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Primavera do Leste

Primavera do Leste apresenta projeto do novo Hospital Municipal com capacidade para 409 leitos

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Primavera do Leste

A Prefeitura de Primavera do Leste apresentou, na manhã desta terça-feira (29), o projeto de viabilidade do futuro Hospital Municipal de Primavera do Leste, uma proposta que busca ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde e preparar o município para o crescimento da demanda nos próximos anos.


É importante destacar que o projeto apresentado representa uma proposta de viabilidade para a implantação do futuro Hospital Municipal e ainda passará por etapas técnicas, consulta pública e concorrência pública antes da definição da execução. Portanto, a apresentação marca o início de um processo de planejamento e estruturação da unidade, e não a conclusão ou o início imediato das obras.


O hospital será 100% vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), com gestão privada e controle municipal, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O projeto prevê a implantação gradual da unidade, que deverá chegar a 409 leitos ao final da quarta etapa, contemplando diferentes modalidades de atendimento.


A proposta prevê a construção do hospital ao lado da atual Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com ligação direta entre as duas estruturas, formando um complexo de saúde. A intenção é permitir que os serviços funcionem de maneira complementar: enquanto a UPA mantém sua função de atendimento de urgência e emergência, o hospital oferecerá suporte com leitos de clínica médica, diagnóstico por imagem avançado, bloco cirúrgico e terapia intensiva.


O projeto foi desenvolvido a partir de um diagnóstico assistencial detalhado, no qual foram avaliadas as carências da rede de urgência e emergência do município. Entre os pontos identificados está a baixa oferta de leitos por habitante diante do crescimento de Primavera do Leste e da demanda atualmente absorvida pela rede de saúde.


A estrutura inicial prevê 317 leitos, com ampliação progressiva nas etapas seguintes até alcançar a capacidade total de 409 leitos. O projeto contempla ainda 10 leitos de UTI, setor materno-infantil, centro cirúrgico, atendimento clínico e serviços de diagnóstico por imagem, como tomografia e ressonância.


O setor materno-infantil deverá oferecer atendimento voltado a partos humanizados e procedimentos conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, além de suporte neonatal de baixa, média e alta complexidade. Outro componente previsto é um heliponto, que poderá possibilitar o transporte aéreo de pacientes em situações que demandem transferência ou atendimento especializado.


Para o prefeito Sérgio Machnic, a apresentação do projeto representa uma resposta ao crescimento acelerado do município e à necessidade de ampliar a estrutura própria de saúde.


“Hoje é um dia memorável para Primavera do Leste. Estamos reunidos no Paço Municipal para apresentar a maquete do futuro Hospital Municipal, um projeto idealizado desde o ano passado, fruto de um dedicado trabalho em conjunto com a Secretaria de Saúde e consolidado por meio de uma parceria público-privada. É emocionante ver este sonho se concretizar. Embora nossa UPA atenda diariamente mais de 500 pessoas e contemos com a valiosa colaboração de hospitais particulares credenciados, o crescimento acelerado de Primavera do Leste torna indispensável que o município tenha seu próprio hospital. Esta unidade será um reforço fundamental para a rede, complementando as parcerias já existentes”, afirmou.


O modelo de parceria público-privada prevê que, após as etapas de análise e concorrência pública, a empresa vencedora seja responsável pela construção e execução do projeto durante o período de concessão. Ao término da concessão, conforme a proposta apresentada, o prédio, os equipamentos e a gestão serão transferidos integralmente para a Administração Municipal.


A proposta também prevê um modelo operacional dividido em duas frentes: a chamada “bata branca”, composta pelas equipes responsáveis pela assistência direta aos pacientes, e a “bata cinza”, responsável pelo suporte operacional, como portaria, serviços gerais, manutenção e facilities.


A vice-prefeita Iva Viana destacou o significado da apresentação do projeto e o trabalho desenvolvido para estruturar a proposta.


