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Escolha do monitor empresarial vai além das polegadas

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Planilhas, documentos, reuniões virtuais e sistemas de gestão dividem espaço na tela ao longo do expediente. Por isso, a escolha de um monitor empresarial envolve mais do que tamanho e preço: ergonomia, qualidade de imagem e compatibilidade com o computador também precisam acompanhar a rotina de trabalho.

O assunto também tem respaldo normativo. A Norma Regulamentadora 17 (NR-17), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estabelece diretrizes para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Em postos nos quais a tela permanece em uso durante boa parte da jornada, esses parâmetros ajudam a orientar desde a compra do equipamento até a montagem da estação.

Para Wagner Casagrande, CEO da Concórdia Informática, o ponto de partida é entender a atividade realizada em cada posto. “Não basta olhar apenas para o tamanho da tela. É importante entender como aquele profissional trabalha, quanto tempo permanece diante do computador e quais recursos podem tornar sua estação mais confortável e produtiva”.

A rotina orienta a escolha

Quem consulta documentos extensos pode se beneficiar de uma tela na vertical. Já profissionais que trabalham com planilhas, sistemas ou conteúdo visual tendem a ter outras prioridades, relacionadas ao espaço disponível, à resolução e à reprodução de imagem.

Essas diferenças ajudam a explicar por que um único critério, como a quantidade de polegadas, não resolve todas as necessidades. Tamanho, resolução e distância de uso precisam ser considerados em conjunto, assim como a área livre na mesa.

“Antes de definir um modelo, a empresa precisa entender o que será exibido naquela tela. Ler contratos, acompanhar um sistema de atendimento e trabalhar com imagens são atividades diferentes”, afirma Wagner.

Ergonomia faz parte da estação

Ajuste de altura, inclinação e giro permitem adaptar o monitor ao usuário e ao mobiliário. Em atividades de teleatendimento, por exemplo, o Anexo II da NR-17 determina que os monitores ofereçam ângulos de visão corretos, fiquem posicionados de frente para o operador e contem com regulagem para ajustar a tela à iluminação do ambiente. A função Pivot, que permite utilizar a tela na vertical, também pode ser útil para leitura de documentos, programação e outras tarefas.

Na linha empresarial da Concórdia Informática, os monitores da linha P reúnem ajuste de altura, inclinação, giro horizontal e rotação Pivot de 90 graus. “O ajuste de altura pode parecer um detalhe, mas faz parte do uso diário. Em estações compartilhadas, por exemplo, permite adaptar a tela com mais facilidade a cada usuário”, diz o executivo.

Painel e taxa de atualização também entram na análise

O tipo de painel influencia diretamente a experiência de imagem. De forma geral, os painéis IPS se destacam pela consistência de cores e pelos amplos ângulos de visão, mantendo a imagem mais uniforme mesmo quando observada de posições diferentes. Já os painéis VA costumam oferecer níveis de contraste mais elevados, o que favorece a diferença entre áreas claras e escuras e pode deixar os pretos mais profundos.

A escolha entre um e outro depende do tipo de uso. Atividades que exigem maior fidelidade visual podem se beneficiar das características do IPS, enquanto aplicações em que contraste e profundidade de imagem têm mais peso podem encontrar vantagens no VA.

A taxa de atualização, medida em Hertz (Hz), indica quantas vezes a imagem exibida é renovada por segundo. A Concórdia informa, por exemplo, que o modelo E217 combina painel IPS, resolução Full HD e taxa de 100 Hz, enquanto o P2202 utiliza painel VA, também Full HD, com frequência de 120 Hz. Taxas maiores podem proporcionar sensação de fluidez ao rolar páginas, deslocar janelas e navegar entre informações, mas o recurso deve ser avaliado junto às demais características do equipamento.

“A taxa de atualização é um dos pontos da avaliação, mas não deve decidir a compra sozinha. É preciso olhar também para a imagem, os ajustes e as conexões”, pondera Wagner.

Compatibilidade completa a decisão

Antes da compra, também é importante verificar as saídas de vídeo dos computadores e as entradas disponíveis nos monitores. Conexões como HDMI e DisplayPort devem ser consideradas, especialmente em configurações com mais de uma tela.

O cuidado ajuda a identificar previamente a necessidade de adaptadores e a confirmar se a configuração desejada poderá ser utilizada. Em uma renovação de equipamentos, essa análise deve considerar tanto as máquinas já instaladas quanto as previstas no planejamento de TI.

