Economia
Super El Niño exige cidades mais preparadas
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A agência climática dos Estados Unidos (NOAA) confirmou oficialmente o retorno do El Niño e elevou o monitoramento para nível de alerta. A expectativa é que o fenômeno ganhe força ao longo do segundo semestre, com pico entre a primavera e o verão. No Brasil, uma nota técnica conjunta de INPE, INMET, Funceme e Censipam aponta alta probabilidade de redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste – com ondas de calor e rebaixamento dos níveis dos rios – e de aumento de precipitação na Região Sul. É um fenômeno de dois sinais opostos e simultâneos: falta de água em um extremo do país, excesso no outro.
Diante desse cenário, a Aegea – companhia de saneamento com operações que vão da Amazônia ao Rio Grande do Sul – trabalha com uma premissa simples: preparação para evento climático se prova com obra concluída e plano dimensionado por território.
Em Manaus, a antecipação já é prática operacional que vem sendo adotada nos períodos de estiagem desde 2023. Três bombas anfíbias foram incorporadas ao sistema de produção de água e instaladas antes de o Rio Negro atingir níveis críticos, dimensionadas para cenários de seca severa. Juntas, acrescentam mais de 120 milhões de litros por dia à capacidade de produção da cidade — volume suficiente para abastecer diariamente cerca de 240 mil caixas d’água de 500 litros. A medida se soma ao rebaixamento de 14 bombas de captação, concluído em 2024, que ampliou em cerca de 25% a capacidade de captação da capital e permitiu buscar água em pontos mais profundos do rio durante a maior estiagem registrada na Amazônia em 120 anos — mantendo a operação do sistema de captação mesmo nos níveis mais baixos já medidos.
No semiárido, a lógica é agir sobre a escassez antes que ela se agrave. No território da Serra da Capivara, no Piauí, a companhia concluiu em abril o Sistema Serra Vermelha, implantado em cerca de 45 dias em região de escassez hídrica histórica e alta complexidade geológica — com a perfuração de poços profundos, a instalação de Estações de Tratamento de Água compactas e mais de três quilômetros de adutora que o integram ao Sistema Serra Branca. As intervenções passaram a assegurar oferta de mais de 387 mil litros de água potável por hora aos 13 municípios da região.
A companhia conhece o custo de um evento extremo porque atravessou o pior deles. Nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, 236 dos 317 municípios atendidos pela Corsan, sob gestão da Aegea, decretaram estado de emergência. A resposta mobilizou mais de 1.000 colaboradores em força-tarefa com as Forças Armadas, a Defesa Civil e o Governo do Estado: 65 das 67 estruturas severamente danificadas foram recuperadas em até 12 dias, e todos os municípios voltaram a operar plenamente em menos de um mês. Os imóveis atingidos receberam isenção de dois meses nas contas de água e esgoto – e de até seis meses para beneficiários da Tarifa Social.
O aprendizado foi convertido em um plano de resiliência climática – realocação de estações para áreas menos vulneráveis, reforço de instalações com muros de contenção e elevação de equipamentos, perfuração de poços e novas adutoras para manobra de água entre sistemas – que aplica ao Sul o mesmo princípio de redundância já em operação em Manaus e no Piauí.
“Os desafios da Amazônia são diferentes dos desafios do semiárido, mas isso não pode ser uma barreira para levar água à população. Além das características próprias de cada região, precisamos nos preparar para uma realidade em que eventos climáticos extremos tendem a ser cada vez mais frequentes. Planejamento, capacidade de investimento e relacionamento para atuar nos mais diversos territórios são fundamentais para enfrentar esse desafio”, afirma o vice-presidente da Aegea no Norte e Nordeste, Renato Medicis.
A companhia adota como diretriz o que descreve como prudência operacional: nenhuma infraestrutura elimina o risco de um evento extremo — e não é isso que se promete. O compromisso assumido tem três camadas: planos de contingência dimensionados a partir dos cenários projetados pelos órgãos oficiais, obras críticas concluídas antes do pico do fenômeno e, caso o evento supere as projeções, velocidade de resposta para assegurar a continuidade do serviço prestado.
O monitoramento das projeções é contínuo: a Aegea acompanha os boletins do CPC/NOAA e dos órgãos brasileiros e ajusta os planos territoriais a cada atualização do prognóstico. Em um El Niño de dois sinais, preparação não é um estado: é um processo.
Sobre a Aegea
A Aegea atua por meio de ativos de saneamento em todas as regiões do País. Com um crescimento sustentável, a Companhia saltou de seis municípios atendidos em 2010 para mais de 890 em 2026, distribuídos em 15 estados, beneficiando mais de 39 milhões de pessoas. Em 2023, expandiu sua atuação para a disposição final de resíduos sólidos urbanos, reforçando sua atuação em desenvolver soluções integradas para os desafios ambientais brasileiros. A posição que a empresa ocupa e essa evolução foram possíveis devido ao modelo de negócio da Companhia, que tem como base eficiência e expertise operacional, disciplina financeira e o alinhamento aos princípios ESG. Para mais informações, basta acessar: http://www.aegea.com.br/
Economia
Greenplac MDF doa estande da ForMóbile 2026 à ONG Construide
A Greenplac MDF, indústria premiada nacional e internacionalmente no segmento de painéis de MDF, participa da ForMóbile 2026 com um estande de 300m² assinado pelo Estudio Brunato. Neste ano, como já é marca registrada da empresa, a estrutura não encerrará sua história na desmontagem do pavilhão. Todos os painéis de MDF utilizados no estande serão doados à ONG Construide, organização que desde 2017 constrói moradias dignas e permanentes para famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil.
