Mato Grosso
ALMT homenageia grupo Amigos Solidários pelos 14 anos de atuação em Cuiabá e VG
Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou, durante sessão especial, nesta terça-feira (30), o grupo Amigos Solidários pelos 14 anos de atuação voluntária em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social, em Cuiabá e Várzea Grande. A solenidade foi requerida pelo deputado Eduardo Botelho (MDB) e realizada no auditório Milton Figueiredo, na sede do Parlamento.
O parlamentar destacou o impacto social das ações desenvolvidas pelo grupo, formado por cerca de 60 integrantes, que promove atividades beneficentes em comunidades, escolas, instituições e lares de idosos. Segundo Botelho, além de doações, os voluntários levam acolhimento, respeito, dignidade e esperança.
“Hoje, ao concedermos estas moções de aplausos, reconhecemos não apenas o tempo de existência do grupo Amigos Solidários, mas, sobretudo, o impacto transformador de suas ações na vida de centenas de pessoas ao longo desses anos. O grupo é um exemplo inspirador de que a solidariedade continua sendo uma das mais nobres expressões da cidadania”, declarou o deputado.
Paulete Rose da Costa, uma das voluntárias homenageadas, explicou que o nome escolhido para o projeto não foi por acaso. Segundo ela, os integrantes mantêm uma relação de amizade há muitos anos e decidiram se unir para promover ações solidárias. “Somos amigos há muito tempo. Alguns estudaram juntos”, contou.
A coordenadora do grupo, Andréa Zattar, explicou que as atividades são realizadas com recursos doados pelos próprios membros do grupo, familiares, amigos e vizinhos. Antes de cada iniciativa, os voluntários visitam o local e conhecem a realidade da comunidade para organizar atividades de acordo com suas necessidades.
“Receber esse reconhecimento da Assembleia Legislativa é motivo de muita alegria. Sempre fizemos esse trabalho com amor e sem qualquer pretensão. Procuramos atuar justamente em lugares que ainda recebem pouca assistência para levar amor, carinho, alegria e realizar sonhos. Nosso objetivo é transformar vidas e criar memórias afetivas felizes”, ressaltou.
O jornalista Jota Passarinho, que integra a equipe de voluntários, também destacou a importância da homenagem recebida pelo Parlamento estadual. “Esse reconhecimento é muito importante porque fortalece e incentiva ainda mais o nosso trabalho em prol das pessoas, principalmente de crianças, idosos e mulheres”, declarou.
Além das atividades beneficentes, membros do Amigos Solidários também mantêm o podcast Conexão Materna, que tem como objetivo informar, conscientizar e orientar a população sobre violência doméstica e violência contra crianças, além de incentivar denúncias e oferecer um espaço de acolhimento às vítimas. “É muito importante denunciar, para que a mulher não enfrente essa situação sozinha e tenha acesso a uma rede de apoio”, frisou Mirian Marques, uma das apresentadoras do programa.
Confira a lista de homenageados:
1. Ademar Santana Franco
2. Amil Antonio Silva
3. Ana Paula Cardoso
4. Andréa Maria Zattar
5. Anésio Ruiz Júnior
6. Antonio José Fernandes
7. Byanor Bernard Britzke
8. Cássia Fabiane dos Santos Souza
9. Claudia Marcia de Almeida Neves
10. Cristina Campos
11. Dario Scherner
12. Edivaldo Oliveira
13. Fernanda Araújo Rocha Oliveira
14. Flávio de Matos Neto
15. Freide da Costa Figueiredo
16. Gerson Silva
17. Higino Souza de Pinho
18. Hugo Victor Teixeira dos Reis
19. Jean Gusmão dos Reis
20. Jocicleide Maria de Arruda Aiko
21. José Aparecido Da Silva
22. Juscileny Siqueira Campos Ferlete
23. Liane de Lima Batista Viana
24. Luciano Pedroso de Jesus
25. Luciano Rozario da Costa
26. Luiz Henrique Petterle
27. Maria de Fátima Fernandes
28. Marilda Fátima Giraldelli
29. Mário de Souza Silva
30. Marisa Alexandra Dias Coelho
31. Mauro César G. Benites
32. Mirian Elisabeth Nascimento Marques
33. Paulette Rose da Costa
34. Rosemeire Maria Dias Velasco
35. Rosilene Ribeiro de França
36. Sandra Pinto de Moraes
37. Sidney Moreira de Alencar
38. Silvana da Silva Rezende
39. Zuleide Nunes Teixeira
Mato Grosso
Enchentes de 2024 no RS atingiram mais de 2,3 milhões de domicílios
Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), divulgada nesta quarta-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as chuvas atingiram 6.333.727 moradores no estado . Nas áreas que sofreram mais impactos, o número estimado de domicílios com estragos chegou a 2.328.093.
Os números foram calculados com base na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios depois das inundações.
A pesquisa mostra também que 55,5% dos moradores relataram que seus domicílios sofreram algum tipo de dano na estrutura após as enchentes. Entre as ocorrências causadas pela tragédia ambiental, dos 2.047.938 domicílios (88%) o fornecimento de água (66,3%), de luz (66,3%) e de internet (61,5%) foram os mais afetados.
Também em consequência dos efeitos das inundações, 67,5% dos entrevistados revelaram que tiveram a saúde abalada.
