Economia
Consórcio cresce como investimento patrimonial e financeiro
Economia
Nos últimos anos, o sistema de consórcios vem apresentando crescimento no mercado financeiro. Com quebras de recordes de adesões, a modalidade, importante meio para planejamento de aquisição de veículos e imóveis, superou os 13 milhões de participantes em maio. A exemplo do que tem acontecido ultimamente, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) encomendou pesquisa qualitativa e quantitativa à Okiar Intelligence – Pesquisa de Mercado, visando identificar fatores que têm impulsionado o crescimento do sistema de consórcios e a fim de compreender como é percebido, inclusive as principais finalidades de uso dos créditos. Em avaliação iniciada em dezembro de 2025, o levantamento realizou entrevistas qualitativas com quatro grupos de trabalho, com 20 pessoas, para observar as diferenças dos perfis de consumidores: consorciados, contemplados e cancelados, responsáveis pela contratação do plano nos últimos dois anos. Ao longo dos quatro meses seguintes, foram realizadas 1.852 entrevistas quantitativas, buscando, com questões, a compreensão do produto, a experiência ao longo do plano, razões da desistência e potenciais oportunidades da modalidade. O filtro para essa etapa foi de consumidores que já contrataram ou não planos de consórcio. O total de consultas foi constituído por 55% de homens e 44% de mulheres, sendo 62% na faixa etária de 18 a 35 anos, 35% de 36 a 55 anos e 3% acima dos 56 anos. Entre os participantes, havia 50% de casados ou com união estável e 39% com filhos. Na metodologia aplicada, foram consultadas cinco classes sociais: 11% da A, 46% da B, 35% da C, 5% da D e 3% da E. Com cobertura nacional, capitais e interior, os entrevistados eram originários das regiões Sudeste, com 44%; Centro-Oeste, com 28%; Nordeste, com 16%; Sul e Norte, com 6% cada.
Conhecimento Nos resultados, verificou-se que o consórcio já fazia parte das opções disponíveis no mercado por 56% dos conhecedores. O destaque foi para homens, com 67%, reafirmando seu conhecimento. O grupo, completado por 44%, desconhecia o mecanismo. Paralelamente, o consórcio é conhecido no mercado pela classe B, com 78%. A classe C ficou em segundo lugar com 53%, seguida pela A, com 47%. As demais, D e E, ficaram com 32% e 21%, respectivamente. Na fase qualitativa, ficou evidenciado que 28% dos questionados disseram conhecer bem — e muito bem — a modalidade. Somente entre os contemplados, aqueles que vivenciaram toda a duração do grupo, 69% mostraram conhecimento maior. Entre os bens mais tradicionais, os entrevistados registraram que 81% disseram conhecê-lo, mais precisamente no setor de veículos automotores, inclusive com 43% adquirindo-os. No segmento imobiliário, a exemplo do de veículos, 59% também o identificaram para os imóveis, com 17% usando os créditos concedidos nas contemplações.
Objetivos Ultimamente o consumidor está muito mais orientado à organização financeira e construção de estabilidade do que diretamente à aquisição de bens, citados na pesquisa. Desta forma, os principais objetivos estão entre: I) construir reserva financeira, com 36%, e II) investir, com 35%. Do total de 71% em apenas dois itens na pesquisa quantitativa, 43% são contemplados, confirmando a fase qualitativa. Os envolvidos estão preocupados com a renda futura e aposentadoria.
Intenções No geral, a intenção de contratar nos próximos 12 meses foi moderada, resultando em média 6, indicando um cenário de interesse, mas sem forte convicção. Entre os que nunca contrataram, a propensão foi menor — 4,4 —, ao denotar maior resistência ou falta de convencimento. Já os cancelados, também com menor inclinação, apresentaram 5,2 e demonstraram impacto negativo proveniente da experiência vivenciada com o produto. Baseados na classificação, na qual ZERO representa baixa probabilidade e 10 alta probabilidade, os contemplados, com 7,4, e os ativos, com 6,9, mostraram-se mais satisfeitos, sinalizando maior disposição em voltar ao sistema de consórcios. Entre os que nunca contrataram um consórcio, quatro variáveis de percepções foram observadas para aumento de probabilidade de uma decisão positiva: emoção, segurança, benefício e disciplina.
A adesão Entre os cinco canais de contratação esteve o “Awareness”, isto é, relacionamento ou ação de conhecido ou mesmo influência de comunidades virtuais. O mais utilizado foi de um amigo, com 30%; seguido por redes sociais, com 24%; e bancos e instituições financeiras, com 23%. Em outro canal, rotulado “Consideração e Decisão”, os procedimentos são pouco exploratórios. Neste caso, a decisão ocorreu com baixa busca comparativa e de forma rápida. Outro meio, “Intermediação”, um canal concentrado em players tradicionais, contou, por exemplo, com o banco assumindo papel central. Outros dois canais: “Contratação”, com conversão contratada em canais assistidos, e “Formato Preferido”, quando o consumidor deseja autonomia, porém quer contar com suporte.
Probalidade para cancelar O consórcio não é percebido como um produto financeiro de alto risco para abandono, pois a probabilidade média de cancelamento é baixa, 3,5. Os principais motivos de cancelamento estão associados ao custo e à satisfação. Nos detalhes estão: motivos financeiros, com 34%; insatisfação, com 22%; demora na contemplação, com 17%; concorrência, com 16%; pessoais e novos planos, com 9%; e objetivo alcançado, com 2%.
