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Streaming bate TV aberta e fechada juntas pela primeira vez
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O Dia dos Namorados de 2025 registrou uma virada silenciosa no comportamento dos brasileiros: pela primeira vez, o streaming superou a audiência combinada da TV aberta e da TV por assinatura. Não é coincidência que isso aconteça num período em que casais trocam restaurantes lotados por experiências construídas dentro de casa, no próprio ritmo e com a própria playlist.
O movimento não é passageiro. Segundo pesquisas mais recentes, existem 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa no país, 79% deles via fibra óptica. A infraestrutura de conexão alcançou uma capilaridade social que transforma o comportamento cotidiano de forma estrutural.
Dados também apontam que o streaming já está presente em aproximadamente 32 milhões de lares brasileiros, número que coloca o país entre os maiores mercados de entretenimento digital do mundo. A qualidade da conexão deixou de ser um detalhe técnico e passou a ser condição para que esses momentos funcionem.
“A internet deixou de ser só utilitária. Ela virou palco de momentos. Quando, por exemplo, um casal decide passar o Dia dos Namorados em casa assistindo a uma série, a conexão precisa ser invisível, qualquer travamento quebra o momento”, afirma Fabrício Kameyama, CEO da Weclix.
Dentro de casa, juntos e conectados
Maratonas combinadas, playlists compartilhadas, games cooperativos e filmes escolhidos a dois compõem um novo repertório afetivo que depende diretamente da estabilidade e da velocidade da conexão doméstica. O entretenimento em casa deixou de ser uma segunda opção e passou a ser uma escolha deliberada, especialmente entre casais que valorizam a convivência no próprio ambiente, sem abrir mão de experiências de qualidade.
O inverno reforça, também, esse comportamento. O frio naturalmente aumenta o tempo dentro de casa e, com ele, a demanda por conexões que suportem múltiplos dispositivos simultâneos, alta resolução e sem interrupções. Para provedores de internet, esse período representa tanto um pico de uso quanto uma oportunidade de mostrar o valor real da infraestrutura que entregam.
“Quando a conexão funciona bem, a preocupação some. O casal não pensa na internet, pensa no filme, na série, no momento. Esse é o padrão que buscamos entregar: uma experiência tão estável que se torna invisível”, completa Kameyama.
A mudança aponta para uma questão que vai além do entretenimento: como a infraestrutura digital dentro do lar está redefinindo o que significa estar junto e por que a qualidade dessa conexão nunca foi tão central para a vida cotidiana.
Sobre a Weclix
A Weclix é uma provedora de internet e tecnologia com atuação em Ribeirão Preto e região, oferecendo soluções de conectividade para clientes residenciais e corporativos. Com foco em inovação, performance e experiência digital, a empresa investe em infraestrutura, relacionamento e iniciativas que aproximam a marca dos diferentes públicos com os quais se conecta.
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a vida de Da Cunha em videogame
Unir a trajetória real de um parlamentar com a linguagem dos videogames parece uma tarefa ambiciosa, mas é exatamente o que faz “Da Cunha: O Caminho do Guerreiro”, um jogo independente brasileiro que acaba de ser lançado gratuitamente para navegador. A obra percorre, em cinco capítulos interativos, a vida do deputado federal Delegado Da Cunha, desde os tatames da Baixada Santista até os corredores do Congresso Nacional — e ainda avança para um futuro distópico, onde a luta pela justiça se reinventa. A produção já chama a atenção pela originalidade com que mistura gêneros e narrativa.
Do judô ao quartel: os dois primeiros atos
A primeira fase coloca o jogador em um dojô, controlando o próprio Da Cunha criança em um combate de judô. Usando os botões de defesa e ataque, é preciso aplicar a disciplina que o esporte ensina: esperar o momento certo para bloquear e contra-atacar. Cada vitória desbloqueia uma nova página da biografia, revelando desde a infância humilde em Santos até a frustração de ver o sonho olímpico escapar por um erro administrativo no quartel.
O segundo capítulo transpõe essa mesma disciplina para o ambiente militar. Em uma fase de plataforma com obstáculos, o jogador precisa correr, saltar e se equilibrar por cenários do 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), onde Da Cunha serviu como oficial temporário por oito anos. Lembrando Pitfall, ele pula sobre arames farpados, jacarés e pântanos como desafios de habilidade.
