Sinop
Prefeitura de Sinop recolhe mais de 1,2 mil caçambas de entulho na Operação Cidade Limpa
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Operação Cidade Limpa, já recolheu 1.208 caçambas de entulho e resíduos desde o início da força-tarefa de limpeza urbana. O resultado representa a continuidade de um trabalho que vem avançando em vários bairros do município, com equipes mobilizadas para manter os locais limpos, organizados e com melhores condições para a população.
A operação conta com diferentes Secretarias Municipais em uma atuação integrada. Além da disponibilização e recolhimento das caçambas utilizadas pelos moradores para o descarte correto de materiais inservíveis, as equipes também executam limpeza de áreas públicas e institucionais, roçada, manutenção de praças, parques e quadras, pintura de meios-fios e outras ações de manutenção urbana.
O vice-prefeito Paulinho Abreu – que coordena a operação – destaca que a continuidade é justamente uma das características do trabalho desenvolvido pelas equipes. “A Operação Cidade Limpa nunca parou. A cada etapa, novos bairros são atendidos e as equipes seguem avançando para levar limpeza, manutenção e organização. Já chegamos a 1.208 caçambas recolhidas, um número que mostra a dimensão desse trabalho e também a participação da população. Nosso compromisso é continuar avançando”, afirmou.
A Operação Cidade Limpa já foi concluída em 18 bairros: Jardim Kaiabi, Recanto da Mata, Jardim Caribe, Jardim Veneza, Jardim Califórnia, Residencial Daury Riva, Jardim das Rosas, Jardim Azaléias, Jardim Santa Rita, Jardim Novo Estado, Jardim dos Ipês, Jardim Carandá, Jardim São Paulo, Jardim Novo Horizonte, Recanto dos Pássaros, Jardim Tarumãs, Jardim Acácias e Jardim Boa Esperança. Nos próximos dias, os trabalhos seguem para conclusão e disponibilização de caçambas em outros 4 bairros: Jardim Conquista, Jardim Vitória Régia, Residencial Delta e Jardim Europa.
O cronograma seguirá para outros bairros, mantendo a proposta de uma atuação permanente. A Prefeitura reforça, ainda, que a participação dos moradores é fundamental para que os resultados da operação sejam preservados, especialmente com o descarte dos resíduos nos locais e equipamentos disponibilizados para essa finalidade.
Trabalho integrado
A força-tarefa envolve principalmente as Secretarias de Obras e Serviços Urbanos e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, além da participação de outras áreas da administração municipal. A estratégia concentra as equipes em uma mesma região para ampliar a quantidade de serviços executados durante a passagem da operação pelos bairros.
A iniciativa também possui reflexos na prevenção de problemas de saúde pública, como a formação de possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti, além de contribuir para reduzir o descarte irregular e a proliferação de animais peçonhentos.
Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
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