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Sinop como polo regional: a responsabilidade de investir para além dos 223 mil habitantes

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Finanças e Orçamento, destacou, durante a audiência pública da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2027, dados que ajudam a compreender uma das principais características do município: sua condição de polo regional. Com 223.780 habitantes, Sinop concentra serviços, estruturas e investimentos que atendem não apenas os moradores da cidade, mas também pessoas de diferentes municípios do Norte de Mato Grosso e Sul do Pará, que procuram o município diariamente.

Em 2025, a arrecadação municipal alcançou R$ 1,22 bilhão. Considerando a população oficial, o valor corresponde a uma arrecadação exemplificada de R$ 5.493,83 por habitante anualmente. O indicador permite dimensionar a receita municipal em relação ao tamanho da população, mas não representa um recurso disponível individualmente para cada morador, uma vez que a arrecadação é destinada ao conjunto das políticas públicas e serviços mantidos pela Prefeitura. Além disso, parte dos recursos arrecadados é vinculada a finalidades específicas, com destinação previamente estabelecida, o que também precisa ser considerado na análise da capacidade de investimento do Município.

Além da população residente em Sinop, a cidade recebe pessoas de diferentes cidades que procuram atendimento médico, serviços especializados, instituições de ensino, comércio, órgãos públicos, atividades culturais e esportivas, entre outras estruturas que fazem parte da dinâmica de uma cidade-polo.

Com isso, os investimentos realizados pela Prefeitura de Sinop ultrapassam os limites do próprio município. Na saúde, a cidade concentra serviços e atendimentos que são referência para moradores de diversas localidades. Na educação, instituições e equipamentos recebem estudantes de diferentes municípios. No comércio e na prestação de serviços, a movimentação regional amplia diariamente o público que circula pela cidade.

O mesmo ocorre com a infraestrutura urbana. Ruas e avenidas, sistemas de mobilidade, iluminação pública, limpeza urbana, espaços de lazer, equipamentos esportivos e culturais e demais estruturas precisam acompanhar o crescimento da população residente e a dinâmica de uma cidade que recebe diariamente pessoas de toda a região.

“Sinop é uma cidade que cresce, se desenvolve e que tem uma responsabilidade regional muito grande. Quando olhamos para os números da arrecadação, precisamos também olhar para o tamanho da nossa população e para tudo aquilo que a cidade oferece e entrega para quem vive aqui e para quem vem de toda a região”, destaca a secretária de Finanças e Orçamento, Ivete Mallmann.

A condição de polo regional também se reflete na necessidade de manter e ampliar estruturas capazes de acompanhar o crescimento de Sinop e, ao mesmo tempo, responder à demanda de pessoas que utilizam diariamente os serviços e equipamentos disponíveis no município.

Por isso, os números apresentados na audiência pública ajudam a colocar em perspectiva a dimensão da responsabilidade assumida por Sinop. São 223.780 moradores oficialmente contabilizados e uma estrutura que atende, diariamente, uma população volante que vai além das divisas municipais.

É nesse cenário que a arrecadação exemplificada de R$ 5.493,83 anual ganha outra dimensão. O indicador precisa ser observado em conjunto com o tamanho da cidade, a diversidade dos serviços oferecidos e o papel exercido por Sinop como referência para uma ampla região.

Mais do que uma cidade que cresce, Sinop se consolida como um município que concentra oportunidades, serviços e estruturas utilizados por uma população regional, ampliando o alcance de cada investimento realizado e fortalecendo sua posição como polo de desenvolvimento do Norte de Mato Grosso.

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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