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Encantos da Gastronomia: comissão que ajudará a escolher prato típico de Sinop é divulgada

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Sinop

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT) divulgou, na segunda-feira (28), as cinco integrantes da Comissão Julgadora do Encantos da Gastronomia – Edição Sinop. O grupo será responsável pela avaliação das receitas inscritas no projeto que vai escolher o prato típico oficial do município.  O Encantos da Gastronomia é realizado pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Senac-MT, em parceria com a Prefeitura de Sinop e a Câmara Municipal de Sinop.

A comissão reúne representantes de profissionais da gastronomia, alimentação e nutrição, comunicação, turismo e comunidade local. Integram o grupo Miriã Nobile, representante da área de Alimentação e Nutrição; Tânia Vezentin Fernandes, moradora de Sinop há 47 anos; Daniela Melhorança, jornalista local; Ariane Carvalho, chef de cozinha; e Leydiane Lima, representante do Conselho Municipal de Turismo de Sinop (Comtur).

A avaliação das receitas começa nesta quarta-feira (30) e segue até quinta-feira (1º), em Sinop. Conforme as regras previstas no edital, cada proposta será analisada com base em três critérios: originalidade, relevância cultural e criatividade.

Para a diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, o Encantos da Gastronomia contribui para a valorização da história e da culinária do município. “O Encantos da Gastronomia representa uma oportunidade para Sinop reconhecer, por meio da sua culinária, os sabores, as histórias e as diferentes culturas que fazem parte da formação do município. A participação de representantes de áreas distintas também permite que as receitas sejam avaliadas sob diferentes perspectivas, com atenção à identidade, à cultura e ao potencial turístico de cada proposta”, afirmou.

Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Sebastião Gonçalves, a diversidade de experiências reunidas na comissão contribui para que diferentes dimensões da identidade do município estejam presentes no processo de seleção. “A gastronomia preserva histórias, costumes e saberes que ajudam a construir a identidade de uma cidade. Por isso, reunimos diferentes olhares para reconhecer, entre as receitas inscritas, aquelas que carregam elementos da trajetória e da cultura de Sinop. O Encantos da Gastronomia é uma iniciativa que valoriza esse patrimônio e também fortalece o turismo, os empreendedores e toda a cadeia produtiva ligada ao setor”, disse.

Cinco olhares para a identidade de Sinop

A composição da comissão reúne diferentes perspectivas para a análise das receitas. Administradora de Empresas e licenciada em Biologia, Miriã Nobile é graduanda em Nutrição e possui experiência nas áreas de alimentação e saúde, com passagem pelo Restaurante Popular de Sinop e estágio em Unidade Básica de Saúde (UBS).

Tânia Vezentin Fernandes representa a perspectiva da memória e da vivência local. Moradora de Sinop há 47 anos, acompanhou as transformações do município, constituiu família na cidade e também dá continuidade ao legado do pai, Pedro Pepita, que deu origem ao nome do Hotel Pepita.

A jornalista Daniela Melhorança Bicalho Tomasella é formada pela Faculdade Cásper Líbero e especialista em Jornalismo Empresarial. Reside em Sinop desde 2003 e possui experiência em veículos de imprensa e assessorias. Também trabalhou por 17 anos na CDL Sinop e atualmente ocupa o cargo de diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), instituição que ajudou a fundar.

A área técnica da gastronomia será representada pela chef internacional e pâtissière Ariane Carvalho, formada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali-SC). Atualmente, atua como chef executiva do Nella Café e Bistrô e presta consultoria a empresas do segmento gastronômico.

Completa a comissão a arquiteta Leydiane Lima, com MBA em Gerenciamento de Obras e formação em Neuroarquitetura. Vice-presidente da ArqNorte e do Conselho Municipal de Turismo de Sinop (Comtur), ela acrescenta ao grupo a perspectiva do turismo e da valorização da identidade local.

Da receita ao prato típico

Após a classificação, os semifinalistas avançarão para uma etapa prática, na qual prepararão as receitas para avaliação da comissão. Dessa fase sairão três finalistas. Os pratos dos três finalistas serão submetidos à votação popular on-line e gratuita. A etapa permitirá a participação direta da comunidade na escolha da receita que representará a gastronomia do município.

Ao final do processo, a receita vencedora será apresentada em um evento de premiação como o prato típico oficial de Sinop. As informações sobre o projeto e a trajetória completa das integrantes da Comissão Julgadora estão disponíveis no portal do Senac-MT.

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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