Mato Grosso
Dr. Eugênio homenageia legado de Zezinho da Reunidas em denominação de rodovia na região do Xingu
Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em 2ª votação, na última quarta-feira (28), o Projeto de Lei 1899/2025 que denomina um trecho da MT-430 como “Rodovia José Ramos Rodrigues, Zezinho da Reunidas”. O texto de autoria do deputado estadual Dr. Eugênio homenageia um importante pioneiro da região do Xingu, responsável por desbravar e contribuir com o desenvolvimento regional.
Agora, o projeto de Lei será enviado ao Governo de Mato Grosso, que decidirá sobre sua respectiva sanção. Se sancionado, o trecho da MT-430, entre o Posto do Sucupira e o entroncamento com a MT-437 (trevo do Natanael), no município de São José do Xingu, passará a se chamar Rodovia José Ramos Rodrigues, Zezinho da Reunidas.
O projeto foi apresentado por Dr. Eugênio em 26 de novembro de 2025. Agora, ele segue para as etapas finais de tramitação, aprovado em 2ª votação no dia 28 de outubro de 2026. O texto do projeto na íntegra pode ser conferido aqui .
Foi Zezinho da Reunidas quem liderou os passos iniciais para a ocupação produtiva da região, abrindo, a partir de 1967, as primeiras áreas que viabilizaram a chegada do desenvolvimento. Em 1970, ele abriu a estrada que ligava a Fazenda Reunidas ao local conhecido como Bate-Papo, um feito que permitiu o transporte das primeiras cabeças de gado para o interior do Xingu.
“Esse trabalho de desbravador não pode ser esquecido, pois foi a partir dele que hoje temos uma região produtiva, com grande relevância na produção pecuária em nosso estado”, destacou o deputado Dr. Eugênio, autor da proposta.
Em 16 de março de 1974, o avião em que estavam Zezinho e seu filho, Gilberto Ramos Rodrigues, desapareceu durante voo entre a Fazenda São Francisco e a Fazenda Reunidas, colocando fim à vida do pioneiro.
Mato Grosso
Cattani apresenta projeto para tirar atendimento prioritário a detentos em unidades de saúde em MT
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) apresentou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (04) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de lei nº 1245/2026 que proíbe a concessão de prioridade no atendimento de pessoas presas ou sob custódia nos serviços de saúde sob gestão estadual. Pela proposta, elas passam a seguir a mesma ordem de espera dos demais pacientes, sem preferência pela presença de escolta policial.
Ao apresentar um vídeo feito por um popular em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do estado, o deputado afirmou que criminosos não devem ter prioridade. Segundo ele, o preso escoltado por policiais “passa na frente de todo mundo”, enquanto cidadãos que precisam de atendimento seguem esperando. Cattani citou como exemplo uma gestante e um idoso com problema na coluna que aguardavam na fila.
“É uma vergonha para a população mato-grossense, por isso estou apresentando aqui um projeto de lei para que se tire essa exclusividade ou essa preferência no atendimento”, declarou o parlamentar.
O texto veda a prioridade de atendimento fundada exclusivamente na condição de pessoa presa, na presença de escolta policial ou na conveniência de reduzir o tempo de permanência da escolta na unidade. A regra vale para os serviços sob gestão do Estado e também para estabelecimentos privados contratados ou conveniados pelo Estado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para consultas, exames e procedimentos eletivos, as pessoas sob custódia seguirão os mesmos critérios de encaminhamento, regulação, lista de espera e agendamento dos demais usuários. Quem chegar sem agendamento não terá atendimento imediato nem preferência sobre os outros pacientes. Nos serviços de urgência e emergência, a ordem será definida pela classificação de risco e pelos protocolos assistenciais, e, entre pacientes em condições equivalentes, valerá a ordem de chegada.
O projeto preserva as prioridades clínicas definidas pelos profissionais de saúde, as prioridades previstas em lei e as decisões judiciais, além da autonomia técnica de médicos e demais profissionais para avaliar e reavaliar pacientes. A proposta deixa claro que a lei não autoriza recusar ou adiar assistência clinicamente necessária por causa da condição de pessoa presa.
Por razões de segurança, a unidade poderá usar acesso, local de espera ou fluxo separado, sem que isso signifique prioridade. A ordem de atendimento só poderá ser alterada em situação excepcional, diante de risco concreto e atual que não possa ser controlado por outras medidas, com registro fundamentado, e sem prejudicar o paciente que precise de atendimento prioritário.
Na justificativa, o deputado argumenta que a privação de liberdade não afasta o direito à saúde, mas que a presença de escolta e a conveniência administrativa de abreviar sua permanência na unidade não devem, isoladamente, mudar a ordem de atendimento.
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