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Prefeitura de Sinop destaca Projeto Cultura de Paz desenvolvido por estudantes da rede municipal

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Sinop

A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Educação, destaca o trabalho desenvolvido pela EMEB de Tempo Integral Ivete Maria Crotti Dorner — localizada na Região dos Vilas — por meio do Projeto Cultura de Paz, iniciativa que busca proporcionar um ambiente escolar harmonioso, acolhedor e favorável à aprendizagem. Como parte das ações, estudantes da unidade gravaram um videoclipe da música “Nós queremos paz”, da cantora Joanna, lançado oficialmente na manhã desta sexta-feira (4), durante visita do prefeito Roberto Dorner à escola.

A iniciativa trabalha valores como respeito, cooperação e responsabilidades individual e coletiva, além de estimular o cuidado com os espaços e com os materiais utilizados no cotidiano escolar. As ações educativas e preventivas são desenvolvidas de forma integrada à rotina dos estudantes, contribuindo para fortalecer relações mais respeitosas e colaborativas.

Segundo o prefeito Roberto Dorner, oferecer um ambiente adequado para o desenvolvimento das crianças também passa pela construção de uma cultura de respeito dentro da escola. “Nada mais justo que ter um grupo de professores, cuidadores, que possam reforçar essa cultura de paz, para que nós possamos, cada vez mais, melhorar as notas das crianças e o respeito entre todos”, declarou.

A diretora da EMEB Ivete Dorner, Letícia Wilhelm, explica que o trabalho busca levar os valores para diferentes momentos da rotina dos estudantes. Entre as iniciativas está o Fiscal Misterioso, que estimula atitudes positivas relacionadas à frequência, alimentação, cuidado com materiais e espaços e relacionamento com professores e colegas. “O Fiscal Misterioso surgiu com a ideia de que nós precisávamos resgatar os nossos valores, a parte de comportamentos dos nossos alunos e disseminar isso para que pudesse chegar até os lares. Nós não sabemos quem é o fiscal, mas ele está o tempo todo nos observando, olhando o nosso comportamento, não com um caráter punitivo, e sim de estímulo às boas ações”, explicou.

Paralelamente, a escola também desenvolve o Recreio Dirigido, com brincadeiras e atividades recreativas e educativas. A proposta transforma o intervalo em mais um momento de convivência, interação e aprendizagem, oferecendo aos estudantes atividades diferentes ao longo do dia. “Estar numa escola de tempo integral é fazer essa diferença. Então, não é fazer ‘o mesmo do mesmo’ durante um dia todo. É buscar coisas novas, é trabalhar com esse diferencial, trabalhar com os valores dos nossos alunos”, acrescentou.

Para a diretora, a construção de um ambiente acolhedor envolve toda a comunidade escolar e precisa estar presente diariamente, desde os momentos de aprendizagem até as atividades de convivência. “O ambiente precisa ser propício. Nós temos um ambiente onde tem criança, brincadeiras, barulhos, mas não pode faltar o respeito. Precisa ser um ambiente harmonioso, gostoso, prazeroso. E o clipe que agora, nesse lançamento, nós vamos divulgar aos quatro ventos de Sinop e dizer: é um grito de paz, nós queremos paz”, concluiu.

Por meio da música, das atividades recreativas e das ações educativas, o Projeto Cultura de Paz reforça a importância da participação de toda a comunidade escolar na formação das crianças e adolescentes.

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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