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Sinop sedia capacitação regional que reúne profissionais de 15 municípios para fortalecer acompanhamento do Bolsa Família

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O município de Sinop se tornou, nesta semana, ponto de encontro para profissionais da Assistência Social de 15 municípios da região, que participam de uma capacitação sobre o SICON (Sistema de Condicionalidades do Programa Bolsa Família). Realizada desde terça-feira (15), na escola Centro Educacional Lindolfo José Trierweiller, a formação encerra hoje (17) e reúne técnicos que atuam na Proteção Social Básica e no acompanhamento das famílias beneficiárias.

Promovida em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), pasta responsável pela gestão do Cadastro Único e dos programas de transferência de renda, a capacitação representa um espaço de qualificação, atualização e troca de experiências entre os municípios. A proposta é fortalecer o trabalho desenvolvido pelas equipes e aprimorar os procedimentos relacionados ao acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família.

O acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família envolve diferentes áreas das políticas públicas. A Assistência Social tem papel importante na articulação e no acompanhamento das famílias, enquanto saúde e educação também integram esse processo, garantindo que direitos previstos nas políticas públicas sejam efetivamente acessados.

A coordenadora da Gestão do Cadastro Único e do Programa de Transferência de Renda Federal do Governo de Mato Grosso, Lillian Borges Passarelli Bonifácio, explica que a capacitação prepara os profissionais para atuar nesse acompanhamento. “Hoje, a gente recebe nessa ação de capacitação 15 municípios. São profissionais que vão trabalhar as condicionalidades das famílias, que garantem o direito de acesso principalmente à saúde e à educação. Esses profissionais da Assistência Social vão viabilizar ações para que essas famílias tenham acesso a direitos, como vacinação, pesagem e frequência escolar”, explicou.

Lillian destaca ainda que o trabalho das equipes contribui para identificar situações em que as condicionalidades não estejam sendo cumpridas e possibilitar o acompanhamento adequado de cada família. “A Assistência Social tem um papel primordial nesse acompanhamento, com um olhar atento para viabilizar o acesso das famílias aos direitos e fortalecer a proteção social”, afirmou.

Para a secretária municipal de Assistência Social de Sinop, Sinéia Abreu, a realização da capacitação na cidade demonstra a importância da integração regional para fortalecer o atendimento às famílias. “As técnicas das nossas unidades estão aqui, assim como as dos outros municípios, para uma capacitação muito importante para garantir e proteger os direitos das nossas crianças e adolescentes. As famílias beneficiadas pelo Bolsa Família são acompanhadas pelos profissionais, e a capacitação proporciona conhecimento para acompanhar as condicionalidades exigidas pelo programa”, destacou.

A secretária reforçou que a integração entre os municípios e o Estado contribui para o fortalecimento das equipes e para a continuidade do atendimento às famílias. “É importante, regionalmente, que essas capacitações sejam realizadas em um local mais próximo dos municípios. Sinop está sempre à disposição para receber essas cidades e, junto com o Estado, proporcionar um melhor desempenho das equipes, mantendo o direito das famílias ao Cadastro Único e ao Bolsa Família”, completou.

Para Sinop, que recebe os profissionais e sedia a formação regional, a iniciativa também reforça o papel do município na integração e no fortalecimento das políticas públicas de Assistência Social. De acordo com o coordenador do Cadastro Único e Bolsa Família de Sinop, Ivan Altíssimo, a capacitação contribui para que o acompanhamento das famílias seja realizado com mais eficiência e atenção à garantia de direitos.

“Sinop hoje foi privilegiada, está sediando essa capacitação do Sistema SICON, onde as famílias vão ser acompanhadas. As famílias da Assistência Social, principalmente aquelas que recebem o Bolsa Família, têm direitos garantidos de acesso à saúde, à educação e à assistência social. Esse é o objetivo: garantir acesso a direitos”, destacou.

Segundo Ivan, o aprimoramento das equipes tem reflexo direto no atendimento realizado nos municípios. “Vamos realizar esse acompanhamento cada vez com mais eficiência. Por isso, essa capacitação vem ao encontro do nosso trabalho, para que nenhuma das famílias seja prejudicada. Isso é muito importante para as famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Não só Sinop ganhou, mas todos os contemplados pelo programa”, acrescentou.

A importância da formação também é destacada pelos municípios participantes. Para Vanessa Freitas, coordenadora do Cadastro Único e Bolsa Família de Feliz Natal, compreender de forma mais aprofundada o funcionamento das condicionalidades permite qualificar o trabalho desenvolvido pelas equipes diretamente com as famílias.

“Essa capacitação é de extrema importância para nós, coordenadores, e também para a equipe técnica, porque precisamos entender mais de perto como funcionam as condicionalidades e quais são os papéis que cada profissional deve desempenhar. Assim, podemos atender melhor as nossas famílias em cada município”, afirmou.

Vanessa também ressaltou a importância de Sinop sediar uma capacitação de abrangência regional. Segundo ela, a realização em um município mais próximo facilita o deslocamento dos profissionais e amplia o acesso às formações. “É muito mais fácil nos locomovermos para um município que é mais perto do nosso do que, muitas vezes, irmos até a capital. Agradeço à organização da Secretaria de Assistência Social de Sinop, que buscou essa capacitação e a sediou com muito empenho”, completou.

Com a participação de profissionais de 15 municípios, a capacitação transforma Sinop em um polo regional de troca de conhecimento e aprimoramento das práticas da Assistência Social.

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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