontos de abordagem e buscando alcançar diferentes perfis de visitantes.

A pesquisa faz parte de uma estratégia nacional de produção de informações padronizadas sobre a demanda turística e permitirá ao município ampliar sua base de indicadores para o planejamento e a gestão do setor.

A PNDT integra as ações do Observatório Nacional de Turismo Sustentável, gerido pelo Itaipu Parquetec, em parceria com o Ministério do Turismo, com execução técnica da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT). O levantamento reúne municípios com diferentes características e estágios de desenvolvimento turístico, possibilitando a construção de uma base comparável de informações entre destinos de diferentes regiões do país.

Entre os municípios participantes estão destinos turísticos já consolidados nacionalmente, como Foz do Iguaçu (PR), Caldas Novas (GO), Fernando de Noronha (PE) e Florianópolis (SC). Em Mato Grosso, apenas Sinop e Cuiabá integram o grupo de municípios selecionados.

A pesquisa terá como meta operacional a aplicação de 450 formulários por destino, totalizando aproximadamente 22,5 mil entrevistas nos 50 municípios participantes.

Inteligência Turística

O recente lançamento da Plataforma de Inteligência Turística de Sinop representa uma nova etapa na organização e sistematização das informações relacionadas ao turismo municipal. A ferramenta amplia a capacidade da Prefeitura de acompanhar indicadores, organizar informações, identificar tendências e utilizar dados como subsídio para o planejamento das políticas públicas do setor.

Nesse processo, a PNDT representa um importante complemento às ferramentas já desenvolvidas pelo município. Enquanto a inteligência turística permite organizar e acompanhar diferentes indicadores, a pesquisa de demanda possibilita compreender diretamente quem é o visitante, por que ele escolhe Sinop, como se comporta durante sua permanência e como avalia a experiência no destino. “Precisamos entender que pesquisa não é apenas levantamento de números. É produção de conhecimento para tomada de decisão. Quando conseguimos identificar o perfil do nosso visitante, suas necessidades, seus interesses e sua percepção sobre Sinop, passamos a ter condições muito melhores de definir prioridades e direcionar esforços. O turismo precisa ser planejado, monitorado e avaliado, e é exatamente nessa direção que Sinop está avançando”, ressaltou a diretora.

Como vai funcionar

As entrevistas abordarão temas como motivação da viagem, transporte utilizado, hospedagem, tempo de permanência, gastos, hábitos de consumo e avaliação da experiência turística. A partir das respostas, o estudo pretende oferecer uma visão mais detalhada sobre as características dos visitantes e sua relação com os destinos pesquisados.

A coleta será realizada presencialmente por equipes capacitadas e identificadas com crachá. As respostas serão registradas em formulário eletrônico, com acompanhamento da supervisão local e da coordenação da pesquisa.

O uso de um questionário padronizado nos 50 municípios busca garantir maior uniformidade metodológica e permitir a comparação dos resultados entre os diferentes destinos participantes.

Após a etapa de campo, os dados passarão por processos de validação, tratamento e análise, dando origem a resultados específicos de cada município e também a informações consolidadas do conjunto dos destinos participantes.

Para Sinop, a participação no levantamento representa mais uma etapa no processo de profissionalização da gestão turística e na construção de uma política pública baseada em evidências.

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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