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Reforma tributária amplia exigências na gestão de aluguéis

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Quem recebe aluguéis como fonte de renda precisará ficar atento a novas obrigações, que vão além da declaração do Imposto de Renda. Com a Reforma Tributária, parte dos proprietários que mantém contratos nas pessoas físicas estará sujeita a dois novos tributos sobre o consumo: o IBS e a CBS. Saber quem será alcançado, quando começa a cobrança e quais providências tomar para minimizar os impactos passa a fazer parte da administração dos imóveis.

Para esclarecer essas questões, a Anagê Imóveis reuniu mais de 40 clientes em Joinville (SC). O diretor e sócio Patrick Manteuffel recebeu os proprietários ao lado do advogado Rafael Zimath, da Silva, Santana & Teston Advogados, e do contador Sandro Cardoso, da Dunzer Soluções Empresariais.

A iniciativa teve como objetivo aproximar os clientes das informações necessárias para entender as mudanças. Para Manteuffel, esse acompanhamento faz parte do compromisso com quem confia à imobiliária a administração do patrimônio. “Estamos acompanhando as novas regras e buscando, com a ajuda dos especialistas, os caminhos legais mais adequados para os nossos clientes. O encontro foi uma oportunidade de esclarecer dúvidas e dar segurança aos proprietários”, afirma.

Quem precisa ficar atento

Como regra geral, a nova tributação alcança pessoas físicas que, no ano anterior, tenham recebido mais de R$ 240 mil em aluguéis residenciais e alugado mais de três imóveis distintos. As duas condições precisam ocorrer juntas. O proprietário também poderá ser enquadrado no próprio ano, se a receita acumulada com aluguéis ultrapassar em 20% o limite legal. Considerando o valor-base de R$ 240 mil, isso corresponde a mais de R$ 288 mil, sujeito à atualização monetária prevista em lei.

Isso significa que o número de imóveis, isoladamente, não basta para definir se uma pessoa física pagará os novos tributos. É necessário avaliar também a receita e as condições previstas na legislação. No caso dos proprietários que já estão com seu patrimônio dentro de empresas administradoras de bens, mais conhecidas como Holdings, a maneira de negociar o preço vai mudar, e quem estiver bem assessorado pode não sentir os impactos dos novos tributos.

A Reforma Tributária passa por uma fase de testes em 2026. Em janeiro de 2027, começa a cobrança da CBS, enquanto o IBS terá alíquota de transição de 0,1% em 2027 e 2028. A partir de 2029, o IBS aumenta gradualmente até a implantação integral do sistema, em 2033. Importante ressaltar que em 2027 e 2028, a tendência é de que a carga tributária seja até menor que a atual, considerando os impactos sobre os proprietários que estiverem organizados no formato das Holdings patrimoniais.

Para os proprietários sujeitos às novas regras, isso significa preparar-se para efeitos sobre a renda dos aluguéis já em 2027, sem esperar o fim da transição. Para a Anagê, a orientação deve acompanhar a transição. Além de cuidar dos contratos e dos recebimentos, a empresa busca manter proprietários e locatários informados sobre as mudanças que afetam a relação de aluguel. “Nosso compromisso é acompanhar o que está acontecendo, orientar os clientes e trabalhar nas soluções legais. Queremos que o proprietário tenha clareza sobre as mudanças e segurança na condução de todo o processo”, conclui Manteuffel.

Sobre a Anagê Imóveis

Fundada em 1988, a Anagê é a maior imobiliária de Joinville. Atualmente, conta com mais de 7 mil imóveis locados sob gestão. São 230 profissionais, entre funcionários e corretores associados. Por sete anos consecutivos, a Anagê Imóveis é Great Place to Work (GPTW) e pela quarta vez é Top of Mind. Além disso, possui certificação da ISO 9001, que atesta nosso modelo de gestão de qualidade.

Mais informações: www.anageimoveis.com.br



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Food service em alta põe gestão industrial em foco

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As vendas de bares e restaurantes cresceram 9,9% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Índice Abrasel-Stone, divulgado em 28 de outubro. A alta nas vendas veio acompanhada de um sinal de atenção: em setembro, houve recuo de 0,3% frente a agosto. O indicador acompanha transações financeiras capturadas pela Stone em 24 estados.

Para a indústria de alimentos, esse mercado tem peso expressivo. Em levantamento publicado em setembro, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) informou que o food service, canal de alimentação fora do lar, respondeu por R$ 287,9 bilhões e 28,3% das vendas da indústria no mercado interno em 2025. A entidade destaca que a profissionalização do segmento exige eficiência, uso de dados e integração entre os participantes da cadeia.

Na Long Way Alimentos, fabricante paulista de rolinho primavera, nikuman e guioza, o crescimento motivou a busca por uma gestão integrada. A fornecedora de mercados, restaurantes e distribuidores também planejava outra unidade, segundo estudo de caso publicado pela Nomus.

Crescer sem multiplicar planilhas

Antes da mudança, a Long Way utilizava planilhas e relatórios impressos, além de um sistema para emitir notas fiscais. Com mais clientes, tornou-se difícil localizar erros, acompanhar gargalos e conciliar dados de estoque e faturamento.

A adoção do Nomus ERP Industrial centralizou registros administrativos e produtivos. Segundo o relato, a empresa reduziu erros associados às planilhas, ganhou controle sobre estoque e faturamento e passou a localizar falhas com mais facilidade.

Nesse tipo de aplicação, o ERP industrial conecta pedidos, materiais, produção e documentos administrativos. Recursos como controle de estoque, apontamentos de fabricação e importação de notas fiscais permitem registrar diferentes etapas da operação, em vez de manter cada setor dependente de arquivos separados.

Quantidade, tempo e materiais entram no controle

No chão de fábrica, a Long Way passou a realizar apontamentos de produção para registrar quantidades, tempos e materiais requisitados. Esses registros ajudam a localizar etapas sem apontamento ou com inconsistências. A experiência foi apresentada por Luana Gonçalves, responsável pelas operações da empresa, e detalhada no Blog Industrial da Nomus.

Na área administrativa, a entrada de notas fiscais deixou de depender integralmente da digitação, com a importação dos arquivos XML. A empresa relata ganho de tempo nessa rotina. Os painéis de indicadores também passaram a utilizar informações registradas na operação, facilitando o acompanhamento sem reunir números de diferentes controles a cada análise.

A qualidade desses registros é central para o planejamento. Em vídeo sobre erros no planejamento e controle da produção (PCP), Thiago Leão, da Nomus, observa: “Quando os dados estão inconsistentes, o PCP fica cego”. Na mesma explicação, ele destaca a necessidade de alinhar as informações entre comercial, compras, engenharia e produção.

Preparação para uma operação maior

A implantação ocorreu remotamente, com aulas, vídeos, materiais de apoio e acompanhamento de especialistas. A facilidade de uso e a possibilidade de capacitar a própria equipe estiveram entre os critérios da escolha.

O movimento dialoga com o diagnóstico da ABIA: o crescimento da alimentação fora do lar ocorre em um ambiente de pressão de custos, escassez de mão de obra e consumidores mais exigentes. Nesse cenário, a associação aponta a eficiência operacional e a integração da cadeia como fatores de competitividade.

A experiência da Long Way oferece um parâmetro para fabricantes que planejam ampliar clientes ou unidades: verificar se os controles conseguem acompanhar o que foi vendido, o que está sendo produzido e quais materiais foram utilizados. No caso relatado, a preparação para crescer passou por reduzir tarefas manuais e tornar os processos mais visíveis, antes de replicar a operação em uma nova estrutura.



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