Mato Grosso
Secretaria da Mulher lança curso de Unhas em Gel para 300 mulheres em Cuiabá
Mato Grosso
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher (SMM), lançou o Curso de Capacitação Profissional de Unhas em Gel, que integra a Escola da Mulher. A iniciativa vai qualificar 300 mulheres para o mercado da beleza, com foco na geração de renda, autonomia financeira e empreendedorismo. O lançamento ocorreu nesta terça-feira (30), no auditório da sede das Promotorias de Justiça da Capital.
De acordo com a secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, o projeto recebeu recursos de emenda parlamentar da deputada federal Coronel Fernanda. A iniciativa vai além do ensino da técnica e prepara as alunas para empreender com segurança. Além da qualificação técnica, cada participante receberá um kit profissional para iniciar a atuação na área.
“Hoje estamos reunindo mais de 300 mulheres para que tenham qualificação e oportunidade de emprego. Essa mulher sairá, ao fim do curso, com seu kit e já poderá ser inserida no mercado de trabalho. Mas, antes de chegar lá, ela passará por uma série de cursos e treinamentos envolvendo educação financeira, como definir o preço do seu produto e utilizar o Instagram para divulgá-lo. Enfim, será uma série de cursos e oportunidades para que ela, de fato, consiga empreender”, afirmou.
Durante a formação, as alunas também terão acesso a conteúdos voltados ao empreendedorismo feminino, formalização como Microempreendedora Individual (MEI), precificação, marketing e divulgação, atendimento ao cliente, organização financeira, postura profissional e inteligência emocional.
A deputada federal Coronel Fernanda ressaltou que a emenda parlamentar destinada ao município fortalece as políticas públicas voltadas às mulheres e amplia as oportunidades de independência financeira.
“A mulher que recebe uma qualificação tem a oportunidade de ser dona da própria vida. Ela passa a ter recursos para se manter, melhorar a qualidade de vida da sua família e a sua própria. Muitas mulheres ainda enfrentam situações difíceis por falta de uma profissão. A profissão dá dignidade às mulheres”, destacou.
Entre as participantes estava Amanda Cristina, moradora do bairro Ribeirão da Ponte e mãe de duas meninas. Ela contou que acompanhava as ações da Secretaria da Mulher e viu no curso a oportunidade de transformar um conhecimento informal em profissão.
“Eu fiquei sabendo do curso pesquisando mesmo, porque já conheço a Secretaria da Mulher e sempre acompanho para ver se há algum curso disponível. Estou muito ansiosa. Já faço as unhas das minhas tias, mas nunca trabalhei profissionalmente. Agora pretendo empreender e acredito que vai dar certo. Quero agradecer à Secretaria da Mulher e à Prefeitura de Cuiabá por essa oportunidade que está proporcionando a cada uma de nós, mulheres”, afirmou Amanda Cristina.
A programação de lançamento contou ainda com apresentação musical do projeto Cuiabá Sonoro, com a dupla Eduardo Mata e Karol Bataioli, que recepcionou as participantes. O evento também teve a presença do secretário-adjunto de Relações Comunitárias, Amarildo Batista, que contribui com o projeto ao indicar os bairros com maior demanda pelos cursos.
Além disso, o público acompanhou a palestra da hipnoterapeuta Greyzi D’Ütra, com o tema “Quem é a Mulher que Habita em Você”.
Durante o evento, as participantes efetivaram a matrícula, preenchendo todas as vagas disponíveis. As turmas serão organizadas por regiões de Cuiabá, priorizando a proximidade da residência das participantes. A distribuição respeitará a disponibilidade de vagas, a ordem de inscrição e os horários escolhidos, facilitando o acesso à capacitação.
Interessadas em integrar o cadastro de reserva podem obter informações pelos telefones (65) 3324-4650 e (65) 99917-7739, da Secretaria Municipal da Mulher.
Mato Grosso
Enchentes de 2024 no RS atingiram mais de 2,3 milhões de domicílios
Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), divulgada nesta quarta-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as chuvas atingiram 6.333.727 moradores no estado . Nas áreas que sofreram mais impactos, o número estimado de domicílios com estragos chegou a 2.328.093.
Os números foram calculados com base na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios depois das inundações.
A pesquisa mostra também que 55,5% dos moradores relataram que seus domicílios sofreram algum tipo de dano na estrutura após as enchentes. Entre as ocorrências causadas pela tragédia ambiental, dos 2.047.938 domicílios (88%) o fornecimento de água (66,3%), de luz (66,3%) e de internet (61,5%) foram os mais afetados.
Também em consequência dos efeitos das inundações, 67,5% dos entrevistados revelaram que tiveram a saúde abalada.
A pesquisa foi feita em 133 municípios.
Conforme os indicadores, que apontaram a gravidade das consequências do evento climático, 81.272 domicílios (3,5%) foram avaliados como destruídos e 190.253 (8,2%) como muito danificados.
“Essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios”, informa o IBGE.
Quando as perguntas se referiam aos reflexos do evento ambiental nos bairros e arredores, o tipo de impacto mais apontado (62,3%) foi a existência de ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas, tendo na sequência o acúmulo de lixo e outros resíduos (56,3%); domicílios danificados, destruídos, inundados ou ilhados (54,1%) e interrupção de iluminação pública (53,9%).
Ainda entre os domicílios que relataram impacto nas redondezas, os percentuais dos avaliados com algum dano na estrutura física atingiram índices acima de 67% para todas as ocorrências.
Mudança
Depois do desastre climático, 14,6% das pessoas (922.233) mudaram de endereço. O motivo, em 37,9% (349.366) dos que trocaram de moradia, foi as enchentes.
Entre os que trocaram de moradia após as enchentes, 71,6% viviam em domicílios nos quais foram notados danos na estrutura em consequência das enxurradas. No grupo, segundo a pesquisa, 28,3% da renda dos domicílios era de até R$ 2 mil.
“Esses dados indicam uma concentração de moradores que mudaram de endereço após as fortes chuvas nesses baixos rendimentos, uma vez que na distribuição de renda do total da população, correspondiam a 24,0%”, aponta a pesquisa.
De acordo com o IBGE, no total estimado de moradores na área da pesquisa, 24,9% moravam em domicílios nas quais as condições gerais de vida quando foi feita a coleta de dados eram inferiores às que tinham antes das enchentes.
O percentual é maior que o daqueles que moravam em domicílios em que foram verificadas melhorias (17,3%). A maioria dos moradores (56,5%), no entanto, teve a percepção de que a qualidade de vida permaneceu a mesma.
“Considerando que a atratividade para a resposta neutra é uma característica observada em pesquisas que têm por objetivo captar pontos de vista subjetivos, possui valor analítico importante a prevalência da sensação de piora reportada”, explica o IBGE.
Precaução
Os moradores que declararam conhecimento sobre ações preventivas adotadas para reduzir os efeitos de futuras enchentes somaram 2.438.297 (38,5%).
Em resposta à satisfação com os trabalhos de recuperação feitos nas áreas atingidas pelas enchentes, 41% dos moradores (2.594.761) se mostraram favoráveis a essas providências.
“Esses resultados sugerem a necessidade de uma comunicação mais efetiva com a população, tanto para informar as medidas quanto para aproximá-las dos anseios das pessoas afetadas pelo evento climático”, observou o IBGE.
A análise da renda domiciliar mensal dos moradores durante as inundações indicou que 66,8% do total (4.231 602) estavam concentrados na faixa de até R$ 5 mil.
Nas respostas relacionadas ao sexo de nascimento, 51,9% das pessoas declararam-se do sexo feminino e 48,1% do masculino. Na variável cor ou raça, a maior parte (78,5%) é branca, seguida da parda (14,3%). Os moradores que se declararam pretos chegaram a 6,7%.
Na classificação etária das áreas da pesquisa, o percentual de moradores com até 15 anos de idade (19,5%) ficou próximo ao daqueles que tinham mais de 60 anos (20%).
Do total de moradores pesquisados, 1.822.001 (28,8%) relataram ter concluído o ensino médio ou tinham superior incompleto.
Reflexos sociais
Pelo menos um morador dos domicílios afetados pelas enchentes sofreu efeitos na sua vida pessoal. Os maiores percentuais são relacionados à saúde mental abalada (67,5%); interrupções na vida social ou no convívio com família ou amigos (58,4%) e a dificuldade no deslocamento para trabalho, escola ou creche (57,3%).
Ao responderem se algum integrante de famílias desabrigadas em função das enxurradas recebeu, entre abril e maio de 2024, a transferência do auxílio financeiro pago por ente público, 484.221 domicílios reportaram ter acessado a ajuda por ao menos um morador, o que corresponde 20,8% do total.
Conforme o rendimento das moradias beneficiárias, 52,9% estavam na classe de até R$ 3 mil.
“Cabe ressaltar que nos domicílios em que houve o pagamento do auxílio financeiro público e que foi avaliado com algum dano na estrutura, a proporção atingiu 88,7%”, mostra a pesquisa.
Pelo menos um morador de 196.293 domicílios (8,4%) precisou de atendimento médico por causa das chuvas fortes e 56,1% tinham rendimentos de até R$ 3 mil. “Evidenciando concentração nas classes menos favorecidas”, diz o IBGE.
Acesso
Os domicílios que ficaram sem condição de serem acessados, atingiram 652.107. Nesse total, os que tinham rendimento de até R$ 3 mil eram 55,2%.
Nos resgates, os principais meios de transportes utilizados foram o aquático (70%) e o terrestre (34,6%).
Os voluntários foram a maioria absoluta dos agentes que atenderam os domicílios (74,9%), seguidos dos órgãos oficiais como Bombeiros, Forças Armadas, Defesa Civil entre outros, com 35,4%.
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