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Bahia lidera chegada de turistas internacionais no Nordeste
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A Bahia é o estado do Nordeste que mais recebeu turistas internacionais em 2026. Entre os meses de janeiro e abril, o estado registrou mais de 95 mil chegadas de visitantes estrangeiros, crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Embratur.
Os números de 2026 acompanham a tendência observada em 2025, quando a Bahia recebeu mais de 211 mil visitantes estrangeiros, alta de 47,3% em relação a 2024 e o melhor resultado desde 2019, conforme a Setur-BA. Pelo terceiro ano consecutivo, o volume geral das atividades turísticas no estado cresceu acima da média do Brasil — 6,6% contra 4,6% do índice nacional, de acordo com o IBGE.
“Acreditamos que o aumento na procura por destinos baianos reflete no fortalecimento da região como um polo turístico global e na visibilidade da marca Bahia. Esse avanço é impulsionado por uma conectividade aérea robusta, investimentos em infraestrutura e promoção cultural, além da diversidade de experiências que atraem tanto viajantes nacionais quanto estrangeiros”, avalia Felipe Pedreira, CEO da Bahia Terra Turismo, agência de turismo receptivo com atuação no estado desde 2006.
Rotas mais procuradas
A capital Salvador funciona como porta de entrada e polo de turismo cultural. A diversidade gastronômica, o patrimônio histórico e a agenda de festas populares atraem visitantes de diferentes perfis, o que levou a cidade a figurar como o 2º destino mais buscado do Brasil para as festas do último fim de ano, segundo levantamento do buscador de viagens Kayak.
A partir de Salvador, duas rotas litorâneas concentram parte expressiva do fluxo: Morro de São Paulo, na Costa do Dendê; e a Ilha de Boipeba, arquipélago que vem caindo nas graças dos viajantes em busca de experiências mais isoladas — movimento que Pedreira associa à ampliação do serviço de lancha rápida direta a partir de Salvador, que reduziu o tempo de travessia para 2h30.
Parte do desempenho turístico do estado passa pela estrutura que organiza a experiência do visitante antes e durante a viagem. “A integração é muito importante, pois toda a cadeia de prestação de serviço, como transfer, passeio e hospedagem, faz parte do sucesso da estadia do cliente na Bahia”, afirma Pedreira.
O crescimento do turismo baiano, no entanto, não se concentra apenas nos pontos mais conhecidos. “Em Salvador e no litoral norte, a rede de resorts também vem se consolidando como um dos melhores destinos da Bahia”, complementa Pedreira.
Junto com o Morro de São Paulo, Praia do Forte e Costa do Sauípe — conhecidas pelos seus complexos de resorts no litoral norte — figuram entre as 20 melhores praias do mundo, segundo ranking do Centro Internacional de Formación en Gestión y Certificación de Playas, divulgado pelo Ministério do Turismo.
Para mais informações, basta acessar o site da Bahia Terra Turismo.
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a vida de Da Cunha em videogame
Unir a trajetória real de um parlamentar com a linguagem dos videogames parece uma tarefa ambiciosa, mas é exatamente o que faz “Da Cunha: O Caminho do Guerreiro”, um jogo independente brasileiro que acaba de ser lançado gratuitamente para navegador. A obra percorre, em cinco capítulos interativos, a vida do deputado federal Delegado Da Cunha, desde os tatames da Baixada Santista até os corredores do Congresso Nacional — e ainda avança para um futuro distópico, onde a luta pela justiça se reinventa. A produção já chama a atenção pela originalidade com que mistura gêneros e narrativa.
Do judô ao quartel: os dois primeiros atos
A primeira fase coloca o jogador em um dojô, controlando o próprio Da Cunha criança em um combate de judô. Usando os botões de defesa e ataque, é preciso aplicar a disciplina que o esporte ensina: esperar o momento certo para bloquear e contra-atacar. Cada vitória desbloqueia uma nova página da biografia, revelando desde a infância humilde em Santos até a frustração de ver o sonho olímpico escapar por um erro administrativo no quartel.
O segundo capítulo transpõe essa mesma disciplina para o ambiente militar. Em uma fase de plataforma com obstáculos, o jogador precisa correr, saltar e se equilibrar por cenários do 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), onde Da Cunha serviu como oficial temporário por oito anos. Lembrando Pitfall, ele pula sobre arames farpados, jacarés e pântanos como desafios de habilidade.