Concluções Em razão das características do consórcio, para quem já participou ou ainda está presente, a pesquisa apontou que a experiência é bem avaliada no geral, 8,0, com satisfação e recomendação positiva, atingindo 8,4 e 8,8 entre os contemplados. Entre os cancelados, existiu uma quebra relevante, 5,9, que evidenciou decepção na experiência. Face ao atendimento consistente, apoiados na confiança, segurança e clareza, os participantes se mantêm satisfeitos. Ao validarem o consórcio, os contemplados apresentaram maiores níveis de satisfação e intenção de recontratar. Para concluir esta pesquisa realizada pela ABAC, feita pela Okiar Intelligence, Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da ABAC, comentou que “o potencial de crescimento do sistema de consórcios está diretamente relacionado a tornar a experiência mais compreensível, previsível e sustentável ao longo do tempo”.
Economia
QFC e Câmara de Comércio dos EUA Colaboram para Ampliar Investimento Transfronteiriço
DOHA, Catar e NOVA YORK, Sept. 28, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — O Qatar Financial Centre (QFC), um importante centro financeiro e de negócios onshore, e a Câmara de Comércio dos EUA assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para solidificar o envolvimento comercial e de investimentos entre o Catar e os Estados Unidos e para apoiar as empresas americanas que buscam se estabelecer expandir no Catar e em toda a região.
Com a parceria, as duas organizações irão se concentrar em áreas de interesse estratégico compartilhado, incluindo gestão de patrimônio e ativos, fintech, ativos digitais e tecnologia empresarial.
O MoU foi assinado durante uma mesa redonda executiva privada coorganizada pelo QFC e pela Câmara de Comércio dos EUA em Nova York, durante uma semana significativa de envolvimento internacional em torno do Fórum Econômico do Catar e da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). Como a primeira ativação do MoU, a mesa redonda contou com a participação de líderes empresariais seniores dos EUA no compartilhamento de perspectivas sobre o crescimento regional, a expansão transfronteiriça e as considerações regulatórias, econômicas e tecnológicas em evolução que moldam as decisões dos negócios.
O Sr. Mansoor Al Khater, Diretor Executivo do QFC, comentou sobre como o acordo se baseia em laços econômicos e comerciais de longa data entre o Catar e os Estados Unidos: “Esta parceria traduz a forte relação EUA-Catar em maiores oportunidades para empresas nos dois mercados. Ela irá criar mais canais de engajamento, nos ajudar a entender melhor as prioridades das empresas dos EUA e conectá-las de forma mais estratégica com as oportunidades no Catar.
“Temos uma base sólida com as mais de 350 empresas dos EUA que já fazem parte da plataforma QFC. Nosso objetivo é apoiar as empresas dos EUA que buscam se expandir na região, proporcionando a certeza regulatória, a conectividade e o ambiente de negócios de que precisam para crescer com confiança.”
O Sr. Khush Choksy, Vice-Presidente Sênior de Relações Internacionais com Membros e Oriente Médio, Ásia Central e Turquia, comentou sobre a importância da parceria: “O Programa de Negócios EUA-Catar da Câmara de Comércio dos EUA tem o orgulho de formalizar esta parceria com a Autoridade do Centro Financeiro do Catar. Este Memorando de Entendimento reflete nosso compromisso compartilhado de expandir o comércio, o investimento e o engajamento comercial entre os Estados Unidos e o Catar—para a criação de oportunidades tangíveis para as empresas nos dois mercados. Esperamos trabalhar em estreita colaboração com o QFC em programas conjuntos, diálogos comerciais e iniciativas que fortaleçam uma das relações econômicas bilaterais mais dinâmicas da região.”
Sobre o Qatar Financial Centre (QFC)
O Qatar Financial Centre (QFC) é um centro financeiro e de negócios onshore localizado em Doha, que fornece uma excelente plataforma para as empresas fazerem negócios no Catar e na região. O QFC oferece seu próprio ambiente jurídico, regulatório, tributário e de negócios, permitindo até 100% de participação estrangeira e 100% de repatriação de lucros, com a cobrança de uma alíquota competitiva de 10% de imposto corporativo sobre lucros gerados localmente. O QFC acolhe uma ampla gama de empresas de serviços financeiros e não financeiros.
Para mais informação sobre as atividades permitidas e os benefícios de se estabelecer no QFC, visite www.qfc.qa
@QFCAuthority | #QFCMeansBusiness
Sobre a Câmara de Comércio dos EUA
A Câmara de Comércio dos EUA é a maior organização empresarial do mundo que representa empresas de todos os tamanhos em todos os setores da economia. Nossos membros variam desde pequenas empresas e câmaras de comércio locais, presentes nas principais vias comerciais de todo o país, até importantes associações setoriais e grandes corporações. Há mais de 114 anos, defendemos políticas favoráveis às empresas, que as ajudam a gerar empregos e a impulsionar o crescimento da nossa economia.
Contato com a Mídia
QFC Corporate Communications
Rasha Kamaleddine | +974 55049647 | r.kamaleddine@qfc.qa
Fotos deste comunicado disponíveis em:
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GLOBENEWSWIRE (Distribution ID 9834850)
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