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Economia

EPE e ONS definem requisitos para leilão de armazenamento

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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgaram, por meio de Nota Técnica, os requisitos técnicos mínimos para a participação no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de Armazenamento previsto para 2026. A medida segue as diretrizes da Portaria Normativa nº 136/2026 do Ministério de Minas e Energia, que estabelece a sistemática para os primeiros leilões de Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE) baseados em baterias no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Os leilões estão programados para 2 e 4 de dezembro de 2026. O primeiro, LRCAP 2026 – Armazenamento Nacional, será exclusivo para projetos que atendam aos requisitos de conteúdo nacional definidos pelo Sistema de Credenciamento de Fornecedores Informatizado (CFI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O segundo, LRCAP 2026 – Armazenamento, abrirá participação a projetos sem a exigência de nacionalização. A contratação será formalizada por Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAP) com vigência de 15 anos, iniciando o fornecimento em 1º de agosto de 2028.

Segundo Ricardo Vivacqua, sócio da Vivacqua Advogados, “a portaria representa um avanço importante para o setor elétrico ao reconhecer o armazenamento de energia como elemento estratégico para a segurança e a flexibilidade do SIN. A medida cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de projetos de baterias, especialmente diante da crescente participação de fontes renováveis intermitentes”.

Vivacqua acrescenta que “a publicação da portaria ocorre em paralelo à evolução do marco regulatório dos SAE pela ANEEL, que recentemente aprovou regras para autorização desses empreendimentos”. Ele destaca que, apesar dos avanços, “as incertezas regulatórias remanescentes ainda deverão ser consideradas na estruturação e precificação dos projetos”.

Os empreendimentos vencedores serão remunerados pela disponibilidade de potência, e não pela energia efetivamente gerada. O ONS será responsável por determinar os momentos de recarga e descarga das baterias, de acordo com as necessidades operacionais do sistema, visando aumentar a confiabilidade do SIN, reduzir restrições operacionais e facilitar a integração de fontes renováveis intermitentes.

A regulamentação estabelece requisitos técnicos mínimos para participação dos projetos, incluindo parâmetros de potência instalada, autonomia operacional, eficiência energética e critérios de conexão ao sistema elétrico. Também foram criados mecanismos de diferenciação locacional que concedem bonificações a projetos instalados em áreas estratégicas identificadas pelo ONS e pela EPE.

Leonardo Mobarak, também da Vivacqua Advogados, destaca que “a expectativa do setor é que a regulamentação impulsione novos investimentos em infraestrutura energética, amplie a participação de tecnologias de armazenamento no planejamento da expansão do sistema elétrico e contribua para o aumento da segurança energética e da integração de fontes renováveis”. Ele observa ainda que, na fase de habilitação técnica, foi dispensada a apresentação das licenças ambientais, medida que deve ampliar a competitividade dos certames, embora as autorizações ambientais continuem necessárias nas etapas subsequentes.

“Se inaugura uma nova etapa para o desenvolvimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia, cuja consolidação dependerá não apenas da evolução da regulamentação setorial, mas também da adequada estruturação jurídica, regulatória e contratual dos empreendimentos, até porque a portaria atribui aos empreendedores responsabilidades relevantes quanto ao desempenho dos sistemas, à observância das diretrizes operacionais do ONS, à manutenção dos ativos e ao atendimento das obrigações técnicas e ambientais, tornando essencial a adequada alocação de riscos nos instrumentos contratuais e na modelagem jurídico-financeira dos empreendimentos”, afirma Vivacqua.



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EDC Group abre filial em Jundiaí e mira faturamento de R$ 70M

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A EDC Group, consultoria de recrutamento e seleção com mais de 16 anos de expertise, anuncia a abertura de uma nova filial em Jundiaí, no interior de São Paulo. A unidade faz parte do plano estratégico da empresa para ampliar sua presença regional, fortalecer a proximidade com clientes e prospects e apoiar a meta de dobrar de tamanho até 2028, quando a companhia projeta alcançar R$ 70 milhões em faturamento.

A chegada à cidade também responde a uma oportunidade de mercado. A EDC já possui clientes em Jundiaí, Campinas e Itatiba, e a presença física na região deve ampliar a capacidade de atendimento local, aproximar a empresa das operações dos clientes e abrir novas frentes comerciais no interior paulista.

“Estamos em um momento de expansão e amadurecimento da nossa estratégia. A abertura da filial em Jundiaí fortalece a presença da EDC em uma região importante para o nosso negócio e nos aproxima ainda mais dos clientes. Essa nova filial nos ajuda a construir uma atuação regional, integrada e com maior capacidade de resposta”, afirma Daniel Machado de Campos Neto, CEO da EDC Group.

Regionalização impulsiona estratégia de crescimento

Atualmente, a EDC Group registra crescimento consistente em suas operações, com atuação em diferentes regiões do Brasil e presença internacional na América Latina e nos Estados Unidos. De um faturamento de R$ 5 milhões em 2010, ano de sua fundação, a empresa alcançou a marca de R$ 42 milhões em 2025. Esse avanço está alinhado à meta de dobrar de tamanho em quatro anos, passando de R$ 35 milhões em 2024 para R$ 70 milhões em 2028.

Segundo o CEO, a regionalização é um dos pilares do plano de crescimento da EDC Group. A proposta é criar pontos de presença em regiões estratégicas para ampliar o relacionamento com empresas locais, apoiar operações em andamento e gerar novas oportunidades de negócios.

“Nosso plano é dobrar a empresa de tamanho até 2028, seguindo uma estratégia de crescimento baseada em proximidade, especialização e atendimento consultivo. Para isso, precisamos estar mais próximos dos polos onde nossos clientes estão. Jundiaí é um passo importante nessa direção, assim como estudamos novas possibilidades de expansão para outras regiões, como o Sul de Minas Gerais e Paraná”, complementa Daniel.

Termômetro do crescimento regional

A escolha dos novos vetores de crescimento parte de uma leitura prática do mercado. Nos últimos anos, parte das indústrias e operações de serviços tem acelerado projetos fora das capitais, atraída por fatores como disponibilidade de áreas, custos mais competitivos, incentivos e proximidade de rotas logísticas e cadeias produtivas. Esse movimento fortalece economias regionais e abre espaço para a profissionalização de processos, especialmente na contratação e gestão de equipes.

Jundiaí se destaca como um dos principais polos econômicos do interior paulista, com um dos maiores PIBs do estado fora da capital e forte presença industrial e logística. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 65 bilhões e integra a Região Metropolitana de Jundiaí, considerada estratégica pela proximidade com São Paulo e Campinas.

Além disso, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), a cidade mantém saldo positivo na geração de empregos formais, impulsionada principalmente pelos setores de indústria, serviços e logística, consolidando-se como um importante hub de desenvolvimento econômico no estado.

“Nosso objetivo é levar para essas novas praças o mesmo padrão de método, agilidade e cuidado que aplicamos em projetos nas grandes capitais. Essa interiorização não é apenas presença geográfica, é estar perto das empresas e dos profissionais, entender a realidade local e entregar soluções que gerem resultado, com eficiência e respeito às pessoas”, conclui o CEO da EDC Group.



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