“Este é, sem dúvida, um momento histórico. Reflete o olhar atento desta gestão para as necessidades da população, um anseio antigo que agora ganha forma. É gratificante ver o interesse e o apoio de figuras como o vice-governador Otaviano Pivetta, que, ao tomar conhecimento do projeto, reconheceu sua importância estratégica para a região e prontamente manifestou seu respaldo. Já demos o passo inicial e contamos com o apoio contínuo do Governo do Estado, essencial para a viabilização de um projeto desta envergadura”, destacou.


A secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, ressaltou que o futuro hospital poderá contribuir para enfrentar gargalos existentes na rede e ampliar a oferta de serviços pelo SUS.


“Para a nossa Secretaria de Saúde, este dia marca um divisor de águas. Como servidora pública há mais de duas décadas, é gratificante ver um projeto que nasceu de uma decisão comprometida com o bem-estar social ganhar vida. Este hospital fará uma diferença real na vida das pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde.”


Laura também reforçou que a proposta não prevê a eliminação dos convênios atualmente existentes com hospitais privados, mas a ampliação da oferta de serviços e da capacidade de atendimento da rede municipal.


Antes do início das obras, o projeto deverá passar por etapas fundamentais de análise, participação social e contratação. O cronograma apresentado estima seis meses para a conclusão dessas fases, sendo aproximadamente dois meses destinados à análise técnica e aos ajustes pela Secretaria Municipal de Saúde, dois meses para a consulta pública e outros dois meses para a concorrência pública.


A consulta pública deverá possibilitar a participação da sociedade civil, do Conselho Municipal de Saúde e da Câmara Municipal, permitindo que diferentes setores contribuam para o aperfeiçoamento da proposta.


Após a conclusão desse ciclo, caso o processo avance para a execução, a obra terá prazo estimado entre dois anos e dois anos e meio. A implantação foi planejada de forma gradual, dividida em quatro etapas, com ampliação progressiva da capacidade até alcançar os 409 leitos previstos no projeto.


Com a apresentação do projeto de viabilidade, a Prefeitura de Primavera do Leste inicia uma nova etapa de planejamento para a implantação do Hospital Municipal. A proposta ainda seguirá as fases previstas para análise técnica, participação social e concorrência pública antes do início da execução, tendo como objetivo ampliar a capacidade do SUS, integrar os serviços à atual UPA e preparar a rede municipal para acompanhar o crescimento da cidade e as necessidades futuras da população.

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Gestão Sérgio Machnic avança em projetos de drenagem e busca soluções para alagamentos históricos em Primavera do Leste

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Os problemas de drenagem urbana e os alagamentos em Primavera do Leste são desafios antigos, com registros de reclamações que remontam a 2016. Diante desse cenário, a gestão do prefeito Sérgio Machnic trabalha em diferentes frentes, que incluem obras já executadas, medidas emergenciais, elaboração de projetos e articulação para obter recursos destinados a intervenções de maior porte.


O assunto foi debatido na terceira sessão extraordinária da Câmara Municipal de 2026, realizada na terça-feira (13), quando os secretários municipais de Governo, Daniel Russo, e de Infraestrutura, Valfredo Rodrigues, prestaram esclarecimentos aos vereadores sobre os pontos críticos e as providências adotadas pela Prefeitura.


Problemas históricos exigem planejamento

Durante a apresentação, Daniel Russo ressaltou que as dificuldades de drenagem não começaram na atual administração. Como exemplo, lembrou que, em outubro de 2018, o município já enfrentava uma situação de alagamentos que exigia medidas emergenciais período no qual já deveria ter sido decretada situação de emergência.


O secretário defendeu a elaboração de projetos capazes de acompanhar o crescimento urbano e destacou que a solução depende de planejamento, continuidade administrativa e articulação para captar recursos estaduais e federais. “Não podemos mudar o que deixou de ser feito no passado, mas temos a obrigação de mudar aquilo que será entregue no futuro”, afirmou.


Obras executadas e intervenções emergenciais

Daniel apresentou uma relação de serviços realizados em diferentes regiões, incluindo recuperação de estruturas de drenagem, instalação de tubulações, construção de dissipadores e adequações para melhorar o escoamento da água da chuva.