Para Wagner, a escolha fica mais consistente quando o monitor é tratado como parte de toda a estação de trabalho. “Uma compra bem planejada começa pela rotina da equipe. A partir dela, a empresa consegue definir quais recursos são necessários e comparar as opções com mais clareza. O monitor precisa fazer sentido dentro da estação inteira”, conclui.

Sobre a Concórdia

No mercado desde 2002, a Concórdia Informática atua no desenvolvimento e na comercialização de computadores, periféricos e soluções de tecnologia. Sua linha de monitores empresariais reúne diferentes opções de painéis, taxas de atualização, tamanhos e recursos ergonômicos, voltadas a diferentes perfis e ambientes corporativos.

Para mais informações, basta acessar: https://www.concordia.inf.br/monitores-empresariais-concordia



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Cartão físico de transporte cede lugar a Pix e celular

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O passageiro já usa o celular para comprar, fazer transferências e chamar um carro. No transporte público, porém, embarcar por muito tempo dependeu de uma etapa anterior: ter um cartão específico e lembrar que precisa carregá-lo. Essa lógica começa a mudar.

Cartões bancários por aproximação, Pix no momento do embarque e passagens vinculadas a contas digitais estão chegando às catracas. São tecnologias diferentes, mas apontam para a mesma transformação: a bilhetagem deixa de depender de um único cartão e passa a oferecer mais formas de acesso ao transporte.

“Estamos vivendo uma mudança estrutural na bilhetagem. O que antes era um cartão físico começa a se transformar em uma conta digital, e o que antes era uma etapa específica de pagamento passa a estar integrado à jornada do passageiro. A tecnologia precisa fazer cada vez mais coisas por trás da catraca para que, ao usuário, a experiência fique cada vez mais simples”, afirma Bruno Berezin, CEO da Autopass.

Em menos de seis meses, a aproximação avançou pelos trilhos de São Paulo

Em abril de 2026, o pagamento por aproximação com cartão bancário passou a estar disponível nas 97 estações da rede ferroviária paulista. No primeiro mês, foram registradas mais de 700 mil transações com cartões de débito e crédito. Em setembro, o EMV foi expandido para todas as linhas e estações do metrô e já contabiliza mais de 14,5 milhões de transações nos trilhos.

Para quem embarca, a mudança é direta: em vez de providenciar uma recarga específica de transporte, basta aproximar um cartão bancário ou dispositivo compatível. Para o sistema, ela representa a incorporação às catracas de um meio de pagamento que já faz parte de outras situações do dia a dia.

O bilhete começa a deixar o cartão físico

A transformação não se limita à forma de pagar. No modelo de Account-Based Ticketing (ABT), informações da passagem ficam vinculadas a uma conta digital, e não necessariamente armazenadas em um cartão de transporte. Isso permite que diferentes meios de acesso sejam associados à jornada do usuário.

No Jaé, no Rio de Janeiro, a Carteira Digital baseada em ABT permite gerar um QR Code dinâmico no celular para embarcar sem cartão físico. Desde a implantação do sistema, o Jaé já emitiu mais de 338 mil QR Codes dinâmicos. No TOP, a Carteira Digital também vincula a passagem à conta do usuário. A integração com o Google Wallet acrescenta outra possibilidade de usar o celular no acesso ao transporte, com o novo aplicativo TOP, lançado em junho deste ano.

Os exemplos não significam que todos os passageiros deixarão de usar cartões. Mostram que o cartão físico já não precisa ser a única forma de guardar e apresentar uma passagem.

O Pix elimina a recarga antes do embarque

No Jaé, o Pix passou a ser aceito diretamente no validador. O passageiro pode pagar a tarifa no momento do embarque, sem precisar carregar previamente um cartão físico. A solução já ultrapassou 6 milhões de transações. A diferença está menos no gesto de pagar e mais na etapa que deixa de existir: o passageiro não precisa verificar antes da viagem se tem saldo de transporte disponível.

Mais simples na catraca, mais sofisticado por trás dela

A mesma infraestrutura que amplia as opções de embarque também gera informações para a operação dos sistemas. Dados de uso e ferramentas de monitoramento podem ajudar a identificar padrões incompatíveis com determinados benefícios e apontar irregularidades para análise. É uma aplicação da tecnologia que vai além da conveniência: ela busca melhorar os controles e contribuir para a proteção dos recursos destinados ao transporte.

Para o passageiro, porém, o objetivo é o oposto da complexidade. Cartão de transporte, cartão bancário, Pix, QR Code e celular podem coexistir como portas de entrada. “Ele não precisa saber se está usando ABT, EMV ou outra tecnologia. Ele só precisa saber que chegou, embarcou e seguiu viagem”, conclui Berezin.



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