Patrulhando a Zona Leste de São Paulo
O terceiro ato muda completamente de tom. No comando de uma viatura com visão aérea, o jogador patrulha a Zona Leste de São Paulo em uma mecânica que lembra o primeiro “Grand Theft Auto”, mas com uma diferença crucial: aqui, se está do lado da lei. Sob as ordens do Delegado Da Cunha — que se comunica por rádio ao longo da missão —, é preciso interceptar veículos suspeitos usando manobras táticas e o uso inteligente da sirene.
“Queríamos resgatar a nostalgia do gênero top-down, mas subvertendo a lógica da violência. Não há armas de fogo. O jogador precisa imobilizar os criminosos pela condução, e o acionamento da sirene tem um papel estratégico: ligada, ela imobiliza os inimigos próximos e afasta civis, mas alerta os bandidos; desligada, permite uma aproximação furtiva”, explica a equipe de desenvolvimento.
A progressão da fase reflete a ascensão na carreira policial: começa-se enfrentando olheiros do tráfico e “aviõezinhos”, passando pelos gerentes do crime organizado e culminando na captura do líder da organização. Ao final, a mensagem de rádio de Da Cunha resume o espírito da missão: “Agora vamos mudar a lei em Brasília pra ele continuar preso”.
A batalha parlamentar: o plenário como campo de guerra
O quarto capítulo é também um dos mais surpreendentes. Quando a história atinge a esfera política, o jogo se transforma em um “tower defense” (defesa de território) ambientado no Congresso Nacional. O objetivo é aprovar o Projeto de Lei 3780/2023 — um PL real, que propõe o endurecimento das penas para roubos e furtos — enquanto ondas de inimigos simbólicos tentam desidratar a proposta.
A mecânica é uma metáfora precisa do processo legislativo. O jogador constrói “torres” que representam estratégias reais de atuação parlamentar: a “Argumentação Jurídica” dispara citações e jurisprudências contra as divergências; a “Mobilização Popular” gera dano em área, simulando a pressão das redes sociais; e os “Dados Técnicos” causam impacto massivo, como um estudo comparado que convence os indecisos.
Os adversários também são figurativos: “Divergências” são oponentes comuns, “Obstruções” são requerimentos que atrasam a tramitação, e os temidos “Chefes de Emenda” tentam suprimir trechos inteiros do projeto, reduzindo a eficácia da lei. Para vencer, é preciso gerenciar recursos limitados e evoluir as torres ao longo de 15 ondas — uma alusão às sucessivas comissões pelas quais um projeto precisa passar até chegar à votação em plenário.
“O jogo foi pensado para ser divertido e nostálgico, mas também para mostrar, de forma prática e intuitiva, como funciona o complexo percurso de uma lei no Brasil. O jogador se diverte defendendo o PL e, no processo, entende o que é uma emenda supressiva ou um pedido de vista”, comenta a equipe.
O clímax futurista: a derrubada do veto
A jornada não termina no Plenário. Em um quinto capítulo inesperado, liberado somente após jogar as outras fases, o jogador é transportado para um futuro distópico, onde Da Cunha — agora uma espécie de combatente da resistência — pilota uma nave espacial para destruir as torres do lobby e derrotar o “Grande Veto” presidencial. A fase mistura ação frenética com simbolismo: cada projétil disparado representa um voto, cada torre destruída é um argumento vencido, e o tempo limitado impõe a urgência da articulação política.
A transição do cenário político para a ficção científica não é arbitrária; ela traduz visualmente a ideia de que a luta contra a impunidade é contínua e exige reinvenção. Ao derrotar o veto, o jogador assiste à promulgação da Lei 15.397/2026, e o jogo se encerra com uma lista detalhada das penas endurecidas — uma forma de mostrar que cada decisão na Câmara tem impacto direto na vida das pessoas.
Uma biografia interativa, gratuita e multiplataforma
Com visual em pixel art e trilha sonora original, “Da Cunha: O Caminho do Guerreiro” está disponível gratuitamente para computadores e dispositivos móveis, diretamente no navegador. O jogo não requer instalação e pode ser acessado em qualquer aparelho com conexão à internet.
Ao unir a trajetória pessoal de um parlamentar com a linguagem dos games, o projeto aponta para uma nova forma de comunicação política — uma em que o eleitor não apenas lê sobre as leis, mas as defende com as próprias mãos.
Sobre o Jogo:
– Título: Da Cunha: O Caminho do Guerreiro
– Plataforma: Web (HTML5 / PC e Mobile)
– Gênero: Luta / Plataforma / Ação Top-Down / Tower Defense / Shoot’em up
– Preço: Gratuito
– Acesse: http://delegadodacunha.com/jogo
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