Economia
99Food chega a Uberlândia e amplia mercado de delivery
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A 99Food, plataforma de entrega de refeições da 99, inicia oficialmente sua operação em Uberlândia com a oferta de serviços de delivery de comida e bebida e a proposta de ampliar as opções disponíveis para consumidores, restaurantes e entregadores.
Disponível dentro do SuperApp da 99, a proposta da 99Food é que todos os envolvidos na plataforma se beneficiem. Para os consumidores, a chegada do serviço amplia as opções para pedir refeições. Em termos de capilaridade, a 99Food começa na região com aproximadamente 1,8 mil restaurantes cadastrados, entre grandes redes e estabelecimentos locais, expandindo os canais de venda para os comércios locais.
Para os entregadores, o sistema utiliza ferramentas de geolocalização e algoritmos de inteligência artificial para conectar pedidos a parceiros próximos, estimar prazos de preparo e traçar rotas de entrega. A operação começa com cerca de 1,7 mil profissionais parceiros, que contam com incentivos operacionais voltados a estimular a realização de entregas e corridas pela plataforma durante a fase inicial de expansão.
“Uberlândia representa um passo importante na nossa expansão pelo interior do país. Estamos falando de uma cidade com uma economia forte, localização estratégica e um mercado consumidor que exerce influência sobre todo o Triângulo Mineiro. Queremos fazer parte da rotina da cidade, oferecendo preços menores para os consumidores, oportunidades de ganhos para os parceiros e condições competitivas para os estabelecimentos”, afirma Bruno Rossini, diretor sênior de Comunicação da 99.
Segundo o executivo, a operação da plataforma prioriza a agilidade e registra tempo médio de entrega de 29 minutos para distâncias de até 5 km, graças à tecnologia de otimização de rotas, previsão de preparo e distribuição inteligente de pedidos entre entregadores.
A gastronomia também ajuda a contar a história da cidade. A tradicional culinária mineira divide espaço com uma ampla oferta de bares, restaurantes, cafeterias, churrascarias e cervejarias, acompanhando o perfil de um município que recebe moradores e visitantes de diferentes partes do país. Pratos e ingredientes característicos de Minas Gerais, como pão de queijo, feijão tropeiro, frango com quiabo, carnes, queijos e doces, fazem parte dessa identidade gastronômica. A operação de entrega integra a estrutura de serviços do aplicativo da empresa na região, que, além do delivery de comida e bebida, conta com os serviços de mobilidade e soluções financeiras.
O lançamento também contempla Araguari, ampliando a presença da plataforma no Triângulo Mineiro. Recentemente, a 99Food também passou a atender às cidades de Ipatinga, Varginha, Patrocínio, Governador Valadares, Monte Carmelo e Patos de Minas. A novidade dá continuidade à estratégia de expansão nacional da 99Food, que soma atualmente cerca de 120 cidades em todo o país.
Com DNA brasileiro desde sua criação, em 2012, a 99 opera em mais de 4,4 mil cidades e conecta milhões de usuários a motoristas e motociclistas parceiros que, além de transportar pessoas, também realizam entregas de objetos e de comida.
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Cartão físico de transporte cede lugar a Pix e celular
O passageiro já usa o celular para comprar, fazer transferências e chamar um carro. No transporte público, porém, embarcar por muito tempo dependeu de uma etapa anterior: ter um cartão específico e lembrar que precisa carregá-lo. Essa lógica começa a mudar.
Cartões bancários por aproximação, Pix no momento do embarque e passagens vinculadas a contas digitais estão chegando às catracas. São tecnologias diferentes, mas apontam para a mesma transformação: a bilhetagem deixa de depender de um único cartão e passa a oferecer mais formas de acesso ao transporte.
“Estamos vivendo uma mudança estrutural na bilhetagem. O que antes era um cartão físico começa a se transformar em uma conta digital, e o que antes era uma etapa específica de pagamento passa a estar integrado à jornada do passageiro. A tecnologia precisa fazer cada vez mais coisas por trás da catraca para que, ao usuário, a experiência fique cada vez mais simples”, afirma Bruno Berezin, CEO da Autopass.
Em menos de seis meses, a aproximação avançou pelos trilhos de São Paulo
Em abril de 2026, o pagamento por aproximação com cartão bancário passou a estar disponível nas 97 estações da rede ferroviária paulista. No primeiro mês, foram registradas mais de 700 mil transações com cartões de débito e crédito. Em setembro, o EMV foi expandido para todas as linhas e estações do metrô e já contabiliza mais de 14,5 milhões de transações nos trilhos.
Para quem embarca, a mudança é direta: em vez de providenciar uma recarga específica de transporte, basta aproximar um cartão bancário ou dispositivo compatível. Para o sistema, ela representa a incorporação às catracas de um meio de pagamento que já faz parte de outras situações do dia a dia.
O bilhete começa a deixar o cartão físico
A transformação não se limita à forma de pagar. No modelo de Account-Based Ticketing (ABT), informações da passagem ficam vinculadas a uma conta digital, e não necessariamente armazenadas em um cartão de transporte. Isso permite que diferentes meios de acesso sejam associados à jornada do usuário.
No Jaé, no Rio de Janeiro, a Carteira Digital baseada em ABT permite gerar um QR Code dinâmico no celular para embarcar sem cartão físico. Desde a implantação do sistema, o Jaé já emitiu mais de 338 mil QR Codes dinâmicos. No TOP, a Carteira Digital também vincula a passagem à conta do usuário. A integração com o Google Wallet acrescenta outra possibilidade de usar o celular no acesso ao transporte, com o novo aplicativo TOP, lançado em junho deste ano.
Os exemplos não significam que todos os passageiros deixarão de usar cartões. Mostram que o cartão físico já não precisa ser a única forma de guardar e apresentar uma passagem.
O Pix elimina a recarga antes do embarque
No Jaé, o Pix passou a ser aceito diretamente no validador. O passageiro pode pagar a tarifa no momento do embarque, sem precisar carregar previamente um cartão físico. A solução já ultrapassou 6 milhões de transações. A diferença está menos no gesto de pagar e mais na etapa que deixa de existir: o passageiro não precisa verificar antes da viagem se tem saldo de transporte disponível.
Mais simples na catraca, mais sofisticado por trás dela
A mesma infraestrutura que amplia as opções de embarque também gera informações para a operação dos sistemas. Dados de uso e ferramentas de monitoramento podem ajudar a identificar padrões incompatíveis com determinados benefícios e apontar irregularidades para análise. É uma aplicação da tecnologia que vai além da conveniência: ela busca melhorar os controles e contribuir para a proteção dos recursos destinados ao transporte.
Para o passageiro, porém, o objetivo é o oposto da complexidade. Cartão de transporte, cartão bancário, Pix, QR Code e celular podem coexistir como portas de entrada. “Ele não precisa saber se está usando ABT, EMV ou outra tecnologia. Ele só precisa saber que chegou, embarcou e seguiu viagem”, conclui Berezin.
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