A pesquisa foi feita em 133 municípios.
Conforme os indicadores, que apontaram a gravidade das consequências do evento climático, 81.272 domicílios (3,5%) foram avaliados como destruídos e 190.253 (8,2%) como muito danificados.
“Essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios”, informa o IBGE.
Quando as perguntas se referiam aos reflexos do evento ambiental nos bairros e arredores, o tipo de impacto mais apontado (62,3%) foi a existência de ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas, tendo na sequência o acúmulo de lixo e outros resíduos (56,3%); domicílios danificados, destruídos, inundados ou ilhados (54,1%) e interrupção de iluminação pública (53,9%).
Ainda entre os domicílios que relataram impacto nas redondezas, os percentuais dos avaliados com algum dano na estrutura física atingiram índices acima de 67% para todas as ocorrências.
Mudança
Depois do desastre climático, 14,6% das pessoas (922.233) mudaram de endereço. O motivo, em 37,9% (349.366) dos que trocaram de moradia, foi as enchentes.
Entre os que trocaram de moradia após as enchentes, 71,6% viviam em domicílios nos quais foram notados danos na estrutura em consequência das enxurradas. No grupo, segundo a pesquisa, 28,3% da renda dos domicílios era de até R$ 2 mil.
“Esses dados indicam uma concentração de moradores que mudaram de endereço após as fortes chuvas nesses baixos rendimentos, uma vez que na distribuição de renda do total da população, correspondiam a 24,0%”, aponta a pesquisa.
De acordo com o IBGE, no total estimado de moradores na área da pesquisa, 24,9% moravam em domicílios nas quais as condições gerais de vida quando foi feita a coleta de dados eram inferiores às que tinham antes das enchentes.
O percentual é maior que o daqueles que moravam em domicílios em que foram verificadas melhorias (17,3%). A maioria dos moradores (56,5%), no entanto, teve a percepção de que a qualidade de vida permaneceu a mesma.
“Considerando que a atratividade para a resposta neutra é uma característica observada em pesquisas que têm por objetivo captar pontos de vista subjetivos, possui valor analítico importante a prevalência da sensação de piora reportada”, explica o IBGE.
Precaução
Os moradores que declararam conhecimento sobre ações preventivas adotadas para reduzir os efeitos de futuras enchentes somaram 2.438.297 (38,5%).
Em resposta à satisfação com os trabalhos de recuperação feitos nas áreas atingidas pelas enchentes, 41% dos moradores (2.594.761) se mostraram favoráveis a essas providências.
“Esses resultados sugerem a necessidade de uma comunicação mais efetiva com a população, tanto para informar as medidas quanto para aproximá-las dos anseios das pessoas afetadas pelo evento climático”, observou o IBGE.
A análise da renda domiciliar mensal dos moradores durante as inundações indicou que 66,8% do total (4.231 602) estavam concentrados na faixa de até R$ 5 mil.
Nas respostas relacionadas ao sexo de nascimento, 51,9% das pessoas declararam-se do sexo feminino e 48,1% do masculino. Na variável cor ou raça, a maior parte (78,5%) é branca, seguida da parda (14,3%). Os moradores que se declararam pretos chegaram a 6,7%.
Na classificação etária das áreas da pesquisa, o percentual de moradores com até 15 anos de idade (19,5%) ficou próximo ao daqueles que tinham mais de 60 anos (20%).
Do total de moradores pesquisados, 1.822.001 (28,8%) relataram ter concluído o ensino médio ou tinham superior incompleto.
Reflexos sociais
Pelo menos um morador dos domicílios afetados pelas enchentes sofreu efeitos na sua vida pessoal. Os maiores percentuais são relacionados à saúde mental abalada (67,5%); interrupções na vida social ou no convívio com família ou amigos (58,4%) e a dificuldade no deslocamento para trabalho, escola ou creche (57,3%).
Ao responderem se algum integrante de famílias desabrigadas em função das enxurradas recebeu, entre abril e maio de 2024, a transferência do auxílio financeiro pago por ente público, 484.221 domicílios reportaram ter acessado a ajuda por ao menos um morador, o que corresponde 20,8% do total.
Conforme o rendimento das moradias beneficiárias, 52,9% estavam na classe de até R$ 3 mil.
“Cabe ressaltar que nos domicílios em que houve o pagamento do auxílio financeiro público e que foi avaliado com algum dano na estrutura, a proporção atingiu 88,7%”, mostra a pesquisa.
Pelo menos um morador de 196.293 domicílios (8,4%) precisou de atendimento médico por causa das chuvas fortes e 56,1% tinham rendimentos de até R$ 3 mil. “Evidenciando concentração nas classes menos favorecidas”, diz o IBGE.
Acesso
Os domicílios que ficaram sem condição de serem acessados, atingiram 652.107. Nesse total, os que tinham rendimento de até R$ 3 mil eram 55,2%.
Nos resgates, os principais meios de transportes utilizados foram o aquático (70%) e o terrestre (34,6%).
Os voluntários foram a maioria absoluta dos agentes que atenderam os domicílios (74,9%), seguidos dos órgãos oficiais como Bombeiros, Forças Armadas, Defesa Civil entre outros, com 35,4%.
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