Economia
Nova demanda redefine o mercado imobiliário de alto padrão
Economia
O mercado imobiliário de alta renda atravessa uma transformação estrutural em escala mundial. Se durante décadas fatores como localização e metragem, isoladamente, eram determinantes para a valorização de empreendimentos de luxo, hoje o processo de decisão considera um conjunto mais amplo de atributos, incluindo privacidade, serviços personalizados e conexão com o entorno.
Nesse cenário, incorporadoras vêm ampliando o foco dos projetos para incluir experiências residenciais associadas à conveniência, ao bem-estar e à integração com o ambiente em que estão inseridos.
Em mercados globais, como Dubai, Mônaco e Riviera Francesa, essa transformação já pode ser observada. Segundo o relatório Superyacht Marina Market Outlook 2025–2034, o mercado internacional de marinas para superyachts foi estimado em US$ 1,8 bilhão em 2025, com projeção de atingir US$ 2,8 bilhões até 2034, impulsionado pela crescente demanda por infraestrutura náutica integrada a experiências de hospitalidade e lifestyle.
Nesse contexto, o waterfront living deixa de ser apenas um atributo paisagístico para integrar uma infraestrutura mais ampla de mobilidade, convivência e uso dos espaços, influenciando a forma como empreendimentos residenciais são concebidos em diferentes regiões do mundo.
É nesse cenário que nasce o TARGAN, novo empreendimento da ABC.inc, localizado no Canto da Praia, em Itapema (SC). A região abriga o projeto das futuras Marinas de Itapema, concebidas para ampliar a infraestrutura náutica local e fortalecer a conexão da região com atividades ligadas ao mar.
Mais do que um endereço à beira-mar, o empreendimento está inserido em uma região que vem recebendo investimentos voltados ao desenvolvimento de infraestrutura náutica e turística.
A região concentra outros investimentos que contribuem para essa nova centralidade voltada ao mar, implantando uma experiência residencial inspirada em modelos urbanos internacionais, frequentemente utilizados como referência em projetos voltados à integração entre moradia, lazer e infraestrutura náutica, como Newport Beach, na Califórnia.
A arquitetura é assinada por Leo Maia. O paisagismo fica por conta do Escritório Burle Marx, referência internacional em projetos paisagísticos, reconhecido pela integração entre espécies nativas e arquitetura. Os interiores são desenvolvidos por Fernanda Marques, enquanto o projeto de iluminação é do escritório Mingrone, consolidando um time formado por profissionais com atuação reconhecida em arquitetura, design, paisagismo e iluminação.
A Porsche Consulting, subsidiária da montadora alemã Porsche, adapta metodologias utilizadas em diferentes setores para a construção civil. A consultoria atua na estruturação de processos e no planejamento de etapas do empreendimento, com foco em eficiência operacional e gestão.
O TARGAN foi concebido a partir de tendências observadas no segmento imobiliário de alto padrão, que incluem bem-estar, mobilidade e integração com o ambiente natural, refletindo características presentes em empreendimentos desenvolvidos em diferentes mercados internacionais.
O projeto combina diferentes pilares em uma proposta voltada ao público de alta renda. No quesito wellness, movimento que vem ganhando espaço no mercado imobiliário, o empreendimento incorpora elementos associados ao conceito de wellness living, incluindo espaços voltados ao relaxamento e à contemplação da marina.
Além disso, o TARGAN inclui características como torre de 189 metros, 56 pavimentos, 88 unidades residenciais, penthouses de até 540 m² e duas unidades comerciais. O empreendimento contará ainda com heliponto homologado, ampliando as possibilidades de deslocamento dos moradores.
O projeto também prevê um andar dedicado à exposição de veículos de coleção, espaço voltado a entusiastas do universo automotivo, além de uma operação gastronômica internacional no rooftop, que integrará a oferta de serviços do empreendimento.
“Observamos mudanças no perfil do consumidor de alta renda, que passou a valorizar cada vez mais atributos relacionados ao bem-estar, à mobilidade e à qualidade de vida. O projeto foi desenvolvido considerando essas transformações e a evolução das demandas do mercado imobiliário de alto padrão”, afirma Thiago Cabral, CEO da ABC.inc.
A segurança também figura entre os atributos valorizados por consumidores de alta renda na escolha de novos empreendimentos e regiões para moradia ou investimento.
“A partir da visão estratégica de processos construída em conjunto com a Porsche Consulting, buscamos desenvolver um empreendimento alinhado às transformações observadas no mercado imobiliário de alto padrão. O projeto reúne características que vêm ganhando relevância nesse segmento, como mobilidade, conexão com o ambiente náutico, conveniência, privacidade e bem-estar. A proposta busca refletir tendências observadas tanto no Brasil quanto em mercados internacionais, contribuindo para ampliar a oferta de experiências residenciais voltadas a esse perfil de consumidor”, finaliza Cabral.
Economia
Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros
Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.
Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.
O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.
Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.
Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.
Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.
“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.
Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.
Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.
Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.
“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.
Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.
Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.
A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.
Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.
Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.
O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.
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