Entre as intervenções estão a construção de poços de visita e a recuperação de bocas de lobo, além de um dissipador, com investimento estimado em R$ 144 mil. No Distrito Industrial, os serviços de drenagem e recuperação do asfalto custaram aproximadamente R$ 1 milhão.


No Jardim dos Ipês, nas proximidades do cemitério municipal, foram instalados tubos, dissipador, poços de visita e bocas de lobo. No bairro Guterrez, a recuperação de um dissipador foi realizada em parceria com a incorporadora Riva, com custo informado de R$ 47 mil.


Já na Avenida Ângelo Ravanello, a construção de uma escada hidráulica, a escavação de uma bacia de contenção e a implantação de dissipador representaram investimento aproximado de R$ 873 mil.


Também foram realizadas intervenções de drenagem superficial nas avenidas dos Trabalhadores e da Mata Fria. Na Rua Rio de Janeiro, na região do Posto 2000, em direção à travessia da MT-130, os trabalhos com tubulações e poços de inspeção estão em andamento, com custo estimado em R$ 101 mil.


Projetos de grande porte somam dezenas de milhões

Além dos serviços já executados, a Prefeitura acompanha projetos que estão em análise técnica e administrativa. Para as avenidas Duvílio Ometto e Florianópolis, a proposta prevê aproximadamente 2.318 metros de rede de drenagem, com tubulações de 600 a 1.200 milímetros. O prazo estimado é de 12 meses, e o custo, de R$ 6 milhões. O projeto está em análise na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).


Outra proposta contempla as avenidas São Paulo e Santo Antônio e parte da Rua Olivério Porta. São cerca de 4.812 metros de rede, com tubulações de 1.200 a 2.000 milímetros, prazo estimado de 26 meses e investimento de aproximadamente R$ 16 milhões. O projeto passa por avaliação de conformidade com as exigências técnicas e legais.


A Rua do Comércio também está incluída em um projeto dividido em dois trechos, de aproximadamente 1,34 quilômetro e 3,4 quilômetros. Com investimento estimado em R$ 43 milhões, a proposta estava em análise na Secretaria Municipal de Infraestrutura.


A Prefeitura acompanha ainda o projeto de drenagem da Avenida Niterói e da MT-130, submetido à análise da concessionária Rota dos Grãos.


Travessias na BR-070 dependem do DNIT

Um dos desafios envolve a passagem das estruturas de drenagem pela BR-070. Por se tratar de uma rodovia federal, as intervenções dependem de análise e autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).


Daniel Russo informou que a Prefeitura encaminhou ao órgão um projeto para duas travessias em pontos de talvegue, locais onde a água naturalmente se concentra. A proposta prevê três aduelas em cada travessia, mas o custo ainda não foi definido.


O secretário Valfredo Rodrigues também detalhou um projeto dividido em quatro fases, que prevê a retirada da tubulação existente na Rua São Paulo, responsável por conduzir a água através da BR-070 até a cabeceira do Rio Coité.


A intervenção envolve obrigações ambientais e judiciais, incluindo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público e uma ação movida pela Procuradoria de Poxoréu contra Primavera do Leste.


Para a construção de uma nova galeria, a Prefeitura protocolou na Sinfra-MT um pedido de recursos de aproximadamente R$ 8,6 milhões para aquisição de aduelas. A estrutura deverá atravessar a faixa de domínio da BR-070, com início na Rua São Paulo e direcionamento até a região do córrego Velha Joana. 


Viadutos também integram o planejamento

Durante a sessão, Daniel apresentou informações sobre dois projetos de infraestrutura rodoviária: na BR-070, está previsto um viaduto de aproximadamente 103 metros, com custo estimado em R$ 46 milhões. A obra é de responsabilidade do Governo do Estado, sem previsão de contrapartida financeira municipal, e o projeto ainda passa por ajustes antes da licitação.


Para a MT-130, o viaduto projetado tem cerca de 180 metros e investimento estimado em R$ 38 milhões. Segundo o secretário, a proposta foi protocolada na Sinfra-MT, com expectativa de licitação até o final de 2026 e emissão da ordem de serviço em 2027.


Bacias de contenção e reparos na Rua do Comércio

Na região da Rua do Comércio, uma das mais afetadas pelos alagamentos, a Secretaria de Infraestrutura adotou medidas emergenciais. Segundo Valfredo, a Prefeitura rebaixou o vertedouro da primeira bacia de contenção, próxima à Carvalima, mas houve entrada de água pela parte inferior da estrutura, o que causou um recente alagamento.


Como medida adicional, foram construídas outras três bacias de contenção para ampliar a capacidade de retenção e direcionamento da água, buscando reduzir os impactos sobre imóveis e empresas.

O secretário explicou que, em chuvas superiores a 100 milímetros, a água deverá seguir o curso previsto pelo sistema, passando pela região identificada da ZATI e se concentrando no ponto mais baixo, onde está prevista uma travessia sob a BR-070.


Valfredo também informou que os orçamentos para reparação de muros danificados foram encaminhados à secretaria. A aquisição dos materiais para reconstruir o primeiro muro, atingido no alagamento mais recente, já foi autorizada. 


Famílias da “Sapolândia” deverão receber assistência

Outro ponto abordado foi a situação das famílias que vivem na área conhecida como Sapolândia, nas proximidades da Cohabinha, onde há problemas de drenagem e vulnerabilidade dos moradores.

Valfredo afirmou que a Prefeitura está providenciando a retirada das famílias e que haverá assistência durante o processo de realocação. Caso seja necessária uma remoção emergencial, os moradores poderão receber auxílio-aluguel social para garantir moradia temporária.


Prefeitura busca mais recursos para obras

No balanço das articulações da gestão, Daniel Russo informou que, em um ano e dez meses de administração, foram conquistados ou viabilizados aproximadamente R$ 106 milhões em investimentos, em parceria com o Governo do Estado.


O secretário acrescentou que a Prefeitura busca captar outros R$ 57 milhões para novas intervenções. Os valores foram apresentados como parte dos esforços para viabilizar obras e projetos, não significando que todos os recursos já tenham sido pagos ou que todas as intervenções estejam concluídas.


Daniel destacou a importância do apoio dos vereadores na articulação com deputados estaduais e federais e representantes do Governo de Mato Grosso. Valfredo, por sua vez, ressaltou a necessidade de manter os projetos acompanhados de planilhas de custos para permitir sua inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA).


Vereadores cobram soluções e relatam avanços

Durante a sessão, os parlamentares questionaram os secretários sobre medidas de curto, médio e longo prazos e relataram problemas acompanhados ao longo dos anos.


Eraldo Fortes, um dos autores do requerimento que motivou a convocação, afirmou que o objetivo não era procurar culpados, mas esclarecer as providências previstas (ele próprio já fez parte de gestões passadas e sabe dos antigos problemas). Daniel respondeu que a Secretaria de Governo atua no planejamento e na organização das demandas, enquanto a execução das intervenções cabe à pasta de Infraestrutura.


O vereador Irmão Rogério apresentou um vídeo sobre a solução de um problema de erosão nas proximidades dos bairros Santa Clara e São José. Segundo ele, a situação se arrastava desde a gestão anterior e foi resolvida neste ano na gestão Sérgio Machnic.


Marcondes Martignago destacou que acompanha há anos os problemas de drenagem, citando os impactos sobre moradores e empresários, especialmente na região da empresa Motta e na Rua do Comércio. Ele afirmou que continuará articulando, junto aos demais vereadores, a busca por recursos estaduais e federais.


Desafio é transformar projetos em obras

As apresentações demonstraram que o enfrentamento dos alagamentos em Primavera do Leste envolve desde reparos localizados e medidas emergenciais até projetos de grande porte, que dependem de análises técnicas, autorizações, recursos e procedimentos de contratação.


A gestão do prefeito Sérgio Machnic afirma trabalhar na organização das demandas, na ampliação da capacidade de drenagem e na captação de investimentos para reduzir os impactos das chuvas sobre a população e a atividade econômica.


A efetividade das medidas dependerá do avanço dos projetos, da disponibilidade orçamentária e da execução das obras necessárias para enfrentar problemas que se acumulam há anos no município.

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