Patrulhando a Zona Leste de São Paulo
O terceiro ato muda completamente de tom. No comando de uma viatura com visão aérea, o jogador patrulha a Zona Leste de São Paulo em uma mecânica que lembra o primeiro “Grand Theft Auto”, mas com uma diferença crucial: aqui, se está do lado da lei. Sob as ordens do Delegado Da Cunha — que se comunica por rádio ao longo da missão —, é preciso interceptar veículos suspeitos usando manobras táticas e o uso inteligente da sirene.
“Queríamos resgatar a nostalgia do gênero top-down, mas subvertendo a lógica da violência. Não há armas de fogo. O jogador precisa imobilizar os criminosos pela condução, e o acionamento da sirene tem um papel estratégico: ligada, ela imobiliza os inimigos próximos e afasta civis, mas alerta os bandidos; desligada, permite uma aproximação furtiva”, explica a equipe de desenvolvimento.
A progressão da fase reflete a ascensão na carreira policial: começa-se enfrentando olheiros do tráfico e “aviõezinhos”, passando pelos gerentes do crime organizado e culminando na captura do líder da organização. Ao final, a mensagem de rádio de Da Cunha resume o espírito da missão: “Agora vamos mudar a lei em Brasília pra ele continuar preso”.
A batalha parlamentar: o plenário como campo de guerra
O quarto capítulo é também um dos mais surpreendentes. Quando a história atinge a esfera política, o jogo se transforma em um “tower defense” (defesa de território) ambientado no Congresso Nacional. O objetivo é aprovar o Projeto de Lei 3780/2023 — um PL real, que propõe o endurecimento das penas para roubos e furtos — enquanto ondas de inimigos simbólicos tentam desidratar a proposta.
A mecânica é uma metáfora precisa do processo legislativo. O jogador constrói “torres” que representam estratégias reais de atuação parlamentar: a “Argumentação Jurídica” dispara citações e jurisprudências contra as divergências; a “Mobilização Popular” gera dano em área, simulando a pressão das redes sociais; e os “Dados Técnicos” causam impacto massivo, como um estudo comparado que convence os indecisos.
Os adversários também são figurativos: “Divergências” são oponentes comuns, “Obstruções” são requerimentos que atrasam a tramitação, e os temidos “Chefes de Emenda” tentam suprimir trechos inteiros do projeto, reduzindo a eficácia da lei. Para vencer, é preciso gerenciar recursos limitados e evoluir as torres ao longo de 15 ondas — uma alusão às sucessivas comissões pelas quais um projeto precisa passar até chegar à votação em plenário.
“O jogo foi pensado para ser divertido e nostálgico, mas também para mostrar, de forma prática e intuitiva, como funciona o complexo percurso de uma lei no Brasil. O jogador se diverte defendendo o PL e, no processo, entende o que é uma emenda supressiva ou um pedido de vista”, comenta a equipe.
O clímax futurista: a derrubada do veto
A jornada não termina no Plenário. Em um quinto capítulo inesperado, liberado somente após jogar as outras fases, o jogador é transportado para um futuro distópico, onde Da Cunha — agora uma espécie de combatente da resistência — pilota uma nave espacial para destruir as torres do lobby e derrotar o “Grande Veto” presidencial. A fase mistura ação frenética com simbolismo: cada projétil disparado representa um voto, cada torre destruída é um argumento vencido, e o tempo limitado impõe a urgência da articulação política.
A transição do cenário político para a ficção científica não é arbitrária; ela traduz visualmente a ideia de que a luta contra a impunidade é contínua e exige reinvenção. Ao derrotar o veto, o jogador assiste à promulgação da Lei 15.397/2026, e o jogo se encerra com uma lista detalhada das penas endurecidas — uma forma de mostrar que cada decisão na Câmara tem impacto direto na vida das pessoas.
Uma biografia interativa, gratuita e multiplataforma
Com visual em pixel art e trilha sonora original, “Da Cunha: O Caminho do Guerreiro” está disponível gratuitamente para computadores e dispositivos móveis, diretamente no navegador. O jogo não requer instalação e pode ser acessado em qualquer aparelho com conexão à internet.
Ao unir a trajetória pessoal de um parlamentar com a linguagem dos games, o projeto aponta para uma nova forma de comunicação política — uma em que o eleitor não apenas lê sobre as leis, mas as defende com as próprias mãos.
Sobre o Jogo:
– Título: Da Cunha: O Caminho do Guerreiro
– Plataforma: Web (HTML5 / PC e Mobile)
– Gênero: Luta / Plataforma / Ação Top-Down / Tower Defense / Shoot’em up
– Preço: Gratuito
– Acesse: http://delegadodacunha.com/jogo
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