Sinop
Prefeitura de Sinop divulga 246 vagas de emprego disponíveis pelo Sine, para esta quarta-feira (16)
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Entre as funções com maior número de oportunidades estão auxiliar de limpeza, com 20 vagas; auxiliar de estoque, com 17; auxiliar de cozinha, com 14; atendente de padaria, com 12; atendente de lanchonete, com 13; atendente do setor de hortifruti, com 14; empacotador à mão, com 14; operador de caixa, com 14; auxiliar de linha de produção, com sete; auxiliar operacional de logística, com 10; motorista entregador, com seis; e agente de pátio, com quatro vagas.
Também estão disponíveis oportunidades para açougueiro, ajudante de carga e descarga de mercadorias, ajudante de obras, ajudante de motorista, alinhador veicular, analista de logística, assistente administrativo, assistente de vendas, atendente de balcão, atendente de lojas, auxiliar administrativo, auxiliar de mecânico de autos, auxiliar de padeiro, auxiliar de vidraceiro, balconista de crediário, borracheiro, caldeireiro montador, chefe de bar, cobrador externo, conferente de carga e descarga, conferente de logística, consultor de vendas, enfermeiro, estoquista, motofretista, motorista carreteiro, motorista de caminhão, operador de produção, operador de tratores, promotor de vendas, recepcionista, repositor de mercadorias, servente de obras, técnico de enfermagem, técnico em segurança do trabalho, técnico mecânico, vendedor interno, vendedor pracista, vidraceiro e zeladora, entre outras funções.
A relação também inclui vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD) para as funções de assistente administrativo e auxiliar administrativo.
Os interessados devem procurar o Sine Sinop, localizado no Ganha Tempo, na Avenida das Acácias, nº 280, bairro Jardim Botânico. Para participar dos processos de encaminhamento, é necessário apresentar os documentos pessoais e currículo atualizado.
O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, por ordem de chegada. As oportunidades também podem ser consultadas por meio do aplicativo Sine Fácil e do portal Emprega Brasil.
A Prefeitura orienta os candidatos a verificarem os requisitos específicos de cada oportunidade antes de realizar o encaminhamento, uma vez que as vagas podem ser preenchidas ou alteradas conforme a demanda das empresas.
Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
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