Mato Grosso
Rodoviários do Rio têm audiência de conciliação na Justiça do Trabalho
Mato Grosso
A greve dos rodoviários do município do Rio entra nesta terça-feira (30) em seu segundo dia. A falta de ônibus provocou um caos na cidade, com pessoas aguardando por mais de uma hora nas filas nos terminais rodoviários. Muitos foram obrigados a desistir e procurar os trens urbanos e metrô para chegar ao local de trabalho. O transporte por aplicativo funcionou em alguns horários com tarifa dinâmica, com custo mais alto para o trabalhador.
Uma audiência de mediação do dissídio coletivo para tentar encerrar a paralisação está marcado para as 11h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O Sindicato dos Rodoviários já convocou a categoria para uma assembleia, na porta do tribunal, meia hora após o fim da audiência. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, espera fechar um acordo com os patrões.
O TRT julgou a greve legal, mas determinou a operação mínima de 50% dos coletivos das empresas, sob pena de multa de R$ 50 mil aos sindicatos . O Rio Ônibus, sindicato patronal, informou que ônibus foram vandalizados. O diretor de Comunicação do sindicato, Paulo Valente, disse que “ao menos 40 ônibus foram depredados durante a madrugada ao deixar as garagens”. Valente esclareceu que, ao longo da manhã, 870 ônibus deixaram as garagens para os terminais.
No total, 1.800 coletivos teriam de circular, ou seja, 50% da frota, de acordo com a determinação da Justiça do Trabalho.
De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, os trens urbanos, as barcas e a concessionária Metrô Rio operaram com esquema especial para atender parte dos usuários dos ônibus urbanos.
Mato Grosso
Enchentes de 2024 no RS atingiram mais de 2,3 milhões de domicílios
Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), divulgada nesta quarta-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as chuvas atingiram 6.333.727 moradores no estado . Nas áreas que sofreram mais impactos, o número estimado de domicílios com estragos chegou a 2.328.093.
Os números foram calculados com base na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios depois das inundações.
A pesquisa mostra também que 55,5% dos moradores relataram que seus domicílios sofreram algum tipo de dano na estrutura após as enchentes. Entre as ocorrências causadas pela tragédia ambiental, dos 2.047.938 domicílios (88%) o fornecimento de água (66,3%), de luz (66,3%) e de internet (61,5%) foram os mais afetados.
Também em consequência dos efeitos das inundações, 67,5% dos entrevistados revelaram que tiveram a saúde abalada.
A pesquisa foi feita em 133 municípios.
Conforme os indicadores, que apontaram a gravidade das consequências do evento climático, 81.272 domicílios (3,5%) foram avaliados como destruídos e 190.253 (8,2%) como muito danificados.
“Essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios”, informa o IBGE.
Quando as perguntas se referiam aos reflexos do evento ambiental nos bairros e arredores, o tipo de impacto mais apontado (62,3%) foi a existência de ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas, tendo na sequência o acúmulo de lixo e outros resíduos (56,3%); domicílios danificados, destruídos, inundados ou ilhados (54,1%) e interrupção de iluminação pública (53,9%).
Ainda entre os domicílios que relataram impacto nas redondezas, os percentuais dos avaliados com algum dano na estrutura física atingiram índices acima de 67% para todas as ocorrências.
Mudança
Depois do desastre climático, 14,6% das pessoas (922.233) mudaram de endereço. O motivo, em 37,9% (349.366) dos que trocaram de moradia, foi as enchentes.
Entre os que trocaram de moradia após as enchentes, 71,6% viviam em domicílios nos quais foram notados danos na estrutura em consequência das enxurradas. No grupo, segundo a pesquisa, 28,3% da renda dos domicílios era de até R$ 2 mil.
“Esses dados indicam uma concentração de moradores que mudaram de endereço após as fortes chuvas nesses baixos rendimentos, uma vez que na distribuição de renda do total da população, correspondiam a 24,0%”, aponta a pesquisa.
De acordo com o IBGE, no total estimado de moradores na área da pesquisa, 24,9% moravam em domicílios nas quais as condições gerais de vida quando foi feita a coleta de dados eram inferiores às que tinham antes das enchentes.
O percentual é maior que o daqueles que moravam em domicílios em que foram verificadas melhorias (17,3%). A maioria dos moradores (56,5%), no entanto, teve a percepção de que a qualidade de vida permaneceu a mesma.
“Considerando que a atratividade para a resposta neutra é uma característica observada em pesquisas que têm por objetivo captar pontos de vista subjetivos, possui valor analítico importante a prevalência da sensação de piora reportada”, explica o IBGE.
Precaução
Os moradores que declararam conhecimento sobre ações preventivas adotadas para reduzir os efeitos de futuras enchentes somaram 2.438.297 (38,5%).
Em resposta à satisfação com os trabalhos de recuperação feitos nas áreas atingidas pelas enchentes, 41% dos moradores (2.594.761) se mostraram favoráveis a essas providências.
“Esses resultados sugerem a necessidade de uma comunicação mais efetiva com a população, tanto para informar as medidas quanto para aproximá-las dos anseios das pessoas afetadas pelo evento climático”, observou o IBGE.
A análise da renda domiciliar mensal dos moradores durante as inundações indicou que 66,8% do total (4.231 602) estavam concentrados na faixa de até R$ 5 mil.
Nas respostas relacionadas ao sexo de nascimento, 51,9% das pessoas declararam-se do sexo feminino e 48,1% do masculino. Na variável cor ou raça, a maior parte (78,5%) é branca, seguida da parda (14,3%). Os moradores que se declararam pretos chegaram a 6,7%.
Na classificação etária das áreas da pesquisa, o percentual de moradores com até 15 anos de idade (19,5%) ficou próximo ao daqueles que tinham mais de 60 anos (20%).
Do total de moradores pesquisados, 1.822.001 (28,8%) relataram ter concluído o ensino médio ou tinham superior incompleto.
Reflexos sociais
Pelo menos um morador dos domicílios afetados pelas enchentes sofreu efeitos na sua vida pessoal. Os maiores percentuais são relacionados à saúde mental abalada (67,5%); interrupções na vida social ou no convívio com família ou amigos (58,4%) e a dificuldade no deslocamento para trabalho, escola ou creche (57,3%).
Ao responderem se algum integrante de famílias desabrigadas em função das enxurradas recebeu, entre abril e maio de 2024, a transferência do auxílio financeiro pago por ente público, 484.221 domicílios reportaram ter acessado a ajuda por ao menos um morador, o que corresponde 20,8% do total.
Conforme o rendimento das moradias beneficiárias, 52,9% estavam na classe de até R$ 3 mil.
“Cabe ressaltar que nos domicílios em que houve o pagamento do auxílio financeiro público e que foi avaliado com algum dano na estrutura, a proporção atingiu 88,7%”, mostra a pesquisa.
Pelo menos um morador de 196.293 domicílios (8,4%) precisou de atendimento médico por causa das chuvas fortes e 56,1% tinham rendimentos de até R$ 3 mil. “Evidenciando concentração nas classes menos favorecidas”, diz o IBGE.
Acesso
Os domicílios que ficaram sem condição de serem acessados, atingiram 652.107. Nesse total, os que tinham rendimento de até R$ 3 mil eram 55,2%.
Nos resgates, os principais meios de transportes utilizados foram o aquático (70%) e o terrestre (34,6%).
Os voluntários foram a maioria absoluta dos agentes que atenderam os domicílios (74,9%), seguidos dos órgãos oficiais como Bombeiros, Forças Armadas, Defesa Civil entre outros, com 35,4%.
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