Sinop
ENAED: V Seminário Alfabetiza reúne professores em oficinas educacionais em Sinop
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O evento é realizado pela Unemat, por meio do Curso de Pedagogia, e pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Educação e do Centro de Formação Continuada da Rede Municipal de Ensino (CEFORME). O Seminário Alfabetiza conta com realização da Prefeitura de Sinop e do Governo do Estado, além do apoio da Inpasa e do Instituto Brasil Solidário (IBS).
O V Seminário Alfabetiza reúne professores da rede municipal em nove turmas, de acordo com a área de atuação. A programação tem três grupos de Alfabetização, destinados a docentes dos 1º e 2º anos; quatro grupos de Recomposição de Aprendizagens, para professores dos 3º, 4º e 5º anos; e dois grupos de Educação Física e Projetos Complementares, destinados a educadores das Escolas de Tempo Integral.
A coordenadora do Ensino Fundamental e coordenadora municipal do programa Alfabetiza, Patrícia Proscêncio, destacou a relação entre as formações realizadas ao longo do ano, as práticas desenvolvidas pelos professores e a programação do V Seminário Alfabetiza. “Nós temos ao longo do ano diversas formações que são direcionadas aos professores. Esses professores fazem práticas com as suas crianças e hoje eles têm a oportunidade de expor uma parte desse trabalho na mostra pedagógica. O Seminário Alfabetiza é realizado com o estado, junto com o Instituto Brasil Solidário e a Inpasa, que trouxeram formadores para trabalhar com os professores em nove oficinas. Nós temos oficina de teatro, oficina de alfabetização, de recomposição de aprendizagem, de música e teatro de bonecos. É uma variedade de oficinas para atender todos os nossos professores desde o primeiro ao quinto ano”, explicou.
A coordenadora também ressaltou que as atividades permitem o contato com novas metodologias e favorecem o compartilhamento de experiências entre os próprios profissionais da rede municipal. “É o momento em que o professor vai ter o contato tanto com esses formadores de fora que vão trazer novidades, para que eles possam enriquecer a sua prática e com os próprios colegas. E também é o momento de troca, de identificar o que cada um está desenvolvendo lá no seu chão de escola e trazer essa oportunidade de compartilhar entre eles”, afirmou.
As atividades contam com a participação e a condução da equipe de formadores do Instituto Brasil Solidário. A proposta inclui conteúdos relacionados à alfabetização, recomposição de aprendizagens, teatro, música, teatro de bonecos e outras práticas que podem integrar o trabalho pedagógico nas escolas.
A gerente de Comunicação e Impacto Social da Inpasa, Melissa Bianchi, ressaltou a importância da parceria com o Instituto Brasil Solidário para as ações na área educacional. “Por meio da parceria com o Instituto Brasil Solidário, a Inpasa está presente na formação dos professores, acreditando que é pela educação que a gente forma uma sociedade. Tem um ditado que diz que precisa de uma aldeia para criar uma criança. A Inpasa é parte dessa aldeia, é parte da sociedade e tem essa obrigação e essa consciência de que ela tem que deixar um legado social para essa comunidade que ela está inserida. É por isso que a Inpasa trouxe o Instituto Brasil Solidário”, afirmou.
O presidente do Instituto Brasil Solidário, Luis Salvatore, explicou que a edição deste ano apresenta uma proposta voltada à recomposição das aprendizagens por meio de projetos, criatividade e atividades práticas. “Essa edição do Alfabetiza trouxe para nós um desafio da recomposição da aprendizagem por meio de projetos. Isso quer dizer alfabetização na idade certa por meio de criatividade e por meio de muita ação prática. Nós trabalhamos com formação leitora, montagem de bibliotecas, com educação ambiental, com educação financeira, projetos de tecnologia na escola, entre outros, e sempre com muita mão na massa. Nós trabalhamos a formação dos professores e projetos práticos com esses assuntos”, explicou.
Programação
Além do Seminário Alfabetiza, o XV Encontro Nacional de Educação conta com o V Seminário de Educação Inclusiva, a XVI Mostra Pedagógica de Sinop e o Seminário da Educação Infantil. A programação busca aproximar teoria e prática e ampliar o espaço para apresentação de experiências e pesquisas na área da educação.
Na segunda-feira (21), primeiro dia do encontro, a programação teve atividades da XVI Mostra Pedagógica e do Seminário da Educação Infantil. A coordenadora da Educação Infantil e coordenadora do Seminário da Educação Infantil, Lenir Guedes, destacou as atividades realizadas na abertura. “Ontem nós tivemos a abertura do ENAED com o Seminário da Educação Infantil. Nós tivemos a palestra com a professora Lídia sobre o pensamento computacional para toda a rede e também tivemos oficinas voltadas a diversidades raciais, a danças circulares, fotografias. Foi um dia cheio de aprendizado e trocas sobre o que é desenvolvido na educação infantil”, relatou.
O ENAED segue até sexta-feira (25), com atividades presenciais e on-line. A programação inclui formação de professores, apresentação de trabalhos, oficinas, seminários, debates e atividades voltadas a diferentes etapas e áreas da educação. A programação completa e as informações sobre as atividades estão disponíveis no link: https://meuevento.unemat.br/xvi-encontro-nacional-de-educacao/.
Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
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