Economia
Concursos de 2026 têm remunerações de até R$ 46 mil
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Concursos previstos para 2026 reúnem oportunidades com remunerações que superam R$ 40 mil. Entre os maiores valores informados estão os de delegado da Polícia Civil do Tocantins, com R$ 46.071,92, e da Receita Federal, com R$ 45.179,91. A lista também inclui cargos nas áreas legislativa, fiscal, jurídica e de controle.
Os concursos estão em diferentes etapas de preparação. Alguns têm banca definida ou autorização, enquanto outros ainda aparecem como previstos ou em estudo. Por isso, os valores e o número de vagas devem ser conferidos nos editais quando forem publicados.
Quais concursos têm as maiores remunerações?
Na Polícia Civil do Tocantins, a previsão é de 60 vagas para delegado, com remuneração de R$ 46.071,92. A banca ainda está em definição. Para a Receita Federal, o valor informado é de R$ 45.179,91, e a seleção também aguarda a escolha da comissão organizadora. O número de vagas não foi divulgado.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aparece com remuneração de até R$ 44 mil. O concurso está em fase de estudos, sem número de vagas informado. Já a Secretaria da Fazenda do Tocantins foi autorizada e prevê 200 vagas, com remuneração de até R$ 39 mil.
Entre as seleções de tribunais, os concursos para juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso têm remuneração informada de R$ 37.765,55. O concurso do TJDFT tem banca definida e oferece 20 vagas. O do TJMT está previsto na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias e contempla cinco vagas.
Também estão entre os maiores valores o concurso do Banco Central, com remuneração de R$ 36.694 e 170 vagas previstas, e o do Tribunal Regional Federal da 3ª Região para juiz federal, com R$ 35.845,21 e 19 vagas. O concurso do TRF da 4ª Região para juiz tem remuneração de R$ 33.924,93 e previsão de 20 vagas.
Outras oportunidades com remuneração acima de R$ 30 mil incluem os concursos para titular de cartório do Tribunal de Justiça de Alagoas, com R$ 34.083,41; para promotor do Ministério Público de Minas Gerais, com R$ 34.052,95; para promotor do Ministério Público do Amapá, com R$ 32.228,69; para auditor da Secretaria da Fazenda do Distrito Federal, com R$ 30.779,83; e para juiz do Tribunal de Justiça da Paraíba, com R$ 30.404,42.
O que observar antes de escolher
Os valores divulgados podem corresponder à remuneração inicial ou a um limite, conforme o concurso. Benefícios, gratificações e progressão na carreira também podem influenciar os ganhos. A escolaridade exigida, as atribuições e as etapas de seleção variam de acordo com o cargo.
Como muitos projetos ainda estão em fase pré-edital, os candidatos devem acompanhar atualizações sobre autorização, formação de comissão e definição de banca. Quem considera seguir carreira policial ou ingressar em outra área do serviço público também deve observar essas etapas, que ajudam a entender o andamento de cada seleção, mas não substituem a publicação oficial do edital.
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Cartão físico de transporte cede lugar a Pix e celular
O passageiro já usa o celular para comprar, fazer transferências e chamar um carro. No transporte público, porém, embarcar por muito tempo dependeu de uma etapa anterior: ter um cartão específico e lembrar que precisa carregá-lo. Essa lógica começa a mudar.
Cartões bancários por aproximação, Pix no momento do embarque e passagens vinculadas a contas digitais estão chegando às catracas. São tecnologias diferentes, mas apontam para a mesma transformação: a bilhetagem deixa de depender de um único cartão e passa a oferecer mais formas de acesso ao transporte.
“Estamos vivendo uma mudança estrutural na bilhetagem. O que antes era um cartão físico começa a se transformar em uma conta digital, e o que antes era uma etapa específica de pagamento passa a estar integrado à jornada do passageiro. A tecnologia precisa fazer cada vez mais coisas por trás da catraca para que, ao usuário, a experiência fique cada vez mais simples”, afirma Bruno Berezin, CEO da Autopass.
Em menos de seis meses, a aproximação avançou pelos trilhos de São Paulo
Em abril de 2026, o pagamento por aproximação com cartão bancário passou a estar disponível nas 97 estações da rede ferroviária paulista. No primeiro mês, foram registradas mais de 700 mil transações com cartões de débito e crédito. Em setembro, o EMV foi expandido para todas as linhas e estações do metrô e já contabiliza mais de 14,5 milhões de transações nos trilhos.
Para quem embarca, a mudança é direta: em vez de providenciar uma recarga específica de transporte, basta aproximar um cartão bancário ou dispositivo compatível. Para o sistema, ela representa a incorporação às catracas de um meio de pagamento que já faz parte de outras situações do dia a dia.
O bilhete começa a deixar o cartão físico
A transformação não se limita à forma de pagar. No modelo de Account-Based Ticketing (ABT), informações da passagem ficam vinculadas a uma conta digital, e não necessariamente armazenadas em um cartão de transporte. Isso permite que diferentes meios de acesso sejam associados à jornada do usuário.
No Jaé, no Rio de Janeiro, a Carteira Digital baseada em ABT permite gerar um QR Code dinâmico no celular para embarcar sem cartão físico. Desde a implantação do sistema, o Jaé já emitiu mais de 338 mil QR Codes dinâmicos. No TOP, a Carteira Digital também vincula a passagem à conta do usuário. A integração com o Google Wallet acrescenta outra possibilidade de usar o celular no acesso ao transporte, com o novo aplicativo TOP, lançado em junho deste ano.
Os exemplos não significam que todos os passageiros deixarão de usar cartões. Mostram que o cartão físico já não precisa ser a única forma de guardar e apresentar uma passagem.
O Pix elimina a recarga antes do embarque
No Jaé, o Pix passou a ser aceito diretamente no validador. O passageiro pode pagar a tarifa no momento do embarque, sem precisar carregar previamente um cartão físico. A solução já ultrapassou 6 milhões de transações. A diferença está menos no gesto de pagar e mais na etapa que deixa de existir: o passageiro não precisa verificar antes da viagem se tem saldo de transporte disponível.
Mais simples na catraca, mais sofisticado por trás dela
A mesma infraestrutura que amplia as opções de embarque também gera informações para a operação dos sistemas. Dados de uso e ferramentas de monitoramento podem ajudar a identificar padrões incompatíveis com determinados benefícios e apontar irregularidades para análise. É uma aplicação da tecnologia que vai além da conveniência: ela busca melhorar os controles e contribuir para a proteção dos recursos destinados ao transporte.
Para o passageiro, porém, o objetivo é o oposto da complexidade. Cartão de transporte, cartão bancário, Pix, QR Code e celular podem coexistir como portas de entrada. “Ele não precisa saber se está usando ABT, EMV ou outra tecnologia. Ele só precisa saber que chegou, embarcou e seguiu viagem”, conclui Berezin.
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