A ação faz parte do programa contínuo de design circular consolidado pela Greenplac ao longo dos últimos anos, uma iniciativa que a empresa aplica de forma consecutiva a cada participação em grandes feiras do setor, transformando o descarte em oportunidade concreta de impacto social.
O compromisso é coordenado e fortalecido estrategicamente pela Fundação Nelly Jorge Colnaghi, braço ESG da holding Colpar Brasil, à qual pertence a Greenplac MDF e o modelo da ação já favoreceu instituições importantes como Instituto Resgatando Vidas (Gerando Falcões), Núcleo Social Tabea Diadema, ONG Construide, Projeto Mobília RS (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Passo Fundo), Associação Padre Leo Commissarri, Hospital Auxiliadora (Água Clara/MS), Projeto Leiturinha, Projeto Conecta Mães (São José do Rio Preto/SP).
A ONG que transforma paredes em dignidade
Fundada pelo arquiteto e empresário Bruno Bordón em 2017, após uma viagem missionária ao interior do Piauí, a Construide surgiu do encontro com a realidade precária de uma família e da convicção de que a arquitetura pode e deve ser colocada a serviço das pessoas mais vulneráveis. A ONG já impactou mais de 30 mil vidas, com 90 famílias atendidas, mais de 5.000 voluntários cadastrados e ações realizadas em outros estados e países.
A Construide padronizou projetos de casas em modelos de 21m², 26m², 34m² e 41m², desenvolvidos para atender diferentes estruturas familiares em qualquer região do Brasil, reduzindo custos e minimizando o desperdício de materiais na construção. Bruno Bordón foi reconhecido pela Forbes Under 30 em 2021 na categoria Terceiro Setor, e a ONG já levou sua atuação a estados como Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Sergipe, Goiás e Paraná, além de Moçambique, na África.
“A parceria com a Greenplac é uma relação baseada em confiança e via de encontro com nosso propósito que é capaz de mudar vidas. Podemos aproveitar o material que chega em pleno potencial de uso para as casas que construímos. E isso é transformador para a sociedade, de verdade”, afirma Bruno Bordón, fundador da Construide.
Design circular: uma força na contramão do desperdício
A indústria de eventos movimenta toneladas de materiais nobres por ano. Estandes, mobiliário, expositores e divisórias constroem ambientes completos com o que há de melhor e mais modernos que, em muitos casos, duram apenas quatro dias para depois serem descartados. A Greenplac decidiu romper com essa lógica há vários anos, fazendo da desmontagem o início de um novo ciclo, não o fim de um produto.
“Levamos muito a sério o design circular e, por isso, insistimos em manter ações como esta. Em um mundo marcado pelo desperdício, elas se tornam ainda mais necessárias e inspiradoras, pois valorizamos a história e o desenvolvimento dos nossos produtos. E mais uma vez reforçamos que para a Greenplac MDF, nada se perde, tudo se transforma”, destaca Lais Carelo, Gerente de Marketing da Greenplac.
O histórico da empresa demonstra que a consistência faz parte de sua atuação. Esta não é a primeira vez que Construide e Greenplac unem forças em torno desse propósito. Em edições anteriores da Expo Revestir e da Formobile, os estandes da marca, com áreas superiores a 160 m² e 300 m², foram integralmente doados à ONG, consolidando uma parceria que se fortalece e amplia seu impacto a cada edição.
ESG como compromisso, não como acessório
O programa de design circular da Greenplac integra a agenda ESG da holding Colpar Brasil, gerenciada pela Fundação Nelly Jorge Colnaghi. A ação na ForMóbile 2026 se soma a outros compromissos socioambientais da marca, como os programas de reflorestamento Flora Tietê e Flora MS, a parceria contínua com o Instituto Resgatando Vidas, parte do Grupo Gerando Falcões, e muitas outras iniciativas em desenvolvimento comunitário em Água Clara (MS), região onde a planta industrial da Greenplac está instalada.
O reconhecimento externo a essa trajetória veio com a conquista do Selo Better Stands Prata, programa da Informa Markets que tem como objetivo reduzir a gigantesca produção de lixo cenógráfico em feiras de negócios. O Selo Prata reconhece iniciativas concretas de redução de impacto e uso de materiais sustentáveis, atestando que a Greenplac não apenas cumpre normas ESG, mas lidera pelo exemplo dentro do setor.
“Tudo isso reforça o posicionamento estratégico da empresa, baseado no compromisso genuíno com toda a cadeia produtiva, que nasce nas florestas certificadas e sustentáveis e se concretiza em cada projeto acabado que passa pelas mãos de quem faz a marcenaria acontecer”, ressalta José Roberto Colnaghi, Presidente do Conselho Administração da Colpar Brasil.
Sobre a Greenplac MDF
Fundada em 2018, a Greenplac MDF é uma indústria de painéis de madeira pertencente à holding Colpar Brasil. Com planta industrial em Água Clara (MS), a marca combina tecnologia alemã, inovação, qualidade e compromisso socioambiental. Seus produtos foram reconhecidos em feiras e premiações nacionais e internacionais, incluindo Interzum (Alemanha), iF Design Award, DNA Paris Design Awards, Prêmio POPAI e ADC Awards. No âmbito ESG, a marca é detentora do Selo Better Stands Prata (Informa Markets), que reconhece iniciativas de redução de impacto e uso de materiais sustentáveis em feiras de negócios. Mais informações disponíveis no site greenplac.com.br.
Sobre a Fundação Nelly Jorge Colnaghi
Braço ESG da holding Colpar Brasil, a Fundação Nelly Jorge Colnaghi coordena e fortalece as ações de responsabilidade social, ambiental e de governança do grupo, garantindo que o compromisso com o impacto positivo seja estrutural e permanente em todas as empresas da holding. Para mais informações, basta acessar: http://fundacaocolnaghi.org.br/
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