Sinop
Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).
Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.
Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.
Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.
Cooperação científica
Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.
Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.
Último dia da programação
A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.
Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.
Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.
Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.
Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.
A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.
Sinop
Sinop ocupa 8º lugar no ranking nacional de aplicação da Pesquisa de Demanda Turística
A pesquisa é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo e do Itaipu Parquetec, realizada por meio do Observatório Nacional de Turismo Sustentável, em parceria com a Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT). No balanço atualizado às 9h desta terça-feira (29), a PNDT contabilizava 17.616 entrevistas válidas, correspondentes a 78,3% da meta geral, com os 50 municípios participantes já apresentando coleta válida. Até o momento, 16 cidades haviam atingido ou ultrapassado a meta individual de 450 entrevistas.
No ranking nacional, Sinop aparece à frente de importantes destinos turísticos, como Belo Horizonte, Palmas, Campo Grande, Curitiba, Maceió, Recife, Foz do Iguaçu, Brasília, Cuiabá, Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro.
A participação no levantamento também reforça a presença de Sinop entre os destinos brasileiros que integram uma pesquisa padronizada de abrangência nacional. Em Mato Grosso, apenas Sinop (8º colocado) e Cuiabá (35º colocado) foram selecionados para participar da PNDT.
Pesquisa ouviu visitantes em Sinop
A aplicação da PNDT começou em Sinop no dia 17 de setembro e contou com pesquisadores capacitados e identificados com crachá. As entrevistas foram realizadas presencialmente, com registro das respostas em formulário eletrônico, em pontos de circulação de visitantes, como o Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo, parque aquático e outros locais definidos pela organização.
O levantamento é destinado a turistas brasileiros e estrangeiros com 18 anos ou mais, que não residam no município pesquisado e tenham realizado ou pretendam realizar pelo menos um pernoite no destino durante a viagem.
O questionário busca identificar aspectos como motivação da viagem, meio de transporte utilizado, hospedagem, tempo de permanência, gastos, hábitos de consumo e avaliação dos serviços e da experiência turística.
A utilização do mesmo questionário nos 50 municípios permite a comparação dos dados entre destinos de diferentes regiões e características, criando uma base padronizada sobre o comportamento dos visitantes no país.
Informações vão auxiliar planejamento do turismo em Sinop
Além de contribuir para o diagnóstico nacional, os dados coletados no município também serão utilizados pela Prefeitura de Sinop. As informações integrarão a Plataforma de Inteligência Turística de Sinop, ferramenta destinada a organizar indicadores, acompanhar tendências e subsidiar o planejamento das ações públicas voltadas ao desenvolvimento do setor.
Para a diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, a participação no levantamento representa uma oportunidade para ampliar a base de informações disponível para o município e compreender de forma mais precisa o perfil de quem visita Sinop.
Com o encerramento da coleta local, as informações passam pelas etapas de validação, tratamento e análise, que darão origem aos resultados específicos de cada município e também aos dados consolidados da pesquisa nacional.
A primeira edição da PNDT prevê aproximadamente 22,5 mil entrevistas nos 50 municípios selecionados. Os resultados deverão ampliar o conhecimento sobre o comportamento dos turistas no país e oferecer uma base padronizada de informações para apoiar o planejamento, os investimentos e a formulação de políticas públicas para o turismo.
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