Economia
Concorrência do etanol e subvenção fazem preço da gasolina cair
Economia
A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combustíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Em maio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58% , conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (12).
O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês.
A queda segue dois meses de alta, provocada pelo conflito no Oriente Médio , que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a gasolina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo.
Veja o comportamento do preço da gasolina no Brasil depois do início do conflito, em 28 de fevereiro:
| Março | 4,59% |
| Abril | 1,86% |
| Maio | -1,46% |
O analista do IBGE Fernando Gonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio, sendo o segundo produto que mais puxou para baixo o IPCA . “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextualiza.
Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz com que os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açúcar.
Com mais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa.
O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex , o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível.
Subvenção
O outro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reembolso para produtores e importadores do combustível.
A medida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Brasil.
A subvenção , atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes do mercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais.
Na prática, é como se o governo devolvesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pela Petrobras, principal produtora de gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.
Diesel
A política de subvenção também foi aplicada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto produto que mais puxou a inflação para baixo.
Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%.
No diesel , a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.
Frete ainda pesa
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%).
Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.)
“O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves.
Guerra e preço
Iniciada no último fim de semana de fevereiro, a guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo. Outra consequência foi o fechamento do Estreito de Ormuz, no Sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.
Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.
O petróleo é uma commodity , isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.
No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.
Economia
Clínica Union destaca a segurança em cirurgias plásticas
A Union Cirurgia Plástica, clínica sediada em Joinville (SC) e conduzida pelo cirurgião Vinícius Spiandorello, tem direcionado sua atuação ao contorno corporal, com foco em segurança e acompanhamento do paciente em todas as etapas do procedimento. A proposta da clínica reúne equipe multidisciplinar, estrutura para o pré, o intra e o pós-operatório e investimento em tecnologia aplicada à área.
O posicionamento ocorre em um país de destaque no setor. Segundo relatório da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, com mais de 2 milhões de procedimentos cirúrgicos em 2024. A lipoaspiração lidera o ranking nacional, seguida pelo aumento de mama e pela abdominoplastia, intervenções ligadas ao contorno corporal.
Na atuação da Union, segundo a clínica, o contorno corporal envolve técnicas como a lipoaspiração e a abdominoplastia, conduzidas por equipe multidisciplinar que acompanha o paciente desde a consulta até a recuperação. A clínica afirma investir em capacitação e em recursos tecnológicos voltados ao planejamento cirúrgico e à segurança, com a proposta de priorizar naturalidade e harmonia corporal.
A escolha do profissional é apontada por entidades do setor como fator decisivo de segurança. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) destaca que a cirurgia estética, embora eletiva, é um procedimento médico que envolve riscos e recomenda a avaliação criteriosa de cada caso por cirurgião habilitado. Nesse sentido, a Union reforça que a indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual e do cumprimento das orientações pré-operatórias.
Com o crescimento da procura por procedimentos estéticos no país, clínicas têm reforçado a comunicação sobre segurança e acompanhamento como diferenciais. Para a Union, o foco na avaliação individual, na estrutura de apoio ao paciente e na atuação de equipe especializada é o que sustenta a confiança em um procedimento de natureza médica.
Para saber mais, basta acessar: https://vsplastica.com.br/
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