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Economia

Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025

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Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.

Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.

“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.

O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.

Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.

“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Edson.



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ARGENTA encaminha a aquisição da AmericanOil

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A Argenta avançou na aquisição da distribuidora de combustível AmericanOil, empresa nacional, registrada na ANP e com atuação nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A operação foi aprovada pela Superintendência-Geral do CADE e publicada no dia 2 de julho de 2026.

Como distribuidora, a AmericanOil atua na comercialização de combustíveis para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contando também com postos bandeirados. A aquisição inclui ainda a operação de Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR), em Santa Catarina.

A movimentação está alinhada à estratégia de crescimento da ARGENTA, que vem ampliando sua presença nos setores de energia, mobilidade, logística, varejo e serviços. A chegada da AmericanOil reforça a atuação do ecossistema no Sul do país, com complementaridade operacional, presença regional e potencial de integração entre negócios.

A trajetória da AmericanOil começou em 1969, quando Ari Natal Sgarbossa e Eunice Maria Roveda iniciaram suas atividades no setor de combustíveis com a operação de um posto revendedor. Nas décadas seguintes, o grupo ampliou sua atuação no mercado e, em 1998, Rafaeli Sgarbossa fundou a AmericanOil, dando início a uma nova fase de crescimento e consolidação do negócio. Administrada desde então pela segunda geração da família Sgarbossa, a distribuidora preserva, ao longo de mais de cinco décadas, os valores que marcaram sua origem.

De acordo com Neco Argenta, presidente da ARGENTA, a operação representa mais um passo na estratégia de evolução do ecossistema. “Esta aquisição representa um movimento estratégico, com complementaridade em relação aos negócios que já desenvolvemos e capacidade de gerar valor para clientes, parceiros e comunidades onde atuamos. A AmericanOil tem presença relevante no Sul do país e uma atuação conectada ao nosso setor de origem, o que torna esta movimentação estratégica para a continuidade do nosso crescimento”, afirma.

Com a aprovação do CADE e a efetivação da operação, as empresas iniciam o processo de integração ao ecossistema ARGENTA. A incorporação seguirá de forma estruturada, preservando a qualidade das operações já em curso e promovendo as melhorias necessárias para o aperfeiçoamento dos serviços.

Com a aquisição, a ARGENTA avança em sua trajetória de expansão responsável, fortalecendo sua presença regional e ampliando a capacidade de atuação em um mercado essencial para o desenvolvimento